Nova Cruz/RN -

Pesquisa Ibope: Dilma Rousseff abre vantagem de 11 pontos sobre José Serra

O Ibope divulgou nesta quarta-feira (20) uma nova pesquisa de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial. Segundo o instituto, Dilma Rousseff (PT) venceria se a eleição fosse hoje. No levantamento, ela obteve 56% dos votos válidos, e José Serra (PSDB), 44%.

Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, Dilma pode ter entre 54% e 58% e Serra, entre 42% e 46%. O critério de votos válidos exclui as intenções de voto em branco e nulo e os indecisos.

Na pesquisa anterior do Ibope, divulgada no último dia 13, Dilma aparecia com 53% dos votos válidos, e Serra com 47%.

A pesquisa ouviu 3.010 eleitores, de 18 a 20 de outubro. Encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número de protocolo 36476/2010.

Votos totais

Pelo critério de votos totais (que incluem no cálculo brancos, nulos e indecisos), Dilma Rousseff soma 51% das intenções de voto, e José Serra, 40%.

De acordo com o Ibope, as intenções de voto em branco e nulos acumulam 5%. Os eleitores que disseram não saber em quem vão votar são 4%.

Nos votos totais da pesquisa anterior do Ibope, do último dia 13, Dilma tinha 49%, e Serra, 43%. Brancos e nulos eram 5%, e indecisos, 3%.
Fonte: Portal G1

Mulheres fazem movimento Pró Serra em Natal
 Um grupo de mulheres, coordenado por Valéria Cavalcanti, Dione Caldas e Iris Machado, que organizaram manifestações voluntárias de apoio à governadora eleita Rosalba Ciarlini, durante o primeiro turno das eleições de 2010, as “Amigas da Rosa”, estão organizando também um movimento de apoio ao candidato José Serra na cidade.
 O “Plantando o Bem”, como foi nomeada a iniciativa, tem como objetivo multiplicar mensagens de apoio ao candidato em Natal, e nesta quarta-feira (20) convida a todos que queiram se engajar nessa luta para uma reunião, às 19h, no ateliê Dorian Gray.
“Vamos reunir amigas e mulheres em geral, militantes dos partidos PSDB, Democratas, PPS, e quem mais quiser ser voluntários e se engajar nessa campanha para mostrar as propostas de José Serra para ser o nosso presidente do Brasil, pois acreditamos que ele é o melhor”, destacou Valéria Cavalcanti, esposa de Dr. Pedro Cavalcanti, médico otorrinolaringologista e ex-secretário de saúde do RN.

Sensus adia divulgação de pesquisa

A sondagem CNT/Sensus que seria divulgada hoje, às 10h30, em Brasília, será liberada apenas amanhã (21.out.2010). O motivo para o adiamento, segundo assessoria de imprensa da CNT, é o atraso na contabilização dos votos de eleitores de locais “com problemas de chuva”.

O Blog tentou falar com o Sensus mas não obteve reposta até às 10h.
O Blog mantém a mais ampla compilação da web brasileira com as sobre o1° turno e sobre o 2° turno das eleições de 2010.

p.s.: às 10h40, a assessoria do Instituto Sensus procurou o Blog para informar que as entrevistas da nova pesquisa terminaram no dia previsto, ontem (19.out.2010). No entanto, chuvas nas regiões Norte e Nordeste atrasaram o término das entrevistas e a tabulação dos dados está sendo concluída hoje (20.out.2010).
Fonte:Blog Fernando Rodrigues

Pesquisas funcionam como fator mobilizador

Vox Populi também é contratada pelo PT e resultado animará militância de Dilma
Não vem ao caso se as pesquisas acertaram ou erraram nos diagnósticos do primeiro turno. O fato é que há uma obsessão por sondagens eleitorais na política brasileira. Nesse sentido, o Vox Populi (contratado do PT e da campanha de Dilma Rousseff) ajuda a turbinar a campanha da petista ao dizer hoje (19.out.2010) que ela tem 57% dos votos válidos contra 43% de José Serra (PSDB).
Não custa lembrar que o Vox Populi foi dos principais institutos de pesquisa o que mais se distanciou da realidade nos dias que antecederam o primeiro turno presidencial de 3 de outubro. Agora, nada impede que esteja certo.Aqui, todas as pesquisas deste ano de 2010
Do ponto de vista da política eleitoral, da campanha, a pesquisa Vox Populi realizada nos dias 15 a 17 de outubro serve como alavanca para a militância petista.
Houve grande desmobilização por parte do PT e do PSDB nos dias que sucederam ao primeiro turno. Os bons percentuais em pesquisas servem para galvanizar apoios –no caso, para Dilma. Os militantes ficam mais animados. E, é claro, na campanha com menos pontos na pesquisa, o efeito é oposto.
Para terminar, não dá para deixar de relatar a piada de hoje em Brasília quando saiu a pesquisa Vox Populi. Um gaiato que acompanha política há décadas disparou: “Você viu? O Vox Populi está dizendo que a Dilma ganhou no primeiro turno”.
Fonte:Blog Fernandes Rodrigues 

Também o Blog de Ricardo Noblat registra a perca do Jornalista e Blogueiro F. Gomes 

Radialista é assassinado no interior do Rio Grande do Norte

Jorge Antonio Barros, O Globo
O jornalista e radialista Francisco Gomes de Medeiros, conhecido como F. Gomes, da Rádio Caicó (RN), foi executado a tiros por pistoleiros na calçada de casa no município de Caicó, a cerca de 180 quilômetros de Natal, a capital do Rio Grande do Norte.
O crime ocorreu na noite dessa segunda-feira e chocou a comunidade de Caicó e da Região do Seridó, segundo informou o jornalista William Robson, editor-chefe do “Jornal de Fato”, de Natal.
O radialista e autor do blog do F. Gomes foi morto por dois homens numa motocicleta. Ele foi levado para um pronto-socorro próximo, mas não resistiu aos ferimentos.
F. Gomes era repórter policial e, segundo jornalistas potiguares informaram no Twitter, ele sofria ameaças de morte em consequência de denúncias feitas contra traficantes de drogas e policiais envolvidos com o crime.
Em protesto contra a morte, jornalistas do Rio Grande do Norte devem vestir preto nesta terça-feira.

Assassinado em Caicó o jornalista F.Gomes

– Publicado por Robson Pires

Foi assassinado há poucos instantes o jornalista caicoense F.Gomes.
F. Gomes, era jornalista e radialista. Atualmente trabalhava na Rádio Caicó AM. Ele já prestou serviços para o Diário de Natal e Tribuna do Norte e trabalhou durante 12 ano na Rário Rural AM.
Como foi o crime
A primeira informação prestada foi a de que dois homens não identificados chegaram em uma moto, pararam em frente à sua casa, e dispararam contra F.Gomes que estava sentado na calçada de sua casa. 3 disparos fatais o atingiram. F.Gomes foi socorrido para o Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos. Até o momento a polícia não tem pistas sobre os assassinos.
O curioso é que justamete hoje ele tinha mandado fazer um serviço de manuntenção no circuito de filmagens que tinha em sua casa.
Sepultamento e velório
F.Gomes era casado com Eliane Gomes, e pai de 3 filhos, uma moça e dois rapazes. Tinha 48 anos. O sepultamento será amanhã à tarde no cemitério Campo Jorge, após missa de corpo presente na igreja de São José às 16 horas. O corpo está sendo velado na Loja Maçônica Regeneração do Seridó no Bairro de Barra Nova.
Governador vem para sepultamento
O governador Iberê Ferreira de Sousa, o deputado federal João Maia, os deputados Álvaro Dias, Nelter Queiroz,Vivaldo Costa o prefeito Bibi Costa e outras autoridades já confirmaram presenças no sepultamento.
Homenagens
Amanhã, as emissoras de rádio da cidade prestarão homenagens a F. Gomes. A Rádio Caicó AM – onde ele trabalhava – terá uma programação especial. Às 8 horas, a direção da emisssora e todos os funcionários irão prestar homenagens. F. Gomes apresentava um programa policial das 11 horas da manhã às 14 horas, diariamente: O Comando Geral.
Deicor vem investigar o caso
O secretário de Segurança Pública do Estado, Cristóvão Praxedes, designou uma equipe da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor) para investigar o caso.
A ordem é  encontrar e prender os assassinos e mandante, ou mandantes.
População e profissionais chocados
Cidadãos de caicoenses e jornalistas e radialistas de Caicó e do Estado estão chocados com o acontecido.

Para grupo de indecisos, Serra venceu debate Folha/RedeTV!

DE SÃO PAULO
Para um grupo de 27 eleitores convidados a avaliar o debate minuto a minuto a convite da Folha e da RedeTV!, o candidato José Serra (PSDB) teve desempenho melhor que Dilma Rousseff (PT).
No início do programa, os avaliadores se dividiam assim: 23 indecisos, dois dispostos a votar em Serra e outros dois em Dilma.
Ao fim do debate, Serra tinha 14 votos, Dilma contava outros seis, e sete eleitores permaneciam indecisos.
O resultado acompanha a avaliação do desempenho de cada um: 14 acharam Serra melhor, e outros seis preferiram Dilma.
A avaliação reproduziu os métodos usados pelas duas campanhas para avaliar o desempenho de seus candidatos.
Os convidados assistiram à transmissão do debate num telão e receberam controles remotos para dar notas de 0 a 100 a cada resposta.
A avaliação foi promovida pela empresa Interativa, que opera o sistema “view facts”.

LANÇAMENTO
O deputado estadual, Raimundo Fernandes, esteve nos estúdio da FM Agreste em Nova Cruz, neste sábado e agradeceu a todos que votaram nele. Aproveitou o momento para dizer que quando termina uma campanha já se inicia a outra e virá a o município fazer campanha para o ex-prefeito Cid Arruda, rumo 2012.

NOVA CRUZ – PEGANDO FOGO
O assunto da presidência da Câmara da eleição dos membros da nova mesa diretora está pegando fogo nos bastidores político do município. A maioria dos vereadores são pré-candidatos a presidente. Vamos aguardar os fatos e acontecimentos. Acredito que o processo da antecipação será antes de fechar o ano.
  
APOSTAS
A bolsa de valores nas apostas referente aos cargos já teve inicio na cidade de Nova Cruz. De um lado o prefeito diz que vai indicar 80 % dos cargos. Do outro lado estão o grupo do ex-prefeito Cid Arruda, que votou em Raimundo Fernandes dando acima dos 3.000 votos, o grupo que apoiou Ricardo Mota (1200) e a deputada Gesane Marinho, que emplacou 1.703 votos, sendo a segunda mais votada do grupo da Governadora. E ainda o deputado José Dias que obtever (acima dos 800 votos) todos eles da base da governadora Rosalba Ciarline. Acredito que cada um terá a sua fatia de acordo com as suas votações.
DEFINIÇÃO
Se o critério for votos para definir os cargos no município de Nova Cruz. A governadora não encontrará muito trabalho para organizar o seu grupo. Primeiro porque os deputados que o prefeito apoiou foi da base do grupo de Iberê. Enquanto os demais grupos ficaram com parlamentares ligados a futura governadora Rosalba.

TRANSIÇÃO
O nome do Presidente da Assembléia, Robinson Faria deverá também compor o grupo de elite da futura governadora para fazer parte da transição. Robinson já está a frente do Comando da Assembléia Legislativa para articular e eleger os novos membros da Mesa Diretora para o biênio de 2011 a 2012.
ONDA SERRA
A onda Serra também vai chegando a vários municípios da região Agreste. Como a maioria dos deputados estaduais e federais e senadores e governador já estão todos eleitos. A campanha do segundo turno vai ficando restrita praticamente no interior apenas dos programas eleitorais e das inserções dos candidatos na TV e no Rádio. Como o Programa do Serra tem uma desenvoltura melhor neste segundo turno, o mesmo está levando grande vantagem.          

Em debate Folha/RedeTV!, presidenciáveis diminuem tom agressivo

DE SÃO PAULO
Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) mudaram de estratégia e diminuíram o tom agressivo ontem no debateFolha/Rede TV, mas não escaparam de ter de responder sobre acusações contra ex-assessores.
Dilma deixou de lado a agressividade do debate anterior, na Rede Bandeirantes, e tentou colar em Serra o rótulo de “privatista”. Ela insistiu em comparar o governo Fernando Henrique Cardoso ao de Lula e em criticar a gestão tucana em São Paulo.

A princípio na defensiva pela necessidade de negar que vá privatizar empresas se eleito, Serra contra-atacou ao rotular Dilma de “antipaulista”, pelas reiteradas críticas ao governo do Estado. Ela acusou o golpe e por várias vezes disse que não tinha nada contra o “povo paulista”, mas contra gestões do PSDB.
Dilma e Serra foram questionados sobre corrupção apenas nas intervenções das jornalistas Renata Lo Prete, editora do*Painel*, e Patrícia Zorzan, da Rede TV!
O tucano negou ter relação com o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. Disse desconhecer desvio na campanha e que, se tivesse havido, ele seria “vítima”: “Não tem nada a ver isso com negar mensalão, negar desvio na Casa Civil”.
Dilma foi questionada sobre tráfico de influência na Casa Civil, que derrubou Erenice Guerra. “A Erenice cometeu um erro. Eu sou contra contratação de parentes.”
O tema da descriminalização do aborto não foi debatido. Serra e Dilma também não falaram da quebra do sigilo fiscal de tucanos em agências da Receita Federal.
Já Serra concentrou ataques na área da segurança e tentou usar as perguntas sobre privatização para criticar o aparelhamento de estatais.
Dilma tentou surpreender o adversário com uma pergunta sobre a venda da empresa privada Gas Brasiliano.
A petista acusou o tucano, quando governador de São Paulo, de tentar impedir que a Petrobras comprasse a empresa, dando preferência a uma concorrente japonesa: “Prefere-se uma empresa japonesa, privada, e falam que gostam da Petrobras”.
“A candidata na TV mente o tempo inteiro sobre a Petrobras”, rebateu Serra.
No segundo bloco, Dilma insistiu no tema, sugerindo que Serra poderia privatizar o pré-sal. O tucano devolveu citando “loteamento político” de estatais e sugeriu que Fernando Collor (PTB) ficaria com a BR Distribuidora em eventual governo dela.
O tucano também defen deu a privatização da Telebrás. “Hoje, um mecânico, um marceneiro, podem receber telefonema enquanto estão trabalhando”, disse.
Serra rotulou a adversária como antipaulista. “Dá a impressão que a Dilma é candidata ao governo de São Paulo”. Dilma rebateu: “O senhor fica um pouco pretensioso. Não pode se comparar com o povo de São Paulo”.
O tucano disse que drogas chegam ao país porque o policiamento de fronteiras é ineficaz. Ela respondeu citando projeto da PF de usar aviões não tripulados e citou a cracolândia de SP: “Tenho um compromisso que é livrar São Paulo do PCC”, disse.
No final, Dilma citou Lula e disse que “a esperança vai vencer o ódio”, e Serra lembrou sua biografia.

DEU NA FOLHA DE S. PAULO

Sociólogo afirma que ‘Lula é mais privatista que FHC’

Para Francisco de Oliveira, um dos fundadores do PT, é “ilusão de ótica” achar que o presidente é estatizante
Professor emérito de sociologia da USP diz que atual segundo turno obriga eleitor a escolher entre o “ruim e o pior”
Uirá Machado
No começo de 2003, ano em que rompeu com o PT, o sociólogo Francisco de Oliveira, 76, afirmou que “Lula nunca foi de esquerda”.
Agora, o professor emérito da USP dá um passo adiante e diz que Lula, mais que Fernando Henrique Cardoso, é “privatista numa escala que o Brasil nunca conheceu”.
Na entrevista abaixo, Oliveira, um dos fundadores do PT, também afirma que tanto faz votar em Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB).
Folha – Qual a sua avaliação sobre o debate eleitoral no primeiro turno? 
Fora o horror que os tucanos têm pelos pobres, Serra e Dilma não têm posições radicalmente distintas: ambos são desenvolvimentistas, querem a industrialização…

O campo de conflito entre eles é realmente pequeno. Mas, por outro lado, isso significa que há problemas cruciais que nenhum dos dois está querendo abordar.
Que tipo de problema? 
Não se trata mais de provar que a economia brasileira é viável. Isso já foi superado. O problema principal é a distribuição de renda, para valer, não por meio de paliativos como o Bolsa Família. Isso não foi abordado por nenhum dos dois.

A política está no Brasil num lugar onde ela não comove ninguém. Há um consenso muito raso e aparentemente sem discordâncias.
Dá a impressão que tanto faz votar em uma ou no outro… 
É verdade. É escolher entre o ruim e o pior.

Qual a sua opinião sobre a movimentação de igrejas pregando um voto anti-Dilma por causa de suas posições sobre o aborto? 
É um péssimo sinal, uma regressão. A sociedade brasileira necessita urgentemente de reformas, e a política está indo no sentido oposto, armando um falso consenso.

O aborto é uma questão séria de saúde pública. Não adianta recuar para atender evangélicos e setores da Igreja Católica. Isso não salva as mulheres das questões que o aborto coloca.
O sr. foi um dos primeiros a romper com o PT, em 2003, e saiu fazendo duras críticas ao presidente. Lula, porém, termina o mandato extremamente popular. Na sua opinião, que lugar o governo Lula vai ocupar na história? 
A meu ver, no futuro, a gente lerá assim: Getúlio Vargas é o criador do moderno Estado brasileiro, sob todos os aspectos. Ele arma o Estado de todas as instituições capazes de criar um sistema econômico. E começa um processo de industrialização vigoroso. Lula não é comparável a Getúlio.

Juscelino Kubitschek é o que chuta a industrialização para a frente, mas ele não era um estadista no sentido de criar instituições.
A ditadura militar é fortemente industrialista, prossegue num caminho já aberto e usa o poder do Estado com uma desfaçatez que ninguém tinha usado. Depois vem um período de forte indefinição e inflação fora de controle.
O ciclo neoliberal é Fernando Henrique Cardoso e Lula. Só que Lula está levando o Brasil para um capitalismo que não tem volta. Todo mundo acha que ele é estatizante, mas é o contrário.
Como assim? 
Lula é mais privatista que FHC. As grandes tendências vão se armando e ele usa o Estado para confirmá-las, não para negá-las. Nessa história futura, Lula será o grande confirmador do sistema.

Ele não é nada opositor ou estatizante. Isso é uma ilusão de ótica. Ao contrário, ele é privatista numa escala que o Brasil nunca conheceu.
Essa onda de fusões, concentrações e aquisições que o BNDES está patrocinando tem claro sentido privatista. Para o país, para a sociedade, para o cidadão, que bem faz que o Brasil tenha a maior empresa de carnes do mundo, por exemplo?
Em termos de estratégia de desenvolvimento, divisão de renda e melhoria de bem-estar da população, isso não quer dizer nada.
Em 2004, o sr. atribuiu a Lula a derrota de Marta na prefeitura. Como o sr. vê como cabo eleitoral de Dilma? 
Ele acaba sendo um elemento negativo, mesmo com sua alta popularidade. O segundo turno foi um aviso. Essa ostensividade, essa chalaça, isso irrita profundamente a classe média.

É a coisa de desmoralizar o adversário, de rebaixar o debate. Lula sempre fez isso.

DEU NO CORREIO BRAZILIENSE

Transferências

De Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
É fato aceito que o segundo turno decorreu fundamentalmente do desempenho de Marina Silva, em especial de seu crescimento nos últimos dias, quando se tornou opção para eleitores de classe média país afora. Mas não foi apenas esse fator que levou as eleições presidenciais para a fase de agora.
Na verdade, é impossível explicar o resultado de uma eleição tão grande, onde mais de 111 milhões de eleitores compareceram para votar, a partir de causas isoladas. Foram tantas as circunstâncias que afetaram as pessoas naqueles dias que será necessário tempo para que as consigamos identificar.
Mas houve um fato que contribuiu decisivamente para o resultado: a performance de Serra em alguns estados do Sudeste e do Sul. Em São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do Brasil, ele superou as expectativas das pesquisas, sendo que, em Minas, por larga margem. Também no Paraná e em Santa Catarina algo semelhante aconteceu, em escala um pouco menor.
Se considerarmos que o conjunto das pesquisas disponíveis captava corretamente o que estava acontecendo nesses estados até meados de setembro, tivemos neles um expressivo crescimento de Serra nas duas semanas finais da eleição. Foi um movimento tão importante quanto o bom desempenho de Marina na explicação do desfecho do primeiro turno.
Nos três outros estados das duas regiões, não houve surpresas em relação a Serra. No Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, ele ficou do tamanho que as pesquisas estimavam: atrás, mas perto de Dilma, no primeiro e no terceiro; distante dela e de Marina no Rio. Tanto lá, quanto no Espírito Santo, o problema de Dilma foi apenas a performance de Marina.
É evidente que muita coisa aconteceu em São Paulo, em Minas, no Paraná e em Santa Catarina que explica porque Serra melhorou. Cada estado tem particularidades, em cada um a campanha assumiu características próprias.
Todos, no entanto, se parecem em uma coisa: nos quatro, Lula se envolveu na guerra das sucessões estaduais, sempre assumindo o lado que contrariava o sentimento majoritário do eleitorado.
Retrospectivamente, vê-se com clareza que foi isso que ele fez. Nos quatro estados, venceram os candidatos a que Lula se opunha, todos no primeiro turno. Ou seja: não apenas ele não levou aqueles que apoiava à vitória, mas confrontou o desejo de mais da metade dos eleitores de cada lugar.
As vitórias de Anastasia, Alckmin, Beto Richa e Raimundo Colombo não foram ameaçadas pela participação de Lula nas campanhas de Hélio Costa, Mercadante, Osmar Dias e Ideli Salvati. Nenhum dos seus candidatos “virou” o quadro desfavorável com que se defrontava.
É provável, no entanto, que o preço pago por Lula tenha sido alto. Ter ido brigar (inutilmente) por esses candidatos pode ter tirado sua força na batalha principal: eleger Dilma.
As eleições estaduais transcorriam em um plano e a presidencial em outro. Em Minas, não era estranho que o eleitor pensasse em Anastasia e Dilma, assim como nela e, no Paraná, em Beto, ou, em Santa Catarina, em Raimundo Colombo. Até em São Paulo, não era incomum votar Alckmin e Dilma.
O que levou inúmeros eleitores nesses estados a se “alinhar”, votando PSDB (ou DEM) para os governos estaduais e para presidente, foi o discurso dos aliados de Lula. Foram eles que condicionaram o voto em Dilma a opções locais que eram contrárias ao que a maioria queria.
O uso (ou, melhor dizendo, o abuso) da imagem de Lula, desperdiçada na tentativa de eleger esses candidatos (alguns inteiramente inviáveis), só enfraqueceu seu poder de transferência. Melhor se o tivesse preservado para função mais relevante.
Fonte:Blog Ricardo Noblat


Marina oficializa neutralidade para segundo turno

DE SÃO PAULO

Terceira colocada na eleição presidencial, Marina Silva (PV) oficializou na tarde deste domingo a opção pela neutralidade no segundo turno, como a Folha antecipou neste domingo.


Em votação simbólica, a ex-presidenciável, que recebeu 19,6 milhões de votos, referendou a posição para a nova etapa da corrida presidencial.
Dos cerca de 170 votantes, apenas quatro declararam apoio a Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB). Mesmo Fernando Gabeira, o candidato derrotado ao governo do Rio que contou com o apoio do tucano no primeiro turno, preferiu a independência do partido.
Individualmente, os filiados estão liberados para aderir às campanhas da petista ou do tucano. É o que Gabeira faz ao endossar a candidatura de Serra.

“O fato de não ter optado por um alinhamento neste momento não significa neutralidade quanto aos rumos desta campanha”, disse Marina, na convenção do PV em São Paulo, em um espaço cultural na Vila Madalena.
Ela leu carta aberta com críticas ao que chamou de “dualidade destrutiva” entre PT e PSDB. Segundo Marina, os dois partidos pregam a “mútua aniquilação” na disputa entre Dilma e Serra.
“A agressividade do seu confronto pelo poder sufoca a construção de uma política de paz”, atacou a senadora. A verde prometeu ainda defender sua fé –ela é evangélica–, sem contudo usá-la “como arma eleitoral” –uma crítica à dominação da pauta religiosa nesta nova fase da disputa.
O secretário de Comunicação do PV, Fabiano Carnevale,  afirmou à Folha antes da convenção que a cúpula do partido se comprometeu a não aprovar decisão diferente da de Marina. “Está combinado que a posição oficial do PV será a mesma de Marina. Vamos marchar juntos.”


Brasil     
PT vai oferecer apoio ao PMDB para presidir Senado em troca do apoio a presidência da Câmara dos Deputados
Depois do 2° Turno e com a confirmação da vitória de Dilma Rousseff (PT) para a presidência da República o PT terá novos planos para assumir outro poder: a Câmara dos Deputados. Como elegeu a maior bancada com 88 deputados contra 79 do PMDB, o partido de Lula quer vê o deputado Cândido Vaccarezza (SP) na presidência da Câmara. O deputado potiguar Henrique Eduardo Alves (PMDB) teria seu sonho anunciado em todas as cidades durante sua campanha, adiado…
Em troca, o PT apoiaria um nome do PMDB para presidir o Senado Federal. Lá, os peemedebistas têm 19 senadores contra 13 dos petistas. Partidos aliados como PDT, PR e PSB tem quatro cada. O PC do B tem 2 e PSC e o PRB tem um cada. Só na base governista seria suficiente a vitória com 48 votos. A oposição no Senado só terá 26 senadores.


DEU NA FOLHA DE S. PAULO

61 políticos eleitos são proprietários de rádios ou TVs

Reeleitos, Antônio Bulhões e Arolde Oliveira atuam em comissão que regula concessões
Felipe Bächtold e Sílvia Freire
Afiliadas da Globo, da Record, do SBT e da Band e uma série de pequenas rádios são de propriedade de 61 políticos eleitos no último dia 3.
O patrimônio declarado em empresas de rádio e TV é de cerca de R$ 15 milhões.
Na campanha, esses meios de comunicação podem, em tese, ajudar a promover a imagem de seus sócios.
Levantamento da Folha com declarações de bens localizou 91 participações em rádio e TV. Entre elas, o senador José Agripino Maia (DEM-RN) e as famílias de Jader Barbalho (PMDB-PA), Renan Calheiros (PMDB-AL) e José Sarney (PMDB-MA).
A lei permite que ocupantes de cargos no Executivo ou Legislativo sejam sócios de empresas de rádio e TV e proíbe que estejam à frente da gestão das emissoras, o que é pouco fiscalizado.
O maior patrimônio declarado é de Júlio Campos (DEM-MT), eleito deputado federal: uma rede de TV de R$ 2,9 milhões. A seguir, vêm os irmãos Roseana (DEM) e Zequinha Sarney (PV).
Dos 61 eleitos, pelo menos dois deputados participam da Comissão de Comunicação da Câmara, que aprova as renovações de rádio e TV: Antônio Bulhões (PRB-SP) e Arolde Oliveira (DEM-RJ).

Brasil    
PT vai oferecer apoio ao PMDB para presidir Senado em troca do apoio a presidência da Câmara dos Deputados
Depois do 2° Turno e com a confirmação da vitória de Dilma Rousseff (PT) para a presidência da República o PT terá novos planos para assumir outro poder: a Câmara dos Deputados. Como elegeu a maior bancada com 88 deputados contra 79 do PMDB, o partido de Lula quer vê o deputado Cândido Vaccarezza (SP) na presidência da Câmara. O deputado potiguar Henrique Eduardo Alves (PMDB) teria seu sonho anunciado em todas as cidades durante sua campanha, adiado…
Em troca, o PT apoiaria um nome do PMDB para presidir o Senado Federal. Lá, os peemedebistas têm 19 senadores contra 13 dos petistas. Partidos aliados como PDT, PR e PSB tem quatro cada. O PC do B tem 2 e PSC e o PRB tem um cada. Só na base governista seria suficiente a vitória com 48 votos. A oposição no Senado só terá 26 senadores.
Fonte:Blog Marcos Dantas

Rio Grande do Norte     
Turma de Rogério Marinho e Dibson Nasser também fazem mobilizações pró-Serra nas esquinas da capital potiguar
Divulgação
Turma do PSDB potiguar também realiza mobilizações nas principais esquinas da capital
A turma do deputado federal Rogério Marinho e do deputado eleito Dibson Nasser, ambos principais lideranças do PSDB potiguar também invadiu as ruas da capital com a campanha do tucano José Serra (PSDB). Neste sábado (16) montaram “Ponto 45” nas esquinas do Midway Mall, do Shopping Cidade Jardim e na Avenida Alexandrino de Alencar.
Neste domingo (17), Rogério Marinho anuncia mobilização na altura do Hiper Bompreço, da Avenida Antônio Basílio com a Prudente de Morais, que fica no bairro de Lagoa Nova. O Comitê de Serra em Natal fica na Avenida Alexandrino de Alencar, em frente a loja da TIM. É lá onde a turma tucá faz distribuição de material para a campanha do ex-governador paulista.

Garibaldi admite sonho de voltar a presidir o Senado, mas abre mão do seu desejo em troca da eleição de Henrique para a presidência da Câmara dos Deputados

O senador Garibaldi Filho(PMDB), reeleito com mais de 1 milhão de votos, concedeu entrevista ao jornal Tribuna do Norte, edição deste domingo(17).
Como sempre, Garibaldi foi sincero em suas afirmações.
Ele admite a vontade de voltar a presidir o Senado, mas abre mão desse desejo em troca da eleição do deputado federal Henrique Alves(PMDB) para a presidência da Câmara dos Deputados.
Confira a íntegra da entrevista:
TN – O senhor encerrou a campanha e já disse que não subirá no palanque da presidenciável Dilma Rousseff quando Hugo Manso (PT) e Wilma de Faria (PSB) estiverem. Hoje esses seriam seus inimigos políticos?

GF – Nunca tive inimigos políticos. Não sou dado a polêmicas no palanque e mesmo fora dele. O que faz inimigos é justamente o arrebatamento nas campanhas, você trocar insultos, desaforos. Como nunca fiz isso eu nunca tive inimigos. O que estou fazendo agora diria que é uma espécie de legítima defesa. Fui atingido no caso do vereador (Hugo Manso). No caso da ex-governadora é uma história mais longa porque nós nos confrontamos já algumas vezes em campanhas políticas. Certamente que ela, como ganhou a última, os correligionários pediam a revanche. Anteriormente, o placar estava 2 a 1 para mim porque tinha ganho a campanha de prefeito em 1985, tinha ganho a campanha de governador em 1994 e tinha perdido a última campanha de 2006. Veio a baila que nós poderíamos ter em 2010, por parte mais dos correligionários, uma revanche. Eu, para fazer a vontade deles, dizia a brincadeira que tinha levado uma surra de saia, mas agora ia aplicar uma surra na saia. Mas era em tom de brincadeira, não tinha nada de agressivo.

TN – Então o placar hoje de Garibaldi Filho contra Wilma de Faria está 3 a 1?


GF – Exatamente, 3 a 1. Mas mesmo assim eu cumprimento ela (Wilma de Faria), diria até cordialmente, pelo menos antes dessa campanha era assim. Mas depois (da campanha) eu não a vi mais. Não tenho nada pessoalmente contra ela, contra ninguém. Eu considero isso um trunfo e um triunfo. Não representa nada você ter inimizade na política.

TN – O senhor esteve no palanque de Dilma Rousseff ao lado dos governadoráveis Iberê Ferreira e Carlos Eduardo, mas defendia Rosalba Ciarlini ao Governo. Sua posição foi tida como dúbia?


GF – Não teve nada de dubiedade. O que aconteceu foi que tomei uma atitude no Estado coerente com o que aconteceu na campanha de 2006. Em 2006 fomos para o palanque eu, José Agripino, Rosalba, ela candidata ao Senado e eu candidato ao Governo. Aí firmamos essa aliança que teve seu desdobramento no Senado. Lá nós consolidamos isso. Quando veio a campanha em que Rosalba foi candidata ao Governo não vi outro caminho que não apoiá-la no Estado, mesmo tendo que enfrentar um constrangimento de apoiar uma candidata no Estado de uma aliança e outra candidata no plano nacional.

TN – No caso do segundo turno, caso José Serra ganhe, essa sua proximidade com o senador José Agripino facilitará o senhor ser da bancada governista de Serra?

GF – No plano nacional a tendência é eu ficar com o meu partido seja o resultado qual for. Se ganhar o meu partido eu serei o companheiro de Michel Temer, que é vice de Dilma e muito ligado ao deputado Henrique. Se ganhar José Serra permanecerei no PMDB e a despeito de ter um bom relacionamento com o próprio presidente da República. Creio que o PMDB deve permanecer na oposição até para responder aqueles que dizem que o PMDB é fisiológico, que não sabe viver sem ser nas tetas do governo. Não serei seduzido por essa história de dizer que se trata da governabilidade.

TN – Por outro lado, o senhor defende que o PMDB no Estado seja Governo…


GF – Eu sinto que se não ficar ao lado de Rosalba eu vou perder toda uma história de luta ao lado dela, para construir um governo e será que tudo aquilo que eu disse na praça pública vai se transformar em mera quimera sem resultados? Vejo muito isso. Estou realmente muito empenhado em fazer com que aquilo que eu disse na campanha, já que quero exercer uma política coerente, tudo que disse possa ser transformado em realidade.

TN – O senhor já conversou com o deputado federal Henrique Eduardo Alves sobre isso?


GF – Ele sabe disso. Sabe mais do que ninguém.

TN – Não é muito conveniente para o PMDB ter oferecido apoio a Iberê Ferreira com o deputado Henrique e a Rosalba Ciarlini com o senhor? Ou seja, o partido seria governo em qualquer resultado?


GF – É, mas não teve nada disso. Parece até história combinada, que eu ficaria com Rosalba por ter maiores afinidades com ela, e Iberê ficaria com Henrique por ter maiores afinidades. Afinidade por afinidade eu também tenho com Iberê. Tudo aquilo que Henrique disse (sobre Iberê Ferreira) eu poderia dizer, até mais porque Iberê foi secretário do meu governo. O que acontece é devemos manter a coerência e sendo aqueles que não deixam de dar a política o pragmatismo, mas também tem que ter um idealismo, pregação que mostre que não é oportunista. Enfim, eu me demorei muito para responder essa pergunta para dizer que não foi uma posição oportunista essa do PMDB. As aparências enganam. As aparências podem até colaborar para uma pessoa, numa visão mais apressada, dizer que houve.

TN – O senhor me passa preocupação de mostrar que o PMDB não é um partido oportunista…


GF – É verdade. Há preocupação de lideranças do PMDB e acho que o partido é grande, diria até que meio inchado, mas que não pode se deixar seduzir por esse canto de sereia de que sendo grande terá lugar em qualquer acomodação que lhe ofereça. Ele tem que ser grande para impor suas ideias, sua prática política, para reabilitar toda sua pregação. Ele tem que ser o maior e melhor. Maior só não dá.

TN – O PMDB depois de reeleger o senhor, o deputado Henrique e fazer seis deputados estaduais, tenta se credenciar a voltar ao Executivo da capital do Estado?

GF – Faz muito tempo que o PMDB só faz apoiar. O PMDB tem dimensão para não só apoiar. Há uma certa atitude de reflexão e tenho que dar a mão à palmatória de que PMDB deve começar a pensar em disputar mesmo no primeiro turno, mesmo que no segundo turno se integre a uma coligação, para que ele exerça essa vocação do seu tamanho. Por que um partido como o PMDB não disputa uma Prefeitura de Natal, não disputa um Governo do Estado?

TN – É conveniência do PMDB colocar um candidato já pronto de outro partido ao invés de lançar um próprio?

GF – É falta de candidato. O PMDB não se abriu para colher ou atrair novas lideranças que pudessem fornecer candidatos. Ser candidato eu ou Henrique isso já é história velha. Já fomos candidato, já perdemos, já ganhamos. Eu pregar isso para as pessoas entenderem que é de novo a velha história de que é Garibaldi ou Henrique, isso não tem graça. Acho que devemos pensar nos novos e criar condições para que eles sejam efetivamente candidatos e não anti-candidatos. Também não adianta lançar só candidato para dizer que lançou. Tem que lançar candidatos competitivos e que possam atrair outros partidos, no caso de um segundo turno.

TN – Seu filho Walter Alves seria um nome para 2012?


GF – Enquanto ele for só o filho de Garibaldi, o que acho que ele não é, ele precisa convencer as pessoas, e vejo que está convencendo. Para disputar uma majoritária ele vai ter que ter personalidade própria de um político para voo maior.

TN – Walter Alves seria um nome para disputa da Prefeitura de Natal?

GF – É um nome. Ele precisa apenas vencer o desafio (de deixar de ser apenas “filho de Garibaldi”). Mas existem outros (nomes). Aqui vou apenas contar uma história, se não vão dizer que só citei Walter. Hermano Morais, que nessa campanha (de 2008) se credenciou, poderia ser candidato. Terminamos sem testá-lo. Esse é um exemplo de que não podemos mais fazer assim.

TN – O senhor terá agora oito anos de Senado pela frente. Foi sua última eleição?

GF – Não sei. Você sabe que comecei a política muito novo e eu, realmente, me tornei um político profissional, o que não queria ser. Queria ter entrado na política e na hora que quisesse sair ou devesse sair, sairia. Mas a essa altura não tenho mais ilusões de que vou ter outra opção, outra alternativa. Vou tentar permanecer na política enquanto achar que estou em condições de ser um político que mereça a confiança do povo. Se eu achar isso e aí terei que convencer o partido e outras pessoas. Não sei se poderei convencer outra vez 1 milhão de pessoas. É uma história longa que não pode ser encerrada de uma hora para outra. Foram quatro mandatos de deputado estadual, um de prefeito, dois de governador e agora três de senador. Não é fácil terminar de uma hora para outra ou melancolicamente. Só o futuro dirá, não tenho projeto para terminar. Ir para onde? Fica melancólico.

TN – O senhor será um dos homens fortes do Senado porque terá dois votos (o dele e do pai Garibaldi Alves, que assumirá na vaga da governadora eleita Rosalba Ciarlini)?


GF – Até que ninguém terá lá como nós vamos ter, eu e meu pai teremos dois votos em casa. As vezes há questão lá que se decide por um voto, dois votos. Eu vou procurar juntamente com papai vermos isso com muito cuidado e muita atenção para não parecer que estamos querendo nos aproveitar dessa situação. A correlação de forças do Senado é sempre meio apertada.

TN – Nesse terceiro mandato onde o senador Garibaldi quer estar?

GF – Para não ser hipócrita diria que se pudesse eu voltaria para Presidência do Senado. Foi um período curto, mas que me realizou bastante. Mas eu tenho muita consciência das minhas limitações e tenho também um dever: o dever que não é propriamente familiar, é o dever de colaborar, mesmo em outra casa, para ver o deputado Henrique Eduardo presidente da Câmara. Vejo que a chance dele agora é muito maior do que a minha, se você pensar em termos de articulação política, de aglutinação, apesar de eu estar falando antes da eleição de Presidente da República. Uma coisa é a candidatura de Henrique com Dilma eleita, outra coisa é a candidatura de Henrique com Dilma e Michel não eleitos.

TN – Mas vão intercalar PT e PMDB na Câmara. A presidência do Senado não estaria descartada para o senhor?

GF – Vejo as coisas com muito realismo. O deputado Henrique tem hoje, efetivamente, a liderança da bancada. Eu, se você pensar no Senado, não tenho. Se você perguntar se tenho liderança? Não. Eu tenho os dois votos (dele e do pai Garibaldi Alves). Mas a liderança da bancada eu não tenho porque o PMDB vai ter a maioria dos Senadores, mas nós não sabemos quem vai assumir essa liderança. A bola da vez está com Henrique para ele fazer o gol. Ele tem méritos para isso e tem 11 mandatos. É muito respeitado e tem muita vocação para liderar. A vez é dele.

TN – O fato de ter tido 1 milhão de votos isso coloca o senhor como a maior liderança do PMDB no Estado?

GF – Não. Gostam muito de dizer que não sou líder, mas sou campeão de votos. Não sei qual é a diferença disso. Não há muita diferença como as pessoas querem dizer. Mas não há porque a gente deixar de dizer que no PMDB não há uma só liderança, há duas lideranças. Uma liderança complementa a outra. Sempre fizemos isso muito bem, eu e Henrique, só falhamos agora. Com relação ao PMDB as pessoas veem Henrique com umas qualidades e me veem com outras e a gente faz aquela fusão.

TN – Se o senhor encontrasse duas pessoas na rua: uma seria o senador José Agripino o senhor diria o que?

GF – Agora diria parabéns.

TN – E para ex-governadora Wilma de Faria?


GF – Agora você me pegou mesmo porque eu não gosto de ser hipócrita. Diria a ela, dependendo do horário do dia, bom dia, boa tarde ou boa noite.
Fonte:Blog do Oliveira

Folha e RedeTV! promovem hoje novo debate com presidenciáveis

DE SÃO PAULO

Em parceria com a RedeTV!, a Folha promove amanhã, dia 17, às 21h10, o segundo debate presidencial do segundo turno.
Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) confirmaram presença no debate, que será mediado pelo jornalista Kennedy Alencar, repórter especial da Folha e apresentador do programa “É Notícia”, da RedeTV!.
O debate, que acontece nos estúdios da sede da emissora, em Osasco, será transmitido ao vivo pelo UOL (Universo Online), portal de internet do Grupo Folha, com comentários em tempo real feitos pela equipe de jornalistas escalados para a cobertura do evento.
A RedeTV! e o portal da emissora na internet também transmitem o encontro.
As regras do debate, que deve ter cinco blocos, serão definidas com as campanhas durante a semana.
Para internautas que desejam acompanhar o evento no Twitter, a “hashtag” (símbolo do jogo da velha que indica um assunto) que será usada é #folharedetv.
Este é o terceiro debate presidencial promovido pela Folha nestas eleições.
Também foram realizados debates em parceria com a RedeTV! com os candidatos aos governos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Ceará.
Além disso, o jornal promoveu sabatinas com os principais candidatos aos governos de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.
DEBATE FOLHA/UOL
A campanha da candidata petista não confirmou o debate Folha/UOL na internet, que aconteceria no dia 21.
No primeiro turno, o evento reuniu os três principais candidatos à Presidência –Dilma, Serra e Marina Silva (PV)– e foi a primeira transmissão do gênero no Brasil.

Irmão de diretor da Eletrobras negocia projetos de energia

DE SÃO PAULO


O irmão do diretor de Engenharia e Planejamento da Eletrobras, Valter Cardeal –homem forte de Dilma Rousseff (PT) no setor elétrico–, atua como consultor de empresas interessadas em investir em energia eólica, área que terá R$ 9,7 bilhões em investimentos do PAC 2. A informação é da reportagem de Silvio Navarro e Fernanda Odilla publicada na edição deste domingo da Folha e disponível na íntegra para assinantes do jornal e do UOL
Edgar Luiz Cardeal é dono da DGE Desenvolvimento e Gestão de Empreendimentos, criada em 2007 para elaborar projetos no setor.
O responsável pela gestão do Proinfa, programa de incentivo ao uso 
de energias alternativas –como a eólica– é o irmão do empresário.
Valter Cardeal é braço-direito de Dilma no setor elétrico há 20 anos. 
Quando a presidenciável do PT foi secretária de Minas e Energia do RS, 
ele era diretor da CEEE, empresa estadual de energia.
Ele também preside o Conselho de Administração da Eletrosul, 
que gerencia a política energética no Sul –onde atua a empresa 
do irmão–.
Leia a reportagem completa na Folha, que já está nas bancas



Em Nova Cruz é assim que se administra…
Descaso total na Administração que faz acontecer!!!
Ambulância de Nova Cruz a mais de cinco meses abandonada em uma oficina

A ambulância de marca Ducato que devia estar prestando serviço ao Hospital Monsenhor Pedro Moura e a população de Nova Cruz, socorrendo e salvando vidas, se encontra quebrada a mais de cinco meses em uma oficina aqui em Nova Cruz.

Pura irresponsabilidade da atual administração que tem a frente o prefeito Flávio Azevedo (PMDB),será que a prefeitura não estar recebendo o dinheiro que vem todos os meses do governo Federal,para pagar os concertos dos veículos que precisam  de manutenção ou é falta de conhecimento para saber administrar o dinheiro publico.
É por isso que a saúde de nossa cidade estar um verdadeiro abandono em todas as partes. É fazendo acontecer de verdade essa administração sem rumo e sem direção, isto é uma vergonha para Nova Cruz.
Fonte:Xuá do Agreste

Juiz dá prazo de dez dias para Prefeitura pagar os s

alários atrasados do Vice-Prefeito de Nova Cruz.



Decisão
Autos nº: 0001791-93.2010.820.0107
Classe:    Procedimento Ordinário/PROC
Autor:     João Paulo Freire de Andrade
Réu:        MUNICÍPIO DE NOVA CRUZ
Assim,encontra-se o direito do autor previsto na hipótese do inciso I, do art.273.
Destarte, presentes os requisitos legais e  a fundamentação em uma das hipóteses de concessão impõe-se o deferimento do pedido de antecipação da tutela.
Isto Posto em parte a ANTECIPAÇÃO DA TUTELA para que O MUNICIPIO DE NOVA CRUZ seja obrigado a fornecer a  comprovação do pagamento do subsídio mensal do vice-prefeito JOÃO PAULO FREIRE DE ANDRADE, em relação aos meses de junho a dezembro de 2009, na forma do art.273 do Código de Processo Civil c/c o artigo 196, da CF,em até 10 dias, sob pena de bloqueio  dos valores do FPM uma vez que os salários têm cunho alimentar.
Intimem-se com urgência.
Cite-se.
Cumpra-se.
Nova Cruz-RN, 14 de Outubro de 2010.
Ricardo Henrique de Faria
        Juiz de Direito

Fonte: Xuá do Agreste

ROBINSON FARIA SAIU FORTALECIDO NO AGRESTE COM A VOTAÇÃO DE ROSALBA E DE SEU GRUPO PARLAMENTAR
Com a presença do vice – governador Robinson Faria no Agreste e mais os deputados Ricardo Mota, Gesane Marinho, Antonio Jacome, José Dias e Raimundo Fernandes. Além de contabilizar a votação expressiva de Fábio Faria fizeram de Robinson um verdadeiro líder de uma Região. No espaço deixado pelo deputado Robinson Faria que não concorreu a sua reeleição e sim ao cargo de vice – governador. A Região foi absorvida pelos parlamentares com ligação ao Presidente da Assembléia Legislativa. E de acordo com os resultados foi satisfatório tanto para o vice-governador, quanto para os deputados ligados a Robinson, que obtiveram as suas votações na Região Agreste.  Varias cidades tiveram nas suas proporções maioria expressiva para os candidatos ligados ao sistema político liderado por Robinson Faria, no Agreste.  

GESANE MARINHO

A deputada estadual, Gesane Marinho ficou com a coordenação da Região Agreste em prol da candidatura do presidenciável José Serra. A parlamentar foi escolhida para desenvolver e mobilizar na região o nome de Serra para presidente junto com as lideranças do Agreste. 


Deputada Márcia Maia é quem dará posse à governadora eleita Rosalba Ciarlini no dia 1º de janeiro


A deputada estadual Márcia Maia(PSB), reeleita para um novo mandato, é quem vai dar posse à governadora eleita Rosalba Ciarlini(DEM) no dia 1º de janeiro de 2011.
Márcia é vice-presidente da Assembléia Legislativa e assume a presidência da Casa no dia 31 de dezembro em substituição ao deputado estadual Robinson Faria(PMN), que tomará posse no dia 1º de janeiro na vice-governadoria.
Robinson não deixa a presidência da Assembléia quando for diplomado pelo Tribunal Regional Eleitoral(TRE), como chegou a ser noticiado pela imprensa. Ele fica no cargo até o dia 31 de dezembro.
Márcia ficará na presidência da Assembléia até a eleição da nova mesa diretora da Casa, que irá acontecer no início de fevereiro.
PRÓ-SERRA

O senador reeleito José Agripino (DEM) reúniu lideranças ontem no hotel Praia Mar, em Ponta Negra, Natal, para definir estratégias para conseguir reverter a diferença de Dilma Roussef (DEM) no primeiro turno. O objetivo é uma grande virada, como dissemos na nota de abertura.

TCE

Há informações que possivelmente o deputado federal, Betinho Rosado poderá ser confirmado o seu nome para o TCE. Se confirmado o suplente de deputado federal, Rogerio Marinho assumi definitivamente vai depender de Rosalba e o próprio deputado Betinho Rosado se fica em Brasília ou assumi o TCE.

“POSSO ABRIR MÃO DA PRESIDÊNCIA DO SENADO PARA HENRIQUE ASSUMIR NA CÂMARA”
Por: Diego
Senador do 1 milhão de votos nesta eleição, Garibaldi Alves foi o nosso entrevistado do Repórter 98, da 98 FM, nesta quarta-feira (13). Entre vários temas, Gari falou sobre o segundo turno e sobre as movimentações na Câmara e no Senado.
De acordo com o senador, caso ele seja indicado para assumir no Senado deve abrir mão para o seu primo Henrique se fortalecer na Câmara. “Existe a possibilidade de eu ser indicado para a presidência do Senado. Porém, posso abrir mão para Henrique assumir na Câmara. Minha prioridade número um é eleger Henrique na Câmara”, falou Garibaldi.
“Meu voto é da Dilma”
Garibaldi comentou sobre o segundo turno. “Gosto do José Serra. Ele esteve na minha residência antes da campanha. Porém, vou trabalhar para eleger Dilma e o vice Michel Temer do meu partido. Ela foi a grande coordenadora do governo Lula e saberá continuar o trabalho”.
Palanque no RN
Apesar de apoiar Dilma, Garibaldi não sobe no palanque do PT nem amarrado. “Subir no palanque do PT aqui no RN? De forma alguma. Membros do PT (diga-se Hugo Manso) me atacaram pessoalmente no primeiro turno. Henrique está articulando um palanque só nosso para apoiar Dilma”.
Deu no Blog Marcos Dantas
Agreste     
Suplente de Garibaldi confirma que disputará prefeitura de Nova Cruz em 2012

Max Andrade, além de ex-vice-prefeito e presidente do PR de Nova Cruz é o segundo suplente do campeão de votos nestas eleições, o senador Garibaldi Filho (PMDB). Foi um dos principais coordenadores também da campanha do governador Iberê Ferreira (PSB), do deputado federal João Maia (PR) e do estadual Fábio Dantas (PHS) no Agreste, principalmente na sua cidade. Satisfeito com o desempenho de seus candidatos, Max vem se credenciando como o principal candidato a prefeito em 2012, dentro do seu sistema político. E já não esconde mais de ninguém, o seu desejo de disputar as próximas eleições.
O empresário pretende iniciar logo cedo os contatos com partidos políticos e lideranças que demonstrem interesse de se juntar ao seu projeto. Seus principais adversários: a estrutura do atual prefeito Flávio Azevedo (PMDB), que deseja se manter no poder e ex-prefeito Cid Arruda (PMN), que vai tentar retornar aos comandas de Nova Cruz. Na primeira disputa entre todos estes, neste ano Flávio levou a melhor. Todos os seus candidatos, de governador a deputado estadual foram os mais votados do município. Em 2012? É esperar…

PMDB-RS aprova indicação de voto em Serra

Em reunião presidida pelo senador Pedro Simon, o diretório do PMDB do Rio Grande do Sul decidiu há pouco, por maioria, “recomendar” o apoio dos integrantes do partido no estado ao candidato à presidência, José Serra (PSDB).
A decisão foi anunciada pelo senador por meio do microblog twitter com a seguinte frase: “PMDB-RS aprova indicação de voto em José Serra”.
Procurado pelo blog, Simon confirmou a informação.
“O diretório recomendou apoio ao Serra, mas liberando que cada um vote como quiser”, explicou.
A decisão contraria a Executiva Nacional do partido que é presidido pelo deputado Michel Temer (SP), candidato a vice-presidente na chapa de Dilma (PT).

FHC desafia Lula para uma conversa ‘cara a cara’

Catia Seabra, Folha.com
Principal alvo de críticas do PT no programa eleitoral, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso desafiou nesta quinta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma conversa “cara a cara”, quando o petista “puser o pijama”.
Dizendo-se vítima de mentiras, FHC disse que Lula foi mesquinho ao não reconhecer o legado do PSDB e assumir a paternidade da estabilidade da moeda.
“Estou calado há muitos anos ouvindo. Agora, quando o presidente Lula vier, como todo candidato democrata eleito, de novo, perder a pompa toda, perder o monopólio da verdade, está desafiado a conversar comigo em qualquer lugar do Brasil. No PT que seja”, discursou FHC.
Segundo FHC, não é para enumerar as ações de cada governo. “É para ter firmeza, olhando cara a cara do outro, ver dizer as coisas que diz fora do outro. Quero ver o presidente Lula que votou contra o Real, que fez o PT votar contra o Real, dizer que estabilizou o Brasil. Ele não precisa disso. Para que ser tão mesquinho? É isso que eu quero perguntar a ele. ‘Lula, por que isso, rapaz?’ Você pegou uma boa herança, usou. O Serra vai pegar as duas heranças”.
Em discurso a integrantes do PSDB, FHC chamou a petista Dilma Rousseff de duas caras e negou que tenha pregado a privatização da Petrobras, como a candidata acusou no debate da Band:
‘Agora, vêm falar que eu queria privatizar a Petrobras. Quem é esse Gabrielli para falar isso comigo, meu Deus? Fui presidente da República. Ele tem que me respeitar”, afirmou FHC, dizendo que foi processado por ter defendido a Petrobras.
Ao falar das acusações do PT, FHC disse que os adversários “estão muito nervosos” por causa do segundo turno. “Caíram da cadeira. Nunca imaginaram que iriam ao segundo turno. O Lula sempre foi para o segundo turno. Por que a Dilma não iria? Só que agora ela vai às cordas com o nosso voto”.
No evento organizado pelo PSDB de São Paulo –mas sem a presença de Serra– FHC acusou o PT de uso político da máquina pública, Mais uma vez, disse que não passou a mão na cabeça de aliados, de “aloprados”.
“Não queremos um Brasil de preguiçosos. Não queremos um Brasil de amigos do rei. Não queremos um Brasil de companheiras Erenice”., discursou FHC, que encerrou o discurso propondo um debate com Lula.
Tomando o cuidado de afirmar que o pijama seria transitório, FHC sugeriu uma conversa entre os dois, a exemplo das visitas que fazia a Lula em São Bernardo do Campo.
“Presidente Lula, terminadas as eleições, quando você puser o pijama, não sei o que vai por, o que vai fazer, será bem recebido. Venha ao meu instituto. Vamos conversar cara a cara […] “Agora de pijama, venha lá. Venha lá. Vamos conversar. Você fez muita coisa boa, mas não precisava ser tão mesquinho, rapaz. Isso diminui você. Não precisa. O Brasil é de todos nós”.
Fonte:Blog do Ricardo Noblat

DEU NA FOLHA DE S. PAULO

Campanha de Dilma pede socorro a Lula

Presidente, cuja exposição foi reduzida, será arma contra perda de votos
Campanha petista foca no Sudeste e contrata o Ibope só para pesquisar mudanças no panorama em São Paulo e Minas
Valdo CruzRanier Bragon e Natuza Nery
Em meio a um de seus piores momentos, a campanha de Dilma Rousseff (PT) voltará a recorrer à popularidade do presidente Lula para estancar a queda nas pesquisas de intenção de voto.
Segundo a Folha apurou, os petistas decidiram aumentar a presença de Lula na TV e em eventos de rua para “mexer com o povão” e ajudar a mobilizar a militância.
A coordenação da campanha também definiu Minas Gerais e São Paulo como Estados prioritários, para evitar que a petista perca votos nos dois maiores colégios eleitorais do país, onde o PSDB venceu os pleitos regionais.
Lula apareceu menos ao lado de Dilma no segundo turno. Suas aparições na TV também têm sido menores.
Essa redução foi definida por uma avaliação de que, no segundo turno, o foco deveria ser na candidata, e Lula não deveria ofuscá-la.
Mas as últimas pesquisas, que indicam uma queda na diferença entre a petista e José Serra, definiram a volta de Lula ao centro do palco.
No Datafolha, a diferença passou de 12 para 7 pontos percentuais, entre o final do primeiro turno e a primeira pesquisa do segundo turno.

Aécio organiza megaevento em favor de Serra

Foto: Orlando Brito
Adriana Vasconcelos, O Globo
O ex-governador e agora senador eleito Aécio Neves voltou a mostrar seu prestígio político em Minas Gerais nesta quinta-feira ao reunir cerca de 450 prefeitos, vice-prefeitos e líderes municipais – entre eles, representantes de partidos do governo Lula – em torno do candidato do PSDB à Presidência, José Serra.
Em um megaevento na capital mineira, que lotou dois auditórios da Associação Médica de Minas Gerais, Aécio e Serra partiram para o ataque, sem poupar o PT e nem o presidente Lula.
Dentro da estratégia da contraofensiva às ações do tucano Aécio Neves em Minas, neste sábado Dilma e o presidente Lula fazem carreata em Belo Horizonte ou em uma das cidades da região metropolitana.
Aécio deixou claro que não perdoou a intervenção de Lula na disputa pelo governo mineiro. Ao agradecer a ajuda dos prefeitos na reeleição do governador Antonio Anastasia, disse que Minas “não se curva a intervenções” e disse que sua vitória só será completa com a eleição de Serra.
– Sempre que o PT teve de optar entre os interesses partidários e os nacionais, ficou com os partidários – afirmou, citando a oposição petista à eleição do ex-presidente Tancredo Neves, ao governo do ex-presidente Itamar Franco, ao Plano Real e à Lei de Responsabilidade Fiscal.