Nova Cruz/RN -

Presidente do Haiti é morto a tiros dentro da própria casa

Presidente do Haiti é morto a tiros dentro da própria casa – Divulgação

Ataque ocorreu por volta da 1h da manhã; grupo não foi identificado pelas autoridades

Jovonel Moïse, presidente do Haiti, foi assassinado em sua casa nos arredores da capital, Porto Príncipe, por volta da 1h desta 4ª feira (7.jul.2021). A informação foi divulgada pelo Business Insider. A 1ª dama, Martine Moïse, também foi baleada e está internada. O estado de saúde dela não foi divulgado.

Em nota assinada pelo primeiro-ministro interino, Claude Joseph, o Governo classificou o ato como “odioso, desumano e bárbaro”. Ele pediu calma à população e informou que a polícia e o Exército do país foram convocados para garantir a ordem e investigar o assassinato do presidente. De acordo com Joseph, os invasores falavam em espanhol.

Claude Joseph assumiu o cargo em abril deste ano depois do seu antecessor,  Joseph Jouthe, apresentar subitamente sua demissão, depois de apenas 3 meses no posto. Agora, ele é a mais alta figura do Estado.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra homens armados com fuzis na frente da casa de Moïse.

CRISE NO HAITI

O Haiti atravessa um momento marcado por grande instabilidade social e política, que inclui o aumento da violência entre grupos armados. O país também enfrenta dificuldade no controle da pandemia do novo coronavírus. A população ainda aguarda a chegada da 1ª dose da vacina anticovid.

No entanto, a crise no Haiti é de longa data. O país enfrenta falta de produtos básicos e apagões desde um terremoto que destruiu várias localidades do Haiti em 2010 e deixou mais de 200 mil mortos. A maioria da população haitiana vive abaixo da linha de pobreza.

MOÏSE

Nascido em 26 de junho de 1968 em Trou-du-Nord, no Haiti, Jovonel Moïse assumiu o cargo de presidente do país caribenho em 2017, após eleições gerais de novembro de 2016.

Moïse tinha 53 anos. Ele foi assassinado depois de anos de protestos contra seu governo.

Publicada MP que abre crédito a micro e pequenas empresas

Padaria Santa Tereza, a mais antiga de São Paulo, localizada na praça Doutor João Mendes.

© Rovena Rosa/Agência Brasil

Medida beneficia também produtores rurais e microempreendedores

Por Karine Melo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Medida provisória (MP) que cria o Programa de Estímulo ao Crédito (PEC) foi publicada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial da União. Diferentemente de outra MP já editada pelo governo, a 992/20, que cria o Programa de Capital de Giro para Preservação de Empresas (CGPE), a nova MP tem como alvo apenas micro e pequenas empresas, produtores rurais e microempreendedores individuais, sejam pessoas físicas ou jurídicas, com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões.

Segundo a Secretaria-Geral de governo, o PEC cria incentivos para os bancos emprestarem a essas empresas e empreendedores, “ao conceder um tratamento mais vantajoso à base de capital das instituições financeiras participantes”. Pelo texto, o programa será capaz de gerar até R$ 48 bilhões em crédito. A operacionalização se dará com recursos das próprias instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central.

Se aprovada pela Câmara e pelo Senado, ficará a cargo do Conselho Monetário Nacional fixar as regras gerais desses empréstimos, como taxa de juros, duração e carência. Já a supervisão do programa ficará sob a responsabilidade do Banco Central.

A expectativa do governo, com a medida, é garantir a oferta regular de serviços e programas voltados à população em geral, especialmente a mais vulnerável, para minimizar os efeitos provocados pela pandemia de covid-19.

CPI da Arena das Dunas é retomada e indica relatoria

A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga contrato firmado entre o Governo do Rio Grande do Norte e a empresa Arena das Dunas Concessões e Eventos S/A, que gerencia a Arena das Dunas, retomou os trabalhos na tarde desta terça-feira (6). Os parlamentares membros indicaram a relatoria do grupo, que ficará a cargo da deputada Isolda Dantas (PT). Os parlamentares garantiram que a investigação será técnica e afastaram a possibilidade de utilização da CPI da Arena das Dunas de maneira política.

Presidente da CPI, o deputado Coronel Azevedo (PSC) enalteceu a importância da comissão e a necessidade de que uma resposta seja dada à sociedade. Ressaltando que os apontamentos realizados pela Controladoria Geral do Estado estimaram a possibilidade de prejuízos de até R$ 421 milhões no contrato, o presidente da CPI disse que os deputados vão trabalhar para buscar o esclarecimento sobre as dúvidas.

“Hoje é um dia de grande dimensão. A abertura dos trabalhos para apurar possíveis irregularidades a construção e aplicação de recursos na Arena das Dunas é um marco para a sociedade potiguar. Uma série de porquês de interesse da sociedade não foram respondidos. A iniciativa do Poder Legislativo já gerou importantes desdobramentos, como a abertura por parte do Ministério Público, após a abertura da CPI, de inquérito civil público para apurar o contrato da Arena com o Governo. Faremos nosso trabalho com rigor, não estaremos fazendo política, mas sim a atividade parlamentar em sua plenitude”, disse Coronel Azevedo.

O vice-presidente da CPI, deputado Tomba Farias (PSDB), e os membros Kléber Rodrigues (PL) e Subtenente Eliabe (Solidariedade), também enalteceram a importância da investigação, mas garantiram o foco na investigação de maneira objetiva e técnica.

“É um momento importantíssimo para se apurar e investigar os gastos com a obra que foi alvo de polêmicas. A população precisa de esclarecimentos, de uma resposta. Não pode passar despercebida uma situação como essa e queremos que os responsáveis, se confirmadas as irregularidades, sejam punidos”, disse Eliabe. “Quero desejar um bom trabalho, empenho, dedicação, e principalmente seriedade e cuidado com o trabalho que será realizado. O trabalho é de prestar sempre um esclarecimento e dar um retorno à população, e não tratar de questões políticas. Estou aqui para tratar as coisas com responsabilidade. Estamos aqui para trabalhar em busca da verdade, que é um resultado claro e objetivo com relação ao que for averiguado”, disse Kléber Rodrigues, enquanto o vice-presidente Tomba Farias solicitou acesso aos demais documentos já colhidos pela CPI. Leia Mais

Líderes parlamentares debatem sobre CPI da Covid na ALRN

O andamento da Comissão Parlamentar de Inquéritos que objetiva fiscalizar as ações do Governo do Estado com recursos direcionados pelo Governo Federal para o combate à pandemia do novo coronavírus pautou o horário das lideranças partidárias, durante sessão ordinária desta terça-feira (06), na Assembleia Legislativa.

O primeiro a usar o horário foi Kelps Lima (SDD). O parlamentar iniciou sua fala fazendo uma prestação de contas sobre o andamento da CPI na Casa Legislativa. Ele destacou que é preciso atualizar a sociedade que esperava que hoje já começasse a trabalhar na CPI da Covid.

Kelps Lima fez um relato sobre a sessão ordinária da última quinta-feira quando o líder do Governo, deputado Francisco do PT, pediu a suspensão dos trabalhos da CPI. “A CPI que vai investigar a forma como os recursos estão sendo utilizados está parada nesta Casa. Infelizmente até que essa situação se modifique, não poderemos entender por que tantos potiguares perderam suas vidas enquanto aguardavam na fila por um leito de UTI”, lamentou.

Na última sessão o líder do Governo, deputado Francisco do PT, apresentou requerimento pedindo a suspensão dos trabalhos da CPI. O requerimento foi votado em plenário e aprovado. Os trabalhos foram suspensos por cinco sessões. “Esperamos que haja bom senso por parte dos colegas e que após as cinco sessões, possamos iniciar os trabalhos e averiguar o que está sendo feito de correto e se existe erro na condução das ações de combate a pandemia”, ressaltou Kelps.

O deputado José Dias (PSDB) também comentou sobre o assunto. “O que eu não entendo é o receio do Governo do Estado em não querer que essa CPI seja instalada. A situação já disse que não tem nada a temer, então, deixe que essa Casa investigue os fatos”, frisou.

O último deputado a falar foi Francisco do PT que disse estar confuso com o comportamento de alguns deputados de oposição sobre a suspensão da CPI da Covid, visto que algo parecido ocorreu com o andamento da CPI da Arena das Dunas.

“Muito me espanta essa atitude dos nobres colegas, visto que a CPI da Arena das Dunas passou mais de um ano parada nesta Casa. Não é unicamente a fiscalização que está em questão, mas sim a visibilidade que uma CPI dá a quem nela se envolve”, disse.

Francisco ressaltou ainda que existem outras ferramentas de investigação instaladas na Assembleia Legislativa que poderiam ter um trabalho mais eficaz e que, segundo ele, estão paradas. “Existem: a Comissão da Saúde, a Comissão de Fiscalização da Covid, por exemplo, que há meses não se reúne para tratar do tema. O que reforça que não necessitamos de mais um instrumento de investigação”, finalizou.

Estudo com infectados reforça eficácia das máscaras contra a covid

Fiocruz constatou que máscaras de pessoas infectadas bloquearam transmissão

Passageiros usam máscaras no aeroporto do Galeão no Rio. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo

Desde o ano passado, as máscaras de pano vêm sendo recomendadas para a população em geral pelas autoridades sanitárias como forma de proteção contra a Covid-19. Recentemente, porém, alguns países europeus modificaram suas orientações e passaram a indicar ou exigir o uso de máscaras cirúrgicas ou PFF2. Para os autores da pesquisa, a análise de máscaras usadas na ‘vida real’ complementa dados de testes em laboratório e estudos epidemiológicos, sustentando a relevância de diferentes tipos de máscaras.

“Analisamos máscaras usadas pelos pacientes por duas a três horas, nas condições da vida real. Em todos os casos, a camada externa foi negativa para o Sars-CoV-2, indicando bloqueio da passagem do vírus”, enfatiza o doutorando do Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e primeiro autor do artigo, Vinicius Mello.

“Esse resultado reforça a importância do uso da máscara. Seja cirúrgica ou de pano, ela vai contribuir para impedir que uma pessoa infectada contamine outras pessoas ou o ambiente”, salienta a chefe do Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses do IOC e uma das coordenadoras da pesquisa, Elba Lemos.

Coordenador da Plataforma de Nível de Biossegurança 3 do IOC e um dos coordenadores do estudo, Marco Horta chama atenção para a realidade econômica e social brasileira. “As máscaras de pano têm menor capacidade de filtragem e não têm a certificação das máscaras cirúrgicas. Mas em países como o Brasil, onde muitas pessoas não têm condições de comprar máscaras, é importante observar o potencial desses acessórios”, acrescenta.

Vendedora de rua comercializando máscaras no Rio de Janeiro. Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Secom/Arquivo

Proteção variada

Ao todo, a pesquisa analisou 45 máscaras, usadas por 28 pacientes com infecção confirmada pelo Sars-CoV-2. Entre estas, 30 eram compostas de tecido, com duas ou três camadas, e 15, cirúrgicas. Os pesquisadores recortaram fragmentos próximos do nariz e da boca, assim como das laterais da máscara, separando a camada interna e externa. Os fragmentos foram mergulhados em uma solução, que posteriormente foi processada para detecção do vírus, de forma semelhante ao procedimento de diagnóstico da Covid-19. A carga viral encontrada foi comparada ainda com a detectada em amostras da nasofaringe dos pacientes, obtidas com a introdução de um cotonete especial no nariz, chamado de swab.

Considerando os diversos tipos de máscaras de pano existentes, os pesquisadores esclarecem que a análise contemplou modelos de algodão, com duas ou três camadas, e apontam características que podem favorecer a proteção do acessório.

“Diversos dados indicam que a presença de múltiplas camadas na máscara é um fator importante para a proteção, assim como a porosidade do tecido, que não pode ser excessiva”, pontua a analista da Central Analítica Covid-19 do IOC e uma das autoras do estudo, Andreza Salvio. “Além disso, é fundamental perceber que a máscara é só uma entre diversas medidas que devem ser adotadas para conter a disseminação da Covid-19, ao lado, por exemplo, do distanciamento social e da vacinação”, acrescenta a doutora em Biologia Parasitária pelo IOC.

Redação – Diário do Poder

Juízes e promotores vão à Câmara defender privilégios e ouvem o que não queriam

Deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), autor da emenda que inclui magistratura e ministério público na reforma administrativa – Foto: Cláudio Andrade/Agência Câmara.

Deputados criticaram regalias como férias de 60 dias e média salarial acima do teto

Redação – Diário do Poder

Representantes de juízes e do Ministério Público rejeitaram a inclusão de suas carreiras na reforma administrativa alegando uma tecnicalidade: por causa da separação de Poderes, as propostas seriam de iniciativa do procurador-geral da República e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

O debate ocorreu durante audiência pública, nesta terça-feira (6), quando deputados fizeram magistrados e promotores ouvirem o que não queriam: críticas a vantagens das carreira, especialmente as férias de 60 dias.

A proposta original do Poder Executivo não inclui juízes e promotores na proposta, mas uma emenda do deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) repara a lacuna, para permitir que o presidente da República, deputados e senadores também proponham alteração à lei complementar do Estatuto da Magistratura. Outras emendas poderão ser apresentadas até esta quarta-feira (7).

O relator da comissão especial que analisa a proposta, deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA), afirmou que a PEC não interfere na autonomia dos Poderes. Ele criticou as corporações e as férias de 60 dias para juízes. “As corporações vêm fazer autoelogio e defender suas posições. Isso não vai contribuir com esta comissão. Isso não vai modificar minha cabeça. Estes dados que foram apresentados aqui não são nenhuma novidade”, disse.

Arthur Oliveira Maia ponderou que considera juízes e promotores carreiras típicas de Estado, que terão conservadas a estabilidade e outras garantias. “Não vejo o efeito que a PEC teria contra o Ministério Público e a magistratura. Hoje tem situação de estabilidade, e continuará a tê-la na PEC”, garantiu

Privilégio
O deputado Tiago Mitraud  (Novo-MG) defendeu o fim das férias de 60 dias, que considera um privilégio. “Não tem nenhuma afronta ao Poder Judiciário defender o fim das férias de 60 dias. É uma questão de isonomia entre qualquer brasileiro. Um absurdo que ainda existe na nossa legislação.”

O deputado Neucimar Fraga (PSD-ES) ponderou que a PEC não atinge direitos adquiridos e somente alcança futuros servidores. Ele defendeu que a reforma administrativa inclua todos os poderes.

“Devemos acabar com privilégios e penduricalhos que poucos servidores têm e impedem que outros sejam valorizados. Quando a gente se propõe a fazer a reforma para cortar privilégios, vai sobrar mais para valorizar os profissionais de educação e de enfermagem.”

A presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil de Alcantara Videira, defendeu as férias para magistrados argumentando que outros países também oferecem períodos superiores a 30 dias. A juíza também afirmou que o Judiciário tem alta produtividade:

“São 80 milhões de processos que carregamos nos ombros, sete processos por dia para cada juiz”, enumerou. “A produtividade vem a um custo, com peso na saúde do magistrado. Adoecem com o número excessivo de processos.”

O presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), Manoel Victor Murrieta e Tavares, lembrou que juízes e promotores devem ter dedicação exclusiva a suas funções e defendeu a estabilidade e independência das carreiras de Estado. “A PEC 32 avança em precedentes que podem tornar todos os poderes da República frágeis”, alertou.

“Deve haver relação proporcional entre cargos de confiança e efetivos”, argumentou. Outras sugestões foram: exigir nível superior e seleção para cargos de confiança; vetar o exercício de outras atividades fora da função pública; proibir pagamento de dízimos a partidos; e coibir reajustes de remuneração acima da inflação para cargos de confiança, especialmente na véspera de eleição.

Fonte: Diário do Poder

Audiência pública: baixa em reservatórios afeta economia de municípios

Subestação de Furnas.

© TV Brasil

Agricultura, turismo, navegação e indústria são os setores afetados

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília

A água dos reservatórios de usinas hidrelétricas tem utilidades que vão além da geração de energia elétrica. Quando em níveis muito baixos, esses reservatórios acabam afetando outras atividades além do abastecimento público. Agricultura, turismo, navegação e indústria estão entre os setores mais prejudicados pelo baixo nível dos reservatórios brasileiros, segundo autoridades e especialistas ouvidos hoje (6) em audiência pública da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.

Diante da situação atual, com alguns reservatórios apresentando baixos índices, a comissão discutiu os critérios de operação da usina de Furnas. A usina é a que tem maior capacidade de energia armazenada, considerada a “caixa d´água do Brasil”, distribuindo água para outros reservatórios. A comissão também debateu “o uso múltiplo das águas”.

Furnas fica localizada na cabeceira do Rio Grande que, junto com outras, leva água até a usina de Itaipu, a segunda maior do mundo.

Segundo o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Carlos Ciocchi, Furnas está no segundo pior índice já registrado no período, com 28,8% do nível de seu reservatório.

De acordo com o diretor, a situação é bastante preocupante em vários reservatórios. “A Usina Hidrelétrica de Nova Ponte Nova [localizada na cabeceira do Rio Araguari] está com o pior índice [para esse período do ano], com 14,8% [da capacidade de armazenamento de água]; Emborcação [Rio Parnaíba] está com 17,9% [também com o pior índice para o período]; Itumbiara, com 9,8%. Marimbondo, com 11,9%.

“Todas estão em situação bastante crítica”, disse Ciocchi para justificar o fato de estar indo menos água do que normalmente para Itaipu.

Efeito dominó

O efeito dominó está sendo percebido em várias localidades próximas aos reservatórios das hidrelétricas. Representando prefeituras de vários municípios próximos a Furnas, o prefeito de Guaraci (SP), Renato Azeda, disse que a baixa nos reservatórios está comprometendo produções e atividades, principalmente nos “municípios em que a geração de empregos é escassa”. “O comprometimento da produção está causando risco para a safra. Pesca e turismo também são afetados.”

Segundo o prefeito, só em Guaraci, há cerca de 1,2 mil ranchos de veraneio.

Durante a audiência, Azeda pediu às autoridades uma gestão “integrada e equilibrada, para que tenhamos garantido por lei um mínimo de água, principalmente nesses momentos de seca e escassez de chuva, de forma a mantermos nossas condições, nosso turismo, continuarmos crescendo, sem prejudicar nossos pescadores”, disse.

A secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, Marília Carvalho de Melo, defendeu a necessidade de se cumprir o princípio fundamental de uso múltiplo dos reservatórios. “Quando falamos de redução do nível de água dos reservatórios, falamos do impacto que ela causa no abastecimento público, na agricultura, na indústria, na irrigação, na mineração. Pessoas dependem dessa água para outros usos, e a lei que estabelece que o uso múltiplo é um princípio fundamental, também estabelece que o uso prioritário, em caso de escassez, é de abastecimento público e dessedentação animal. Essa discussão que tem de ser posta à mesa”, argumentou a secretária.

Marília de Melo sugeriu a retenção da água em reservatórios de montante [em direção à nascente], de forma a garantir água para os reservatórios subsequentes [jusante], na direção natural do curso do rio, que passa da região mais alta para a mais baixa. Ela defendeu, como forma de garantir níveis razoáveis para os reservatórios, que cotas mínimas definidas para cada reservatório sejam cumpridas.

A exemplo da representante do governo mineiro, o secretário executivo do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros do Médio Rio Grande, Henrique Rodarte, defendeu, além do respeito às cotas mínimas, a recuperação de nascente e a produção de energia por meio de outras fontes, como resíduos sólidos. “Sem água, todos ficamos prejudicados. Além dos prejuízos financeiros, há transtornos, como problemas para o uso de balsas em ancoradouros”, disse.

Eletrobras

O secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia (MME), Christiano Vieira da Silva, disse ser “grande o desafio” de atravessar o período seco. Segundo ele, há recursos, “mas diante da criticidade da situação, temos de equilibrar o uso, de forma racional e eficiente”.

“A venda da Eletrobras é importante para propiciarmos recursos para o setor elétrico, e alavancar a capacidade de investimento”, disse o secretário do ministério. Ele destacou que há uma previsão de R$ 30 bilhões da empresa para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), encargo pago pelas empresas de distribuição, com a finalidade de garantir o desenvolvimento energético das unidades federativas e a competitividade do setor a partir de fontes alternativas de energia.

A privatização de empresas do setor foi criticada pelo deputado Padre João (PT-MG). Ele citou informações publicadas na mídia de que os reservatórios teriam sido esvaziados para elevar lucros das empresas do setor, uma vez que a necessidade de se acionar termelétricas aumenta o valor da tarifa de energia.

Segundo o deputado, “entrou mais água nos reservatórios do que saiu de energia”, e por isso seria “falso alegar que reservatórios estejam vazios por suposta seca no Sudeste, em especial em situação de queda do consumo de energia em detrimento da pandemia, quando houve queda de 10% do consumo”, disse.

 

 

Agências reguladoras

O diretor da União dos Empreendedores do Lago de Furnas e Peixoto (Unelagos), Thadeu Lessa disse que a forma como as agências reguladoras colocam a situação “faz parecer que tudo que está acontecendo é algo normal e natural”.

“Dizem tanto que querem reservatório cheio, então que comecem a agir, porque o que estamos vendo é falta de planejamento, de gestão e de ação”, afirmou. Para ele, o problema não pode ser atribuído apenas ao clima.

Lessa citou um estudo da Universidade Federal de Santa Catarina, segundo o qual em 2020 o Brasil teria o quarto melhor ano da última década em termos de volume de água entrando nos reservatórios.

“De acordo com o estudo, entrou o equivalente para a produção de 5150 MW de energia, enquanto a energia produzida foi uma média de apenas 47.300 MW. Como é que a gente pode falar dessa situação de os reservatórios terem sido esvaziados ano passado? A pergunta que fica é: faltou chuva só para encher os reservatórios? A irresponsabilidade que tiveram com Furnas é o que afetou todos os reservatórios.”

Furnas

Segundo o presidente da Furnas Centrais Elétricas, Clóvis Torres, há 91 anos Furnas não registra um seca como a atual. Dizendo lamentar os efeitos para atividades localizadas próximas ao reservatório, ele disse que é “solidário” com a situação das regiões, em especial com o turismo e a agricultura.

Torres acrescentou que a baixa no reservatório pode colocar em risco equipamentos da empresa. Se o reservatório está muito baixo, as turbinas ficam em risco e colocam em risco a usina que, em pior cenário, teria de ser parada, o que implicaria em risco sistêmico”. “É uma situação atípica que esperamos não seja repetida”, disse.

ONS

O diretor do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, disse que, ao perceber que a a estação chuvosa poderia atrasar, deu início a um plano de acionamento de termelétricas.

“Desde outubro do ano passado, até junho deste ano, estamos atravessando a pior sequência dos últimos 91 anos. Isso nos fez adotar ações prioritárias que dizem respeito, principalmente, a reduzir vazões, garantindo que tenhamos administração mais eficiente das usinas jusantes, e também com relação a Furnas”.

Segundo Ciocchi, o ONS está trabalhando com a flexibilização dos reservatórios do Rio São Francisco, de forma a reduzir a vazão para, ao segurar a água, utilizá-la nos momentos mais críticos.

“Agora nossa carga é mais baixa, mas tende a aumentar no segundo semestre, e aí, sim, vamos utilizar essas águas. Se não adotássemos essas ações, chegaríamos a 2022 em condições muito frágeis para atender as necessidades de energia daquele ano”, afirmou.

ANA

Outra possibilidade de garantia energética foi apontada pelo superintendente de Regulação da Agência Nacional das Águas (ANA), Patrick Thadeu Thomás. Segundo ele, há uma “discussão sobre operação excepcional da Usina Hidrelétrica de Jirau”, no Rio Madeira, que permitiria “aporte extra de energia” para o Sistema Interligado Nacional.

Petrobras anuncia reajuste de 7% no preço do gás natural

Edifício sede da Petrobras

© Fernando Frazão/Agência Brasil

Novos valores entram em vigor no dia 1º de agosto

Por Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

A Petrobras anunciou, nesta terça-feira (6), que fará um reajuste de 7% no preço do gás natural vendido às distribuidoras. Segundo a estatal, os novos valores estarão em vigor a partir do dia 1º de agosto.

“A variação decorre da aplicação das fórmulas negociadas nos contratos de fornecimento, que vinculam o preço à cotação do petróleo e à taxa de câmbio. As atualizações dos preços dos contratos são trimestrais. A referência para esses ajustes é a cotação dos meses de abril, maio e junho. Durante esse período, o petróleo teve alta de 13%, seguindo a tendência de alta das commodities globais; e o Real teve valorização de cerca de 4% em relação ao dólar, em consequência, o ajuste será de 7% em R$/m³”, informou a companhia.

O preço final ao consumidor, de acordo com a Petrobras, não é determinado apenas pelo preço de venda da companhia, mas também pelas margens das distribuidoras. No caso do GNV, o valor final será dado pelos postos de revenda e pelos tributos federais e estaduais. Além disso, o processo de aprovação das tarifas é realizado pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas.

Governo do RN edita novo decreto para enfrentamento da covid-19

FOTO: REPRODUÇÃO

Fim do toque de recolher é uma das novidades das medidas que passam a vigorar a partir desta quarta-feira (07) no Rio Grande do Norte

Com mudanças no horário de funcionamento das atividades socioeconômicas, nova regra de ocupação de espaços em templos religiosos e o fim do toque de recolher, o Governo do Estado publica novo decreto com medidas protetivas, de caráter excepcional e temporário, destinadas ao enfrentamento da pandemia de covid-19 no Rio Grande do Norte. As novas regras entram em vigor nesta quarta-feira (07) e tem prazo de vigência até 04 de agosto de 2021.

A partir de agora, todos os segmentos das atividades socioeconômicas poderão funcionar das 5h da manhã até meia-noite, seguindo os protocolos de segurança sanitária. Os serviços de food park, restaurantes, bares, lojas de conveniência e similares disporão de mais 60 minutos de tolerância para encerramento das atividades presenciais.

O Decreto n° 30.714, de 06 de julho de 2021, também autoriza a retomada gradual e responsável, em três etapas, das atividades coletivas de natureza religiosa em igrejas, templos, espaços religiosos de matriz africana, centro espíritas, lojas maçônicas, e estabelecimentos similares, respeitados os protocolos sanitários vigentes, conforme o seguinte cronograma:

Fase 1: a partir de 23 de julho/21, observada a ocupação máxima de 60% da capacidade do local;

Fase 2: a partir de 06 de agosto/21, 80% da capacidade máxima;

Fase 3: a partir de 20 de agosto/21, permitida a ocupação de 100% da capacidade do local.

O funcionamento das atividades religiosas, bem como o avanço das fases do cronograma ficam restritos aos municípios cujo indicador composto encontra-se fora da classificação de alto ou risco extremo de controle da doença.

Pela primeira vez, desde 27 de fevereiro, não haverá toque de recolher entre as medidas protetivas relacionadas ao distanciamento social. Isso foi possível graças à melhoria dos indicadores epidemiológicos e do aumento da cobertura vacinal. Até o momento, foram aplicadas 1.684.086 doses das vacinas contra a covid-19.

“Quanto ao toque de recolher, nós vamos suspendê-lo por tempo indeterminado, porém, caso haja necessidade de retornar a restringir a circulação de pessoas pelo menos de madrugada, ele pode ser retomado. Nossa gestão seguirá acompanhando o quadro pandêmico sempre à luz da Ciência. Continuamos lutando diuturnamente para ampliar a cobertura vacinal e para cumprimento dos protocolos sanitários”, disse a governadora Fátima Bezerra.

Os municípios deverão manter a fiscalização do cumprimento das medidas sanitárias de enfrentamento e prevenção ao novo coronavírus estabelecidas neste decreto e nos protocolos setoriais, coibindo aglomerações, seja em espaços públicos ou privados, abertos ou fechados, sem prejuízo da possibilidade de, no âmbito de sua competência, editar medidas mais restritivas. Para isso, o Estado do Rio Grande do Norte disponibilizará suas forças de segurança aos municípios, por meio das operações do Programa Pacto Pela Vida.

As demais regras destinadas a evitar a propagação do vírus, como o uso obrigatório de máscara, escalonamento de horários de funcionamento do comércio, proibição do transporte de passageiros em pé nos transportes públicos municipais, permanecem em vigor.

No final da tarde desta terça-feira, o Regula RN registrava 168 leitos críticos vagos, o que corresponde a 40,8% do total.

Assecom-RN

Forças Armadas atuarão em 26 municípios para coibir desmatamento

Operação de Garantia da Lei e da Ordem Verde Brasil sob a Coordenação da 17ª Brigada de Infantaria de Selva e com a participação de Órgãos Estaduais e Federais, para combate a incêndios em vegetação e repressão a delitos ambientais

© Op VERDE BRASIL/17

Vice-presidente detalhou nova operação na Amazônia Legal

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O Conselho Nacional da Amazônia Legal, comandado pelo vice-presidente Hamilton Mourão, apresentou nesta terça-feira (6) uma lista de 26 municípios que serão o foco da atuação das Forças Armadas na prevenção e repressão a delitos ambientais. As localidades estão situadas em quatro estados: Amazônia, Rondônia, Pará e Mato Grosso. 

Os detalhes da Operação Samaúma, como foi batizada a nova incursão de militares na região, foram apresentados durante reunião entre Mourão e alguns ministros do governo federal, ocorrida na Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), em Brasília. O encontro não foi aberto à imprensa.

Além do vice-presidente, participaram os ministros Braga Netto (Defesa), Bento Alburquerque (Minas e Energia), Joaquim Álvaro Pereira Leite (Meio Ambiente) e representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Ministério da Agricultura e Casa Civil.

A autorização para o emprego das Forças Armadas na Amazônia Legal foi dada pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 28 de junho, por meio de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O período abrangido pelo decreto vai de 28 junho a 31 de agosto.

A escolha dos municípios prioritários foi feita pelo grupo gestor do Conselho Nacional da Amazônia Legal com base na maior quantidade anual de alertas de desmatamento. No Amazonas, foram selecionados os municípios de Apuí, Boca do Acre, Canutama, Humaitá, Lábrea, Manicoré e Novo Aripuanã. No Mato Grosso, as ações vão se concentrar em Apiacás, Aripuanã, Colniza, Cotriguaçú, Marcelândia, Nova Bandeirantes, Peixoto de Azevedo e Paranaíta. No Pará, serão fiscalizados os municípios de Altamira, Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso, São Félix do Xingu e Trairão. Em Rondônia, as ações ocorrerão em Candeias do Jamari, Cujubim, Itapuã do Oeste, Machadinho D’Oeste e Porto Velho.

Pelo decreto, a atuação dos militares ocorrerá exclusivamente em áreas de propriedade ou posse da União, como terras indígenas, áreas federais de preservação, imóveis da União, entre outros. A ação em outras áreas somente poderá ser realizada se houver pedido do respectivo governador do estado ao presidente da República, o que já foi feito no caso de Rondônia.

Desde 2019, foram autorizadas duas operações das Forças Armadas na Amazônia, chamadas Verde Brasil 1 e 2. A mais recente delas se encerrou em abril.

Adriana Magalhães é empossada juíza titular na Corte Eleitoral potiguar

Foto: Divulgação TRE-RN

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) passa a contar com mais uma mulher como titular na sua composição. Na tarde desta terça-feira (5), a juíza Adriana Magalhães tomou posse como integrante da Corte Eleitoral potiguar para o biênio 2021-2023. Ela é a primeira mulher a servir ao Regional por três biênios consecutivos, sendo um como suplente e dois como titular. A solenidade de posse foi presidida pelo presidente do TRE-RN, desembargador Gilson Barbosa, por meio de videoconferência, e contou com a presença dos membros da Corte; do presidente do Tribunal de Justiça do RN, desembargador Vivaldo Pinheiro; do Corregedor Geral de Justiça do RN, desembargador Dilermando Mota; do vice-governador do Estado do RN, Antenor Roberto; do presidente da Assembleia Legislativa do RN, deputado Ezequiel Ferreira de Souza; e da advogada Tatiana Mendes Cunha, representando a Presidência da Ordem dos Advogados do Brasil – RN (OAB/RN); além de familiares e convidados.

“Desejo sucesso à juíza Adriana Magalhães, que retorna a esta Corte Eleitoral. Este colegiado ganha bastante com a atuação da senhora. Faço votos de tranquilidade e sabedoria no desempenho dessa nobre missão. Sem bem-vinda mais uma vez”, destacou o presidente do TRE-RN, desembargador Gilson Barbosa.

Representando a Corte Eleitoral, o juiz federal Carlos Wagner fez a saudação e destacou a experiência da juíza nos quatro anos de serviço à Justiça Eleitoral potiguar. “Chega agora com a experiência e o preparo colhido nos últimos quatro anos. Portanto, já talhada para desempenhar ainda com mais brilho o cargo que ora reassume. Conhecida e respeitada advogada no cenário potiguar, alcançou nesta Corte Regional a sua consagração como marcante cultora da atividade judicante, transformou-se nesses anos em uma prestigiosa juíza de exímia e talentosa advogada em uma equilibrada e prudente julgadora”, destacou o juiz federal.

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Justiça Potiguar com informações do TRE-RN

Bolsonaro afirma a ministros que indicará André Mendonça para o STF

O advogado-geral da União e ex-ministro da Justiça, André Mendonça – Sérgio Lima/Poder360 – 14.mai.2020

O atual advogado geral da União deve ocupar a vaga de Marco Aurélio

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta 3ª feira (6.jul.2021) que indicará André Mendonça para o STF (Supremo Tribunal Federal). Ele é o atual titular da AGU (Advocacia Geral da União). A afirmação foi feita durante a reunião ministerial do governo.

Poder360 confirmou a informação. O jornal apurou também que Bolsonaro já tinha avisado ao ministro Luiz Fux que escolheria Mendonça. A informação oficial só será enviada depois da aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello em 12 de julho.

ALRN assina convênio com Legislativo de SC para ceder tecnologia desenvolvida no Estado

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte assinou convênio nesta terça-feira (06) com o objetivo de ceder conhecimento tecnológico para a Assembleia de Santa Catarina (Alesc). O Legislativo catarinense receberá o eLegis, ferramenta tecnológica desenvolvida pela equipe de tecnologia da informação do parlamento potiguar. O acordo foi firmado em ato realizado de forma virtual, com as presenças dos presidentes da Assembleia do RN, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), e de Santa Catarina, deputado Mauro de Nadal (MDB).

O eLegis é um sistema eletrônico que permite a eliminação do uso de papel em todos os processos da atividade legislativa, transformando todo o trâmite em formato digital, desde o nascimento no gabinete parlamentar até o arquivamento, sem possibilidades de extravio ou interferência manual. Além disso, a ferramenta conta também com a integração ao Sistema de Deliberação Remota (SDR), desenvolvida pela equipe da ALRN e que viabilizou de maneira revolucionária a atividade parlamentar de maneira virtual e remota, adequando-se à realidade da pandemia do novo coronavírus.

Mauro de Nadal explicou que as referências sobre a execução do sistema foram muito positivas. De acordo com ele, a partir da expertise do parlamento potiguar, a Alesc passa a usar um sistema de inovação, que permite agilidade e economia, exatamente como exige o mundo moderno. “Temos um espírito de gratidão muito grande por nos permitirem o acesso ao sistema e à aplicação na Alesc”, comentou.

O deputado Ezequiel demonstrou satisfação por fechar a parceria. “É o reconhecimento nacional ao trabalho realizado aqui no nosso Estado. A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte se sente honrada em exportar tecnologia para grandes centros do país, e esperamos poder contribuir cada vez mais com o processo legislativo de Santa Catarina”, citou.

Quem também participou da reunião que oficializou o convênio entre as duas casas legislativas foi o diretor de gestão tecnológica da Assembleia Legislativa do RN, Mario Sergio Gurgel, que celebrou a iniciativa. “É uma grande satisfação o fato de sermos de um estado pequeno e podermos oferecer nosso conhecimento para contribuir com outras Assembleias. Além de que é um bom intercâmbio, pois acabamos trocando informações importantes que podem colaborar com projetos futuros”, disse.

O acordo entre as duas casas legislativas prevê ainda, além da cooperação técnica e operacional de forma bilateral para a implementação e personalização do eLegis, a transferência de tecnologia relativa ao software, com disponibilização dos códigos-fonte, dos documentos pertinentes à concepção, manutenção e atualizações do sistema. O prazo de vigência do termo é de cinco anos. A reunião contou ainda com as presenças do diretor da presidência da ALRN, Fernando Rezende, a diretora administrativa e financeira da ALRN, Dulcinea Brandão, além do diretor-geral da Alesc, Leonardo Lorenzetti.

Aulas presenciais na rede pública do RN serão retomadas em 19 de julho de forma híbrida e gradual, diz secretário de Educação

A Secretaria de Educação do Rio Grande do Norte começará o processo de retomada das aulas presenciais nas escolas públicas do estado no dia 19 de julho, segundo o secretário de educação do Rio Grande do Norte, Getúlio Marques. A informação foi confirmada pelo secretário durante entrevista ao Bom Dia RN, da Inter TV Cabugi, nesta terça-feira (6). A retomada, porém, será gradual, seguindo um planejamento que foi apresentado à Justiça, mas que não trazia prazos para a retomada.

As aulas presenciais da rede pública do Rio Grande do Norte estão suspensas desde o dia 17 de março de 2020, por causa da pandemia da Covid-19.

“Nesse primeiro momento, no dia 19, são os alunos do ensino fundamental anos iniciais e do 3º ano, que vão fazer o Enem. As escolas que não tenham esses anos, que só tenham ensino fundamental anos finais, por exemplo, também já podem retomar com 33%. Nossa preocupação é que nenhuma escola tenha mais do que isso para garantir as condições de segurança”, afirmou o secretário.

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Fonte: Blog do BG

Datena assina filiação ao PSL e será lançado como pré-candidato à presidência

O apresentador José Luiz Datena assinou, nesta segunda-feira, sua ficha de filiação ao PSL. O próximo passo da sigla é lançá-lo como pré-candidato à Presidência da República em 2022.

A ideia do partido é que ele possa ser opção de centro na corrida eleitoral do ano que vem. A filiação do apresentador foi acertada na semana passada, em um jantar com o presidente do MDB, o deputado Baleia Rossi (SP), e do PSL, deputado Luciano Bivar (PE). O encontro aconteceu em São Paulo. Desse modo, Datena deixa o MDB.

O PSL avalia fazer um anuncio oficial da chegada do apresentador.

 

Ficha de filiação do apresentador Datena no PSLFicha de filiação do apresentador Datena no PSL | Foto: Reprodução

Bela Megale – O Globo

Em Santo Antônio, Walter Alves participa de inauguração de UBS e anuncia recursos para o município

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O deputado federal Walter Alves (MDB-RN) participou ontem (5) das festividades alusivas aos 131 anos de emancipação política do município de Santo Antônio. A data foi marcada pela inauguração de uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Na solenidade, o parlamentar anunciou a destinação de emenda parlamentar no valor de R$ 1,2 milhão para o município.

Os recursos serão investidos na construção de uma praça pública e custeio da saúde. “É muito bom estar aqui hoje em Santo Antônio, participando da inauguração de uma UBS, e poder anunciar que o nosso mandato vai contribuir com o desenvolvimento do município. Vamos destinar recursos para obras de infraestrutura e saúde pública”, disse Walter Alves.

Além de Walter Alves, a inauguração da UBS contou com a presença do prefeito Raulison Ribeiro (MDB), do vice-prefeito Dário do Sindicato (PT), do deputado estadual Kleber Rodrigues (PL), do ex-prefeito Lula Ribeiro (MDB), vereadores e secretários municipais.

Brejinho

Antes de participar da solenidade em Santo Antônio, Walter Alves visitou o município de Brejinho. O deputado participou de reunião com o prefeito João Gomes (MDB), vice-prefeito Ricardo Paulino (MDB), vereadores da base aliada e secretários. Walter também fez prestação de contas do mandato.

Mandatos ‘tampão’ devem alterar cenário de palanques regionais

Pedro Venceslau  – Estadão

Os candidatos à Presidência no ano que vem poderão encontrar uma configuração diferente do atual cenário de palanques regionais. Em ao menos 10 Estados os atuais governadores estão no segundo mandato e, como não podem tentar a reeleição, deverão se desincompatibilizar em abril se quiserem concorrer a um novo cargo.

Caso isso aconteça, eles deixariam o comando das máquinas públicas estaduais nas mãos de vices de partidos e alinhamento eleitoral diferentes do titular. Na prática, portanto, os mandatos ‘tampão’ podem mexer com os acordos regionais no período da campanha eleitoral.

Dos 10 chefes de Executivo estão nessa situação, 7 deles estão no Nordeste – região estratégica na campanha presidencial, responsável por 27% dos votos na eleição de 2020, e onde candidatos do PT ao Palácio do Planalto geralmente registram maior concentração de votos.

Os governadores que optarem pela disputa eleitoral no ano que vem terão que deixar o cargo em abril. Nem todos tratam do tema abertamente, mas nos bastidores aliados e correligionários da maioria deles admitem que o parlamento – Câmara ou Senado – é o caminho natural para quem está no segundo mandato consecutivo, especialmente para os que são bem avaliados. O único desses 10 Estados onde o vice é do mesmo partido que o governador é o Piauí, onde Wellington Dias (PT) vai disputar o Senado e deixar a vaga para a petista Regina Souza.

Casos

O Estado mais emblemático é o Maranhão. O governador Flávio Dino (PSB) avisou que vai renunciar para disputar o Senado, e quem assumirá em seu lugar é Carlos Brandão, do PSDB. Dino já foi tratado como presidenciável, mas hoje está afinado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já Brandão é próximo ao governador João Doria (PSDB), que vai disputar as prévias tucanas.

Outros Estados potencialmente problemáticos para o PT são o Ceará e a Bahia, ambos governados pela sigla. Reeleito em 2018, Camilo Santana ainda não definiu seu futuro, mas se decidir tentar uma vaga de senador terá que deixar a administração nas mãos de Izolda Cela, do PDT. “Izolda é militante nossa e vai dar palanque ao Ciro”, garantiu o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

Já na Bahia o vice de Rui Costa é João Leão, do Progressistas, legenda do Centrão que hoje dá sustentação ao presidente Jair Bolsonaro. No plano local, a legenda está alinhada ao mesmo tempo com Costa e o grupo de ACM Neto (DEM), que comanda a prefeitura de Salvador. Em 2022, Neto planeja disputar o governo estadual e deve ter o senador petista Jaques Wagner como adversário.

“O fato de um governador apoiar um candidato presidencial tem um peso enorme, que é a máquina. Com a caneta na mão, o chefe do Executivo tem um espaço enorme nas administrações municipais e capacidade de aglutinar. O governador tem muita relação com o poder local”, avaliou o cientista político Túlio Velho, da Fundação Joaquim Nabuco.

Em Pernambuco, o governador Paulo Câmara (PSB) não tornou pública sua decisão, mas sinalizou para aliados que vai disputar o Senado. Nesse caso, sua vice, Luciana Santos (PCdoB) assumiria o governo por 8 meses. O PCdoB está na órbita de Lula, mas o PSB ainda resiste em subir no palanque do ex-presidente e mantém diálogo com Ciro Gomes.

Na cena regional, PT e PSB têm uma relação conturbada marcada por rompimentos e atritos. “A expectativa de poder fala mais alto e o PSB se aproxima de Lula. Mas se o partido se alinhar ao Ciro, isso iria gerar muita tensão para Luciana Santos, se ela assumir o governo”, afirmou o cientista político Juliano Domingues, da Universidade Católica de Pernambuco.

Sem vice

Em Alagoas, se deixar o cargo para disputar o Senado, Renan Filho (MDB) será substituído pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Vitor (SD), porque em 2020, o vice-governador, Luciano Barbosa, foi eleito prefeito de Arapiraca. Assim, o filho do relator da CPI da Covid no Senado deixaria o governo para um deputado ligado ao presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), aliado do presidente Jair Bolsonaro.

Fonte: fornecido por Microsoft News

Júlia Arruda assume Secretaria Estadual das Mulheres

Ato de nomeação será publicado na edição desta terça-feira (06) do Diário Oficial do Estado 
O Diário Oficial do Estado publica nesta terça-feira (06) a nomeação da vereadora Júlia Arruda para comandar a Secretaria das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (Semjidh). O anúncio foi feito no final do expediente de hoje (05) pela governadora Fátima Bezerra, que enalteceu o trabalho realizado pela secretária Eveline Guerra em defesa das pautas da diversidade.

Júlia Arruda é publicitária e vereadora de Natal pelo PCdoB. No desempenho do seu quarto mandato como vereadora de Natal, se destaca pelo fato de ter sido a primeira mulher reeleita para a Câmara Municipal e também primeira a presidir – embora temporariamente – a Casa Legislativa da capital potiguar. Tem destacada atuação na defesa dos direitos das mulheres, das pessoas com deficiência, da criança e do adolescente.

Ela assume esse novo desafio com o compromisso de avançar nas políticas públicas afirmativas de inclusão, proteção e igualdade. “Estamos vindo para somar, contribuir para o fortalecimento dessas políticas públicas. Agradecemos o convite da governadora, do vice-governador e louvamos as iniciativas e trajetória da secretária Eveline, por tudo o que ela representa. Esperamos dar uma nova dinâmica à secretaria e fortalecer as políticas públicas. Vem aí o Agosto Lilás, o Dia de Combate ao Feminicídio”, enfatizou Júlia Arruda, lembrando que a pandemia potencializou muitas violações dos direitos das mulheres, das pessoas com deficiência, das crianças e adolescentes. “Tudo isso a gente só vai poder enfrentar com a adoção de políticas públicas. E é esse o intuito de minha presença na secretaria.”

“Temos a certeza do dever cumprido em defesa da sociedade, da população mais vulnerável. As mulheres, a juventude, os direitos humanos ganham com esse novo projeto, tendo à frente a vereadora Júlia Arruda. Estamos muito felizes porque na Câmara Municipal assume um jovem que tem um papel importante nesse momento político que estamos atravessando”, comentou Eveline.

Com a ida de Júlia para a Semjidh, assume o suplente Pedro Gorki, uma liderança jovem do movimento estudantil, que ganhou projeção nacional ao ser eleito no final de 2017, aos 16 anos de idade, presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), maior organização estudantil do país ao lado da UNE.

Fotos: Raiane Miranda/Assecom-RN.

Inmet alerta para chuvas intensas em Natal e outras 81 cidades do RN

Natal RN dia chuvoso chuva manhã chuvosa — Foto: Rafael Barbosa/G1

Natal RN dia chuvoso chuva manhã chuvosa — Foto: Rafael Barbosa/G1

Aviso vale das 21h desta segunda-feira (5) e vai até 10h de terça (6). Chuvas podem chegar a 20 a 30 mm/h ou até 50 mm/dia

Por G1 RN

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de chuvas para a capital Natal e outras 81 cidades do Rio Grande do Norte. O aviso vale das 21h desta segunda-feira (5) e vai até 10h de terça (6). De acordo com Inmet, as chuvas podem chegar a 20 a 30 mm/h ou até 50 mm/dia. O instituto diz que há “baixo risco” de alagamentos e pequenos deslizamentos, em cidades com essas áreas.

As recomendações do órgão são ´para evitar enfrentar o mau tempo, observar a alteração nas encostas e evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

Em qualquer alteração mais grave, se deve acionar a Defesa Civil (telefone 199) e Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Previsão é de chuvas em Natal e outras 81 cidades do RN durante esta noite até a manhã de terça (6) — Foto: Inmet

Previsão é de chuvas em Natal e outras 81 cidades do RN durante esta noite até a manhã de terça (6) — Foto: Inmet

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RN: Nova Cruz e mais sete unidades do Detran abriram para atendimento presencial

Pode ser uma imagem de texto que diz "DATANORTE CPF SINE DETRAN ATDITORIA Senha 888 CAPTURA Detran reabre atendimento presencial em oito unidades do interior do RN RIO GRANDE DO NORTE FST"
A governadora  Fátima Bezerra comunica em rede social que a partir de hoje, oito unidades de atendimento presencial situadas no interior do Estado, dentro das Centrais do Cidadão, estão reabertas.
Os municípios contemplados são Alexandria, Assú, Santa Cruz, Nova Cruz, Macaíba, Apodi, João Câmara e Patu, além da unidade de Zona Norte, em Natal. Há ainda a previsão do início dos exames médico e psicológico em Parelhas, a partir do dia 14 deste mês.
Para ter acesso ao prédio é preciso que o usuário faça seu agendamento antecipado pelo site do Detran e, na ocasião do serviço, apresente a guia de agendamento para entrar na unidade, como também fazer uso de máscara de proteção facial.