Nova Cruz/RN -

Gabeira: ‘O mais provável é que Marina fique neutra’

  Fábio Pozzebom/ABrO PV marcou para o dia 17 convenção para deliberar sobre o rumo ser adotado no segundo turno da eleição presidencial. Em entrevista ao blog, Fernando Gabeira disse: “O mais provável é que Marina Silva fique neutra”.
Quanto ao partido, Gabeira diz que há uma divisão. A ala que defende o apoio a José Serra, segundo ele, prevalece sobre o grupo que prefere Dilma Rousseff. Diante desse quadro, Gabeira defende:
“Se a Marina tende à neutralidade, o partido deveria seguir esse caminho, liberando os seus militantes para apoiar quem quiser”. Apoiado pelo PSDB na derrotada campanha ao governo do Rio, o deputado diz que vai de Serra.
Abaixo, a entrevista:
– O que o PV deve fazer para extrair dividendos do capital eleitoral amealhado por Marina Silva? Primeiro, não pode haver divergência entre os caminhos do partido e da Marina. Se a Marina tende à neutralidade, o partido deveria seguir esse caminho, liberando os seus militantes para apoiar quem quiser.
– Como isso seria feito na prática? Já tivemos inúmeras situações de segundo turno. Construímos um código. Fica proibido usar os símbolos do partido. Em conversa com a Marina, eu acrescentei outro quesito: para manter coerência com a campanha dela, seria interessante que os que forem para o lado do Serra e da Dilma não demonizem o adversário.
– Crê, então, que Marina tende à neutralidade? Creio que sim, até em respeito às circunstâncias. Uma pessoa que teve 20 milhões de votos, olha em torno de si e vê o partido dividido, pensa: se aqui há divergência, imagine entre os eleitores.
– Acha que, optando por um dos candidatos, Marina se indisporia com um pedaço do eleitorado dela? Exatamente. Corre-se o risco de perder um espaço que ela já conquistou e que é diferente do espaço do Serra e da Dilma.
– Então, seria aconselhável a neutralidade? Não diria aconselhável. Diria que o mais provável é que a Marina fique neutra. Evito a expressão aconselhável porque, na conversa que tive com ela, disse que não utilizaria nenhum argumento pró ou contra qualquer posição. Creio que a própria Marina fez uma declaração definitiva: ninguém comanda ninguém. Marina disse: os votos não são meus, são dos eleitores.  
– E quanto à sua posição pessoal? Falei para a Marina o que tenho falado em público. O PSDB me apoiou no Rio. Minha decisão era de apoiá-los caso a Marina não fosse ao segundo turno. Eu quero honrar a palavra empenhada.
– Como fará caso o PV opte pelo apoio a Dilma? Essa hipótese é muito improvável. A hipótese de apoio ao Serra é mais provável.
– Em que se baseia sua conclusão? Eu me baseio no conhecimento das posições da maioria da própria Executiva do partido.
– A despeito disso, aposta na neutralidade. Por quê? Se o partido for sábio, vai tomar uma decisão em conjunto com a Marina. É preciso que o partido dê o máximo de conforto para ela e para as pessos que tem posições divergentes.
– Acha que o partido deve ter a mesma posição de Marina? Não quero dizer que deva ter necessariamente a mesma posição. Eu, por exemplo, não iria com ela se ela apoiasse a Dilma. Mas acho possível buscar uma convergência e sair dessa situação preservando o capital político obtido na eleição.
– Uma parte da legenda parece interessada em cargos, não? A preocupação com cargos jamais vai se expressar de forma politicamente articulada. Um ou outro indivíduo poderá fazer um jogo particular de buscar cargo. Mas tenho a impressão de que o partido vai seguir na trilha de se fortalecer pelo debate programático.
– A que se deve o ruído que opõe cargos e programa? Noticiou-se que o Serra teria oferecido quatro ministérios ao PV. O Serra já negou isso. Na verdade, houve um conflito em torno de uma falsa notícia.
– Acredita que Marina vai disputar a Presidência em 2014? Não tenho dúvida disso. Ela abriu uma perspectiva e vai explorá-la no futuro. Estará mais experiente e mais conhecida.
– Numa nova disputa, o PV fará alianças com outros partidos? O PT já passou por esse dilema: faz ou não faz coligação? Somos ou não somos puros?
– O PV já ultrapassou essa fase, não? É aliado do PSDB em Minas e São Paulo. É verdade. Mas, do ponto de vista nacional, para manter a pespectiva de terceira via representada pela Marina, pode emegir a pergunta: Coligar-se ou não?
– Não seria essa a única maneira de obter mais tempo de TV?Sim, mas é preciso considerar que os espaços já estão definidos. Tem, de um lado o PT e seus aliados. Do outro, o PSDB. A Marina vai ter que ver como essa correlação de forças vai se apresentar no futuro. Há o problema do espaço na TV. Mas a equidistância em relação às forças já existentes abriu caminhos numa ala do eleitorado.
– De onde acha que vieram os 20 milhões de votos de Marina?Primeiro, vieram de pessoas preocupadas com a questão ambiental. Essa preocupação cresceu muito nos últimos anos. Outra parte veio de pessoas que tem um distanciamento ético da política tradicional feita por PSDB e PT. São eleitores que procuram a renovação. Houve também o componente evangélico. As mulheres evangélicas, sobretudo, se identificaram muito com a Marina.
– Acha que pesou o debate que vincula Dilma à defesa do aborto? Não tenho elementos para dizer. Nessa matéria, creio que está todo mundo chutando. Deve-se levar em conta que a Marina defendeu o plebiscito. Não é uma tese que agrade esse eleitorado. Ao contrário. No entanto, isso não indispôs esse eleitor com a Marina. Essa questão é tão desimportante entre nós que eu tenho uma posição e ela tem outra. A despeito disso, ela é minha candidata à Presidência. Não senti essa questão da maneira que as pessoas estão apresentando.
– Os casos da Receita e da Casa Civil adensaram a votação da Marina? Em todas as situações clássicas da política, quando há um confronto ético muito grande entre dois candidatos, um candidato acusando o outro, um tercius sempre leva vantagem.
– Esse voto não pode ser momentâneo? Creio que o PV deve aproveitar esse momento. Convém evitar a euforia e reconhecer as limitações.
– Como assim? É preciso ter humildade para reconhecer que a candidatura da Marina foi impulsionada por um conjunto de fatores. O mais importante é a capacidade, a figura dela. Devemos reconhecer, humildemente, que nem todos os que votaram nela vão seguir a orientação do PV no segundo turno.
– Como fazer para que o PV dê um salto? O partido pode dar esse salto se souber reconhecer suas limitações e se seguir a linha que a Marina está propondo, de privilegiar o programa em detrimento dos cargos.

Fonte:Blog do Josias

Certidões de nascimento emitidas em maternidades serão eletrônicas

Bruna Markes

A partir de agora, as certidões de nascimento emitidas nas maternidades brasileiras serão feitas por meio de um sistema eletrônico elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O serviço será gratuito e serve para dar maior segurança aos documentos.
De acordo com o CNJ, a maternidade que desejar oferecer o serviço deve procurar um cartório de registro civil para estabelecer a parceria e fazer a inclusão do nome no sistema. Dessa forma, serão montadas unidades em cada um dos locais que ficarão em comunicação via internet. Após o parto, os funcionários cadastrados passarão as informações imediatamente aos cartórios e, em seguida, estes encaminharão ao hospital a certidão com certificação digital.
O sistema interligado permite que a maternidade solicite a emissão da certidão em qualquer região do país, desde que o município do cartório seja o domicílio dos pais da criança. Dessa forma, mesmo se a mãe tiver o filho em uma maternidade distante do local onde mora, poderá registrar o filho no cartório de sua cidade antes mesmo de sair do hospital. Nas regiões onde não há maternidades, os funcionários cadastrados também poderão solicitar o documento para o cartório mais próximo.
Segundo o conselho, a emissão da certidão nas maternidades é facultativa, mas para quem adotar o novo procedimento o prazo para adaptação é de um ano. As unidades em que o serviço já estava sendo oferecido não precisarão interromper as emissões, mas terão que se adaptar também no prazo estipulado pelo órgão.
Até o momento, 50 unidades já se cadastraram no sistema para prestar o serviço em 12 estados brasileiros.

Robson Carvalho

O psicólogo Rui Veiga, especialista no tratamento de dependentes químicos, dá dicas de como os pais podem identificar se o filho é usuário de crack. Segundo o psicólogo, mesmo com todo o cuidado é praticamente impossível um usuário esconder os vestígios da droga.
O primeiro e mais importante conselho de Rui Veiga para os pais é que prestem bastante atenção na vida dos seus filhos. “Como o crack tem um potencial altamente devastador no organismo suas consequências podem ser observadas logo nas primeiras horas após o consumo. O prazer intenso causado pela droga dura quinze minutos no máximo. Passado o êxtase do efeito do crack no organismo, o usuário começa a sofrer com o inicio da dependência”, explica o especialista.
Segundo o psicólogo, o individuo fica com insônia, perde o apetite e entra na fase mais delicada, a de sentir ou não vontade de consumir a droga novamente. “Após fumar uma pedra de crack ele vai ficar na fissura para fumar mais outra. Essa é uma fase crucial, pois pode culminar com o inicio da dependência. Uma pessoa pode ficar viciada em crack em apenas uma noite, depende do seu organismo e estado psicológico”, alerta.
Rui destaca que é necessário observar as mudanças drásticas de estilo de vida e nas amizades. “Uma das primeiras mudanças em um dependente químico diz respeito a sua privacidade. O jovem tende a ficar mais reservado, agir com mais sigilo. Começa a ter novas amizades e gradativamente vai perdendo o contato com os familiares. O rendimento escolar também cai, pois o dependente perde o controle de suas ações, consequentemente, não consegue se concentrar, muito menos estudar”, destaca.
Além de características comportamentais existem provas materiais que pode caracterizar um usuário de crack. “Ao utilizar o cachimbo para fumar o crack muitas vezes queima-se os dedos. Se os pais acharem cachimbo artesanal ou até mesmo uma latinha de refrigerante furada entre os objetos pessoais do seu filho é bem provável que esteja consumindo a droga”, explica Rui Veiga.
“Quando fica evidente a dependência química é que ela está muito alta. Pelo tempo em que se droga ou pela quantidade de consumo. Os pais são sempre os últimos a quererem assumir a dependência de um filho. Infelizmente escondem, mascaram até não poderem mais”, lamenta o psicólogo.

Perícia vai dizer se DVDs piratas contêm íntegra de ‘Tropa de elite 2’

Delegado confirma que há imagens de trailer e making of.
Cinco homens foram presos e mais de cem DVDs foram apreendidos.

Bernardo TabakDo G1 RJ
DVDs piratas Tropa de ElitePolícia apresentou os DVDs piratas de “Tropa de
elite 2″ (Foto: Alexandre Durão/Agência O Globo)
O delegado Tullio Pelosi, titular da Divisão de Capturas da Polinter do Andaraí, na Zona Norte do Rio, informou que ainda não está confirmado se os DVDs piratas apreendidos com o making of e o trailer do filme “Tropa de elite 2” também contêm a íntegra do filme. Ao todo, cinco pessoas foram presas por agentes da Polinter nesta sexta-feira (8) com grande quantidade de DVDs piratas.
De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Civil, os presos levavam os DVDs da Baixada Fluminense para o Camelódromo da Uruguaiana, no Centro, onde seriam vendidos.
“Os presos disseram em depoimento que haviam copiado o ‘Tropa de elite 2’ inteiro nos DVDs. Já mandamos os DVDs para a perícia a fim de ter certeza do conteúdo das mídias”, explicou Pelosi. De acordo com o delegado-substituto da Polinter, Felipe Curi, mais de cem DVDs foram apreendidos, e vão passar por perícia na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM).
Fonte:G1

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Já o presidente do Fórum Político Evangélico do Espírito Santo, Lauro Cruz, afirmou que a postura tucana preocupa menos. “O posicionamento histórico de Dilma gera apreensão. Ela é a favor do aborto, embora tenha negado isso. A postura de Serra preocupa menos do que a de Dilma e dos males vamos escolher o menor”, frisou.
Outro ponto apontado pelas lideranças evangélicas capixabas contra a petista foram as alianças políticas firmadas pelo PT para viabilizar a candidatura da ex-ministra. “Ao lado dela estão José Sarney, Jader Barbalho, Renan Calheiros e José Dirceu. Não são políticos confiáveis”, comentou Cruz.
No primeiro turno as duas entidades evangélicas apoiaram a candidata do PV, Marina da Silva, e chegaram mesmo a subir no palanque dela quando esteve em Vitória, no final de setembro. “Esperamos um posição neutra da Marina”, afirmou Castro.
Outra entidade evangélica capixaba, a Convenção das Assembleias de Deus, foi ainda mais longe e assegurou apoio ao tucano. “Quando aceitamos um membro avaliamos sua conduta. Alguém para presidir uma família tão grande como a brasileira tem que ter uma raiz, que é a família. Na campanha, José Serra se apresentou junto com a família. É assim que tem que ser e vamos orientar os fiéis nesse sentido”, disse Osmar de Moura, presidente da Convenção.
Católicos. Já a Igreja Católica, por meio da Arquidiocese de Vitória, lançou um documento oficial assinado pelo Arcebispo Luiz Mancilla Vilela, condenando quem apoia questões como o aborto, a violação à liberdade de expressão e religiosa.
“Não vote naqueles que defendem um falso conceito de direitos humanos, por exemplo, colocando como se fosse direito: a violação da liberdade de expressão, o direito de matar o ser humano no seio materno, o direito de adoção de crianças quando faltam as qualidades de mãe ou de pai, o direito de violar a liberdade religiosa impedindo que cada religião use os seus símbolos sagrados. Estes não merecem o seu voto de católico.”, escreveu o Arcebispo.
No domingo da eleição, alguns padres católicos chegaram mesmo a pregar contra o voto em Dilma Roussef durante a homilia das missas matinais. Um dos exemplos foi a Igreja de Santa Rita, localizado na Praia do Canto, um bairro nobre da capital capixaba.
No Espírito Santo, houve uma vitória apertada da candidata petista: Dilma conquistou 37,25% dos votos válidos, o que corresponde a 717.417 votos; Serra obteve 35,44%, o que equivale a 685.590 votos, e Marina Silva (PV), recebeu 26,26% dos votos capixabas, ou seja, 505.734 votos.

Evangélicos fazem campanha contra Dilma no Espírito Santo

Posição sobre o aborto motiva protesto de grupos religiosos capixabas

Ernesto Batista, da Agência Estado
VITÓRIA – O Fórum Político Evangélico do Espírito Santo e a Associação dos Pastores Evangélicos da Grande Vitória (APEGV), anunciaram que vão fazer campanha contra a candidata petista, Dilma Roussef, no Espírito Santo. Hoje, estima-se que um terço da população capixaba seja evangélica, o que significa cerca de 1,2 milhão de pessoas.
Segundo o pastor Enock de Castro, presidente da APEGV, a posição foi tomada depois de uma consulta às diversas igrejas associadas às duas entidades. “Entre 80% e 90% dos evangélicos tendem a votar em José Serra. O risco é grande de vermos alguns princípios religiosos serem afetados. Há uma posição da Dilma em defesa do aborto, da união civil entre pessoas do mesmo sexo e proibição de proferir religião em órgãos públicos, que são coisas que não podemos aceitar”, disse ao justificar a posição.

PMDB reivindica mais espaço na campanha de Dilma

José Cruz/ABr
Num encontro do seu Conselho Político, o PMDB juntou em Brasília os vencedores e os derrotados das urnas de domingo passado. A reunião se converteu num misto de lamúria e reivindicação.
Em tom exaltado, a caciquia do partido queixou-se do quase “anonimato” a que foi relegado na campanha de Dilma Rousseff ao longo do primeiro turno. Cobrou mais “espaço” no comitê eleitoral da pupila de Lula.
Os morubixabas do partido revezaram-se no microfone. Reeleito senador por Alagoas, Renan Calheiros arriscou uma explicação para a submissão do PMDB ao segundo plano que lhe foi reservado na campanha nacional:
“Dilma cresceu antes do tempo e a campanha entrou no piloto automático. Por isso o PMDB se submeteu”, disse Renan. Insinuou que, no segundo turno, os ventos mudarão de direção:
“O PMDB quer compartilhar esse projeto de poder, quer ocupar esse espaço que lhe cabe”. Ao esmiuçar o raciocínio, Renan deixou antever que, num eventual governo Dilma, o apetite do partido será, por assim dizer, tonificado:
“Hoje nós não temos uma aliança. Não temos mais uma mera coalizão de governo. Hoje, nós estamos compartilhando um projeto de poder”.
Líder do PMDB na Câmara e candidato à presidência da Casa, o deputado Henrique Eduardo Alves (RN), também reeleito, soou ainda mais incisivo, tanto na queixa quanto na reivindicação:   
“Tivemos a não-presença do PMDB [na campanha] no primeiro turno. Talvez você [Temer] não fosse o vice preferido [do PT]”, declarou Henrique, voltando-se para o amigo Michel Temer, candidato a vice-presidente na chapa de Dilma.
Henrique mirou no petismo: “Não aceitamos essa história de eleição para um só partido. Ou ganhamos juntos ou não ganha ninguém. O PT merece respeito, é um grande partido, mas também temos o nosso espaço”.
Na véspera, em conversa com Dilma, Temer levara à candidata as inquietudes de sua tribo. Foi ao encontro desta quarta munido de panos quentes.
Como que decidido a acalmar as almas inquietas, Temer disse que a participação do PMDB no comitê de Dilma passará a ser efetiva. Instou os presentes a interpretar o recado das urnas.
Acha que os eleitores provocaram o segundo turno porque “querem mais debate”. Lembrou que, como vice, representa o PMDB na chapa oficial. E, para mobilizar a audiência, borrifou na atmosfera a perspectiva de vitória:
“O PMDB não pode perder a eleição, me levem à vice-presidência ao lado da grande parceira Dilma. Eu preciso chegar à vice para representar com mais força o maior partido do país”.
É esse cheiro de poder que faz com que o PMDB mantenha atravessada na traquéia, sem regurgitar, o bololô de mágoas que envenena suas relações com o PT.
Por trás do súbito interesse em aumentar a influência no comitê de campanha esconde-se uma insatisfação ruminada em segredo.
A cúpula do PMDB não digeriu a ascenção de Ciro Gomes (PSB) à coordenação da campanha de Dilma.
Ciro é velho desafeto do PMDB. Dia sim outro também, aponta a “frouxidão moral” que enxerga na junção do partido de Temer com a legenda de Dilma.
No final do ano passado, Ciro dissera que, sob Lula, a aliança PMDB-PT plantou na Esplanada dos Ministério “um roçado de escândalos”.
Noutra declaração acerba, Ciro referiu-se a Temer como “chefe de um ajuntamento de assaltantes”. 
Noves fora o “efeito Ciro”, o PMDB acumula mágoas da primeira fase da campanha. Em vários Estados, seus filiados disputaram cadeiras no Legislativo com rivais do PT.
Na Câmara, a propósito, o PMDB, agora com 79 deputados federais, perdeu a condição de maior bancada para o PT, que conquistou 88 poltronas.
Há, de resto, diferenças colecionadas na disputa por governos estaduais. O caso mais agudo é o de Geddel Vieira Lima.
Concorreu ao governo da Bahia. E se queixa de ter recebido tratamento de inimigo por parte de Lula e Dilma, que privilegiaram a vitoriosa campanha do petista Jaques Wagner, reeleito em primeiro turno.
O curativo de Geddel exigiu cuidados especiais de Temer. Pela manhã, antes da reunião das lamúrias e reivindicações, o vice levou Geddel à presença de Dilma. A candidata tratou as feridas à base de afagos.
Depois de receber acenos de prestígio num eventual futuro governo, Geddel, já de volta à Bahia, fez uma declaração que vinha adiando. Anunciou o engajamento na campanha de segundo turno.

Com aliados, Serra cita FHC e soa mais oposicionista

Fábio Pozzebom/ABr
José Serra reuniu a tropa em Brasília. Em discurso, exibiu o timbre que planeja adotar nas próximas semanas.
Inaugura o segundo turno longe do Serra dos primeiros dias da campanha. Antes, dizia o que queria:
“Continuar” e “aprofundar” o que funciona sob Lula, “corrigir” o que não reclamasse aperfeiçoamento. Agora, diz o que não quer: “Não queremos um Brasil parecido com a casa da mãe Joana”.
O primeiro Serra, aquele do alvorecer da campanha, parecia saído de um encontro com um gênio de conto de fadas. Era como se, numa caminhada pela Avenida Paulista, houvesse tropeçado numa lâmpada mágica.
De dentro da lâmpada, saiu um gênio, que afirmou: Seu desejo será satisfeito, vou lhe dar a Presidência da República.
Para poder organizar a execução do milagre, o gênio disse a Serra que precisava conhecer os planos da campanha. Como pretende conduzir a propaganda? E Serra: Vou esconder o FHC, prometer a continuidade e associar minha imagem à do Lula.
O gênio fez uma careta e, desanimado, bateu em retirada. Antes de se enfiar de volta na lâmpada, disse que Serra não precisava dele: “Tente um marqueteiro e o DEM! Vou me entender com a Marina Silva.”
Pois bem. Empurrado para o segundo turno pela votação exuberante de Marina, Serra discursou aos aliados noutro tom.
Acha que o embate direto facilitará a comparação de biografias. Quer realçar as diferenças que o separam de Dilma. Endureceu as críticas. Realçou os valores morais. Esclareceu o que entende por Brasil da mãe Joana:
Um país “onde os governos fazem o que querem, como querem e na hora que querem. Queremos um governo que respeite as instituições”.
Falava para uma platéia cujo otimismo contrastava com os cenhos preocupados que se acercaram de Dilma três dias antes.
Sem mencionar os escândalos que empinou na fase final do primeiro turno –‘Fiscogate’ e Erenicegate’—, Serra disse que sua biografia é “limpa”: “Ocupo cargos há 27 anos, vocês nunca ouviram falar de alguma sujeirinha de minha vida”.
Súbito, no afã de abordar um tema que desconserta Dilma, Serra tropeçou nas palavras: “Eu nunca disse que sou contra o aborto, porque sou a favor”. Cirrigiu-se: “Ou melhor, nunca disse que era a favor do aborto, porque sou contra o aborto”.
Dedicou um pedaço do discurso à economia, seara de sua predileção. Insinuou que, eleito, será portador de novidades: “Agora nos chamam de conservadores. Em matéria de economia, não conheço nada mais conservador e mais neoliberal que a atual política econômica”.
Embora convidado, FHC não deu as caras na pajelança desta quarta (6). Serra cuidou de injetá-lo em sua fala: “O Plano Real é do Itamar e do Fernando Henrique, que eliminou uma nuvem quente que sufocava a gente, principalmente os mais pobres”.
Acrescentou: “Vamos fazer da economia brasileira uma economia forte, para que o atual crescimento não se transforme em um voo de galinha”.
Antecipando-se ao discurso de Dilma, que decidiu reintroduzir na cena eleitoral as privatizações da era tucana, Serra declarou:
“Agora vão voltar com a história de privatizações, etc… O governo Lula continuou privatizando dois bancos [não mencionou as logomarcas]. Aí, não é um problema de número, é um problema de ideologia. Se privatizou, não era tão contra”.
De resto, disse que não terá dificuldades para obter apoio congressual caso o eleitor o converta em presidente: “Tenho certeza que vamos ter maioria política e parlamentar para governar o Brasil. Não há a menor possibilidade que isso não aconteça. Teremos um governo forte, não autoritário”.
Animados com o novo timbre de Serra, aliados que escondiam o candidato em suas campanhas regionais agora se dispõem a suar a camisa por ele. Estrela do evento, Aécio Neves, grão-duque do tucanato mineiro, disse coisas assim:
“Os que querem condenar as privatizações estão, de alguma forma, dizendo a cada cidadão brasileiro que pegue o celular que está em seu bolso ou na sua bolsa e o jogue na lata de lixo mais próxima”.
Geraldo Alckmin, devolvido pelo eleitor paulista ao Palácio dos Bandeirantes, realçou o contraste entre a animação do grupo de Serra e o abatimento dos arredores de Dilma. Disse que, no segundo turno, o jogo ganha outro contorno:
“Você terá uma comparação maior dos dois candidatos”, disse Alckmin. De fato, a comparação agorea é direta e incontornável. Porém, isso não quer dizer muita coisa.
Alckmin não disse, mas, na sucessão de 2006, ele próprio foi ao segundo turno contra Lula. Contabilizadas as urnas, somou menos votos do que amealhara no primeiro round.
Fonte: Blog do Josias

Rio Grande do Norte    
Rosalba e José Agripino assumem coordenação da campanha de Serra no Estado e terão primeiro desafio após as urnas
O deputado federal Rogério Marinho (PSDB), que ficou na primeira suplência da coligação “A Força da União”, não responde mais pela coordenação da campanha do presidenciável José Serra no Rio Grande do Norte. A função agora será exercida pela governadora eleita Rosalba Ciarlini e pelo senador reeleito José Agripino Maia, ambos do DEM.
No 1° turno, Serra conseguiu nos 167 municípios do Estado 28,1% dos votos válidos contra 51,7% da petista Dilma Rousseff. Em Natal, Dilma e Serra praticamente empataram seus votos. A petista teve 35,60% dos votos contra 33,47% do tucano. Em Mossoró, principal reduto de Rosalba, o percentual de Serra atingiu 27,75%, enquanto Dilma somou na capital do Oeste 46,50%. Já em Parnamirim, Serra venceu Dilma com 35,52% contra 34,29%. O PT venceu também em colégios eleitorais importantes como: São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Macaíba, Caicó, Assú, Nova Cruz, Currais Novos, Apodi, Pau dos Ferros…

Rogério vai coordenar campanha de Serra no Nordeste
Deputado Rogério ao lado de Serra

O deputado federal Rogério Marinho, presidente estadual do PSDB RN, chega hoje a Natal depois de ter sido convocado por José Serra para participar em São Paulo e Brasília das reuniões que definiram as estratégias da campanha tucana neste 2º turno.
 
Atendendo ao convite pessoal de Serra, Rogério vai coordenar a campanha em toda Região Nordeste, ao lado do senador Cícero Lucena (PSDB PB).
 
Nesta sexta-feira, 08, Rogério Marinho fará uma reunião com apoiadores de campanha e militância Serra 45 para dar início aos trabalhos deste segundo turno. A reunião será na sede do partido, na Rua Cícero Azevedo, Lagoa Seca – Natal, a partir das 16 horas.
 
Além do trabalho de Rogério Marinho, a campanha de Serra no RN segue agora ainda mais fortalecida neste segundo turno com o senador José Agripino e a governadora eleita Rosalba Ciarlini centrando todas as energias para eleger o presidente José Serra. Eles vão convocar todos os prefeitos, vereadores, deputados e demais políticos, apoiadores e eleitores para juntos garantirem a vitória de Serra no Estado.

Deputada propõe criação de semana de combate à pedofilia no RN
Foto: Moraes Neto

Às vésperas do Dia das Crianças, Gesane defende que a comemoração da data seja acompanhada por uma orientação aos pais sobre os perigos da Internet

     Na condição de presidente da comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembléia Legislativa do Estado, a deputada estadual Gesane Marinho (PMN) apresentou, na sessão ordinária de ontem (6), um projeto de lei que institui a Semana de Combate à Pedofilia no Rio Grande do Norte. De acordo com a proposta, anualmente, no mês de outubro, os órgãos competentes da admnistração estadual vão se mobilizar em torno da conscientização dos pais sobre a importância de alertar seus filhos diante do potencial de informação imprópria existente na Internet.
     Gesane explica que um dos motivadores do projeto foi um dos indicadores da Polícia Federal, segundo o qual o Brasil está em quarto lugar no ranking mundial da Interpol de países que divulgam a pedofilia. Outra informação relevante é da ONG Safernet, referência nacional no enfrentamento aos crimes e violações aos Direitos Humanos na rede mundial de computadores. Das vítimas de pornografia infantil na rede, 75% foram feitas no Orkut. Para a deputada, uma prova do quanto as crianças estão expostas no mundo virtual e como necessitam de educação para o uso das tecnologias.
     “Da mesma forma que os pais precisam orientar os filhos quando estes saem à rua, precisam orientá-los quando eles se conectam à rede. Porém, para que os pais se armem na guerra contra a pedofilia, o Estado tem que muní-los com o que mais precisam: informação”, explica Gesane. O trabalho de conscientização, realizado por secretarias como a de Educação e a de Comunicação, por exemplo, contempla informações como a instalação do computador em uma área da casa que a família circule, a limitação de horários para o uso e a opção por programas que filtram ou bloqueiam sites.
     A escolha pelo mês de outubro está relacionada à comemoração do Dia das Crianças (12). Na visão de Gesane, é um momento oportuno para tratar do tema importante justamente quando a sociedade se une em torno das celebrações da data. O projeto vai tramitar pelas comissões da Casa, como a presidida pela parlamentar, antes de chegar ao plenário, onde vai ser submetida à votação.

Propaganda eleitoral de presidenciáveis volta nesta sexta-feira
Robson Carvalho
A propaganda eleitoral gratuita dos dois candidatos à Presidência –José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT)– que disputam o segundo turno começa nesta sexta-feira (8).
Cada coligação terá 10 minutos para a veiculação na TV do programa eleitoral em bloco no período da tarde (13h) e outros 10 minutos à noite (20h30). Já no rádio, os programas em bloco serão transmitidos pela manhã (7h) e ao meio-dia.
Há duas diferenças entre o horário eleitoral do primeiro e do segundo turnos. A primeira é que o tempo é dividido igualmente entre os candidatos e a segunda é que o programa vai ao ar também aos domingos.
O programa em bloco vai começar, tanto no rádio quanto na TV, com a propaganda eleitoral de Dilma, que obteve a maior votação no primeiro turno.
Também para o segundo turno cada candidato terá direito a 7 minutos e 30 segundos de inserções de no máximo 30 segundos a serem distribuídas pelas emissoras ao longo da programação diária. Entre os dias 8 e 29 de outubro, quando termina a veiculação da propaganda eleitoral, cada candidato terá alcançado 165 minutos de propaganda eleitoral gratuita, divididos em 330 inserções.

Deputado Robinson Faria é um dos grandes vitoriosos do pleito de três de outubro no RN

Foto: Divulgação
Robinson Faria comemora a reeleição do deputado federal
Fábio Faria e dos quatro deputados estaduais do PMN
O deputado estadual e presidente da Assembléia Legislativa, Robinson Faria(PMN), vice-governador eleito na chapa encabeçada pela governadora eleita Rosalba Ciarlini(DEM), foi um dos grandes vitoriosos da eleição de três de outubro.

Além de ter sido eleito vice-governador e ter tido uma participação fundamental na eleição de Rosalba, Robinson reelegeu o filho, deputado federal Fábio Faria, e foi decisivo para a reeleição de três deputados: José Dias(PMDB), Raimundo Fernandes(PMN) e Gesane Marinho(PMN).

Robinson também contabiliza a reeleição dos quatro deputados do PMN: Ricardo Motta, Antônio Jácome, Gesane Marinho e Raimundo Fernandes.


É bom também ressaltar que é dos quadros do PMN o deputado estadual mais votado do Rio Grande do Norte: Antônio Jácome.

Sem dúvidas, foi uma vitória de cabo a rabo obtida pelo presidente da Assembléia Legislativa no pleito de três de outubro.

Nas pegadas de Dilma, Serra realiza ato com ‘aliados’

Lula Marques/Folha
A exemplo do que fez Dilma Rousseff, o rival José Serra reunirá seus aliados num ato de campanha programado para esta quarta-feira (6).
Será em Brasília, no mesmo auditório em que Serra se lançou como candidato, em abril. A lista de convidados inclui FHC e Aécio Neves.
Convocaram-se também os oposicionistas que foram às urnas no domingo passado –os eleitos e também os derrotados.
Vão aos holofotes, por exemplo, Geraldo Alckmin, Antonio Anastasia e Beto Richa, tucanos que prevaleceram em São Paulo, Minas e Paraná.
Além deles, Raimundo Colombo e Rosalba Ciarlini, senadores do DEM que conquistaram os governos de Santa Catarina e Rio Grande do Norte.
À margem da pajelança, produzida para gerar fotos e vender a ideia de unidade, ocorrerão reuniões paralelas.
Nesses encontros, os aliados de Serra vão instá-lo a abrir o comando da campanha para as forças aliadas.
Até aqui, o tucano realizou uma campanha, por assim dizer, solteira. O isolamento teve duas motivações básicas.
Deveu-se, em parte, ao estilo centralizador de Serra. E também à evidência de que os aliados estavam mais preocupados consigo mesmos.
Noves fora Geraldo Alckmin, que exibiu Serra à farta em sua propaganda, os outros candidatos cuidaram de esconder o presidenciável tucano.

Vitória Antônio Jácome

Com 54.743 votos Antônio Jácome (PMN) foi o deputado estadual mais votado no Rio Grande do Norte. Só em Natal ele obteve 20.237 votos
Votado em todas as cidades do estado e com 22 anos de vida pública, Jácome, que já foi vereador de Natal e vice-governador, segue para o quarto mandato na Assembléia legislativa.
Livre de manchas e máculas, com ficha limpa e sem o apoio de grandes lideranças ou padrinhos políticos, principalmente em cidades onde obteve o maior número de votos, Jácome acredita que esta votação se deve ao reconhecimento do seu desempenho como parlamentar, médico e do apoio a evangelização.
“Claro que antes de qualquer projeto ou serviço nosso esta vitória vem de Deus”, diz o deputado, que completa agradecendo aos amigos e irmãos que continuam acreditando no seu trabalho.

Para tentar ‘seduzir’ Marina, o PT escala Tarso e Tião

  Fotos: FolhaO comando da campanha de Dilma Rousseff delegou a Tarso Genro e Tião Viana a missão de negociar o apoio de Marina Silva.
Governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso conhece Marina desde a década de 80. Militaram no PRC (Partido Comunista Revolucionário).
Mais tarde, já filiados ao PT, integraram um mesmo grupo, a DR (Democracia Radical).
Sob Lula, coabitaram a Esplanada. Ele nas pastas de Relações Institucionais, Educação e Justiça. Ela no Meio Ambiente.
Quanto a Tião Viana, governador eleito do Acre, cultiva com Marina uma amizade de três décadas, o tempo de permanência de Marina no PT.
A acreana Marina compunha o grupo de Tião e do irmão dele, Jorge Viana, eleito senador.
Embora o desejo do PT seja obter de Marina o apoio a Dilma, o partido já se dará por satisfeito se conseguir arrancar dela um compromisso de neutralidade.
Imagina-se que um pedaço da onda verde que provocou o segundo turno vai desaguar naturalmente no colo de Dilma.
Por quê? Na tese do petismo, muitos dos votos dados a Marina eram de Dilma. Mudaram de posição por conta do alarido provocado pelo ‘Erenicegate’.
No segundo turno, esses eleitores não se animariam a migrar para José Serra. Sem Marina, retornariam para Dilma.
Na outra ponta, a cúpula do PSDB cogita acionar Fernando Henrique Cardoso para procurar Marina. A candidata verde revelou em sua campanha apreço pelo ex-presidente tucano.
Reconheceu os méritos de FHC na estabilização da moeda. Fez por convicção o que o próprio tucanato hesitou em fazer por obrigação.
Alheia ao assédio e à proliferação de teses, Marina administra o súbito prestígio que as urnas lhe concederam sem pressa.
Convertida em pêndulo da sucessão, Marina diz que sua posição e a do PV não sairá antes de 15 dias.
“Vou vivenciar o processo. Vou conversar com os diferentes segmentos da sociedade. Vou participar da convenção [do PV] e vou firmar o meu posicionamento…”
“…Eu não tenho ainda uma posição a priori, vou ser coerente com as minhas convicções”.

Gabeira: ‘Prometi que apoiaria o Serra e vou honrar’

  Folha
Até domingo (3), Fernando Gabeira equilibrava-se entre as candidaturas presidenciais de Marina Silva e José Serra.
Concorria ao governo do Rio como candidato do partido de Marina, o PV. E carregava em sua coligação as legendas associadas a Serra.
Batido por Sérgio Cabral (PMDB) no primeiro turno, Gabeira prepara-se para dar consequência a um compromisso que o liga a Serra:
“Eu dei a palavra que apoiaria o Serra no segundo turno, caso a Marina não fosse com ele. Eu vou honrar a minha palavra”.
Como fará? “Vai ser definido em função das posições que o PV tiver. Vou procurar fazer as coisas de uma maneira harmônica”.
Dono de um mandato de deputado que expira em 31 de dezembro, Gabeira vê-se compelido, de resto, a conciliar a política com atividade que encha a geladeira:
“Posso escrever livro, fazer reportagens ou documentários. Há um caminho enorme pela frente…”
“…Quero continuar contribuindo para o Rio de Janeiro, agora combinando com a sobrevivência”.

PSDB e PT discutem papéis de FHC e Lula na eleição

  Folha
Em debates subterrâneos, PSDB e PT avaliam o peso de Fernando Henrique Cardoso e de Lula na eleição presidencial de 2010.
Um pedaço do tucanato passou a defender a efetiva participação de FHC na campanha de José Serra.
Uma ala do petismo receia que, no segundo turno, a overdose de Lula na propaganda eleitoral pode ser prejudicial a Dilma Rousseff.
No PSDB, o debate sobre a inconveniência de esconder FHC se escora num par de evidências.
Dois senadores tucanos eleitos no domingo (3) –Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Paulo Bauer (PSDB-SC)— ousaram exibir FHC em suas propagandas.
Longe de prejudicar, afirmam os tucanos pró-resgate, a vinculação explícita com FHC teria contribuído para a eleição dos dois senadores.
O exemplo de Aloysio é mencionado com especial ênfase. Depois de frequentar as pesquisas com cara de azarão, o novo senador saiu das urnas como primeiro.
Obteve mais votos do que Marta Suplicy (PT-SP), a segunda colocada. E converteu o pagodeiro Netinho (PCdoB) de favorito em ex-futuro-quase-senador.
Por ora, a pregação não faz eco no comando de marketing da campanha tucana.
Alega-se que FHC pode até ajudar em âmbito estadual. Mas sua imagem, indicam as pesquisas internas, surtiria efeitos tóxicos em âmbito nacional.
No PT, o pedaço da legenda que se anima a pôr em dúvida o papel de Lula argumenta que, no segundo turno, deve-se expor mais a candidata do que o patrono dela.
Por quê? Serra vai reforçar a tática de instilar no eleitorado dúvidas quanto à capacidade de Dilma de governar o país e lidar com o PT.
A superdosagem de Lula, em vez de ajudar, terminaria por reforçar a pregação do inimigo. Daí a tese de que o ideal seria enfatizar as qualidades de Dilma.
Tomada pela entrevista que concedeu nesta segunda (4), Dilma mantém a disposição de esticar a corda do plebiscito, contrapondo Lula a FHC.
Em diálogos privados que manteve com ministros, Lula não soou como se desejasse refrear seus movimentos de cabo eleitoral.
Ao contrário, Lula aguarda com uma ponta de ansiedade pelo reinício da programação de campanha.
Deve regular suas viagens pelo mapa da eleição, priorizando os Estados onde o desempenho de Dilma revelou-se mais débil.
Assim, a aparição de FHC e a modulação da imagem de Lula dependem do convencimento dos comandos das duas campanhas e da disposição da dupla.
Se Lula quiser aparecer na TV e no rádio, não haverá vozes petistas capazes de detê-lo.
Quanto a FHC, como que rendido às evidências, prefere avocar para si a decisão que o condenou ao armário desde a sucessão de 2002:
“Eu decidi ser o oposto do presidente Lula. Ele está o dia inteiro querendo esmagar o adversário. Eu tenho minha torcida e não fico tentando chutar em gol”, disse.
“Desde que eu deixei a Presidência eu não participo diretamente das campanhas… Acho que não é próprio”.
Meia-verdade. Acionado, não hesitou em levar o rosto às campanhas dos senadores Aloysio Nunes Paulo Bauer.
Gravou mensagem também para Raul Jungmann (PPS), candidato derrotado a uma cadeira de senador por Pernambuco.

Campanha de Serra vai incorporar os ‘aliados’ eleitos

  Fotos: FolhaA passagem de José Serra para o segundo turno da disputa presidencial produziu o cancelamento das férias coletivas que a oposição planejava se autoconceder.
Se a eleição tivesse acabado no domingo, a caciquia do PSDB e do DEM iria às férias.
Agora, porém, todos se dispõem a fazer algo que não fizeram no primeiro round da campanha: suar a camisa por Serra.
Sobrevivente da maldição que Lula lançou sobre a bancada de senadores oposicionistas, José Agripino Maia (RN), líder do DEM, disse ao blog:
“Até agora, a campanha foi estadual. Estávamos envolvidos numa disputa de candidatos a governador e ao Senado. Agora, o quadro é outro…”
“…A fase estadual foi vencida. Temos uma disputa nacional –Serra contra Dilma. Vou assumir interalmente a campanha do Serra no Estado”.
Agripino reelegeu-se para o Senado. E acomodou no governo potiguar a senadora ‘demo’ Rosalba Ciarlini, eleita no primeiro turno.
Ao comitê de Serra interessa converter os êxitos regionais em alavancas para a disputa nacional.
Agripino foi ecoado, em Minas, pelo grão-tucano Aécio Neves: “Me coloquei absolutamente à disposição do Serra, […] para ajudá-lo a chegar à vitória”.
Entre os políticos da oposição, Aécio foi o que obteve o êxito mais reluzente. Elegeu-se senador, carregou Itamar Franco (PPS) para a segunda cadeira do Senado…
…E converteu o ex-azarão Antonio Anastasia (PSDB) em governador reeleito de Minas.
Aécio e Agripino conversaram, pelo telefone, antes da eleição de domingo (3). Àquela altura, a subida de Marina Silva prenunciava o segundo turno.
Combinaram de se encontrar nos próximos dias. Além deles, a campanha de Serra deseja incorporar outras lideranças bem-sucedidas.
Gente como Geraldo Alckmin e Beto Richa, os tucanos que prevaleceram nas disputar de São Paulo e do Paraná.
Gente como Raimundo Colombo, o ‘demo’ que se tornou governador de Santa Catarina nas pegadas do comício em que Lula falara em “extirpar” o DEM.
Tomada pelos movimentos que executa nesta segunda (4), Dilma Rousseff mimetiza a estratégica da oposição.
A pupila do Lula reúne-se, em Brasília, com os aliados que emergiram das urnas de domingo como governadores e senadores eleitos.
Fonte:Blog do Josias

Resultado das eleições de 2010 em Montanhas

Município: MONTANHAS
Cargo: Presidente

13 – DILMA VANA ROUSSEFF 3.917
45 – JOSÉ SERRA 959
43 – MARIA OSMARINA MARINA DA SILVA VAZ DE LIMA 637
50 – PLÍNIO SOARES DE ARRUDA SAMPAIO 37
16 – JOSÉ MARIA DE ALMEIDA 6
21 – IVAN MARTINS PINHEIRO 5
27 – JOSE MARIA EYMAEL 4
28 – JOSE LEVY FIDELIX DA CRUZ 2
Total de votos apurados:6.569
Votos válidos:5.567
Votos nulos:258
Votos em branco:744
Votos anulados e apurados em separado:0
Seções totalizadas:30
Comparecimento:6.569
Abstenção:2.387

Cargo: Governador

*25 – ROSALBA CIARLINI ROSADO 2.485
40 – IBERE PAIVA FERREIRA DE SOUZA 2.410
12 – CARLOS EDUARDO NUNES ALVES 199
50 – SANDRO DE OLIVEIRA PIMENTEL 16
21 – JOSÉ WALTER XAVIER 7
28 – BARTOLOMEU DA SILVA MOREIRA 5

Cargo: Senador
*154 – GARIBALDI ALVES FILHO 3.993
400 – WILMA MARIA DE FARIA 2.541
*252 – JOSÉ AGRIPINO MAIA 2.474
131 – HUGO MANSO JUNIOR 1.034
277 – JOANILSON DE PAULA RÊGO 65
651 – SÁVIO XIMENES HACKRADT 32

Cargo: Deputado Federal

*3333 – FÁBIO SALUSTINO MESQUITA DE FARIA 1.748
*2222 – JOAO DA SILVA MAIA 1.694
*4040 – SANDRA MARIA DA ESCOSSIA ROSADO 605
*1511 – HENRIQUE EDUARDO LYRA ALVES 401
*1313 – MARIA DE FATIMA BEZERRA 363
4011 – ADENUBIO DE MELO GONZAGA 161
*2512 – FELIPE CATALAO MAIA 86
4347 – CARLA ROSYMAR ARAUJO DE SOUSA BARRETO 70
4555 – ROGERIO SIMONETTI MARINHO 38
4566 – ALEXANDRE TAWFIC HASBUN 35

Cargo: Deputado Estadual

*33111 – GESANNE BORGES MARINHO DANTAS 1.985 
*40111 – MARCIA FARIA MAIA MENDES 1.544
40444 – CLAUDIO HENRIQUE PESSOA PORPINO 618 
*15000 – FRANCISCO POTIGUAR CAVALCANTI JUNIOR 248 
13000 – RAIMUNDO GLAUCO DE VASCONCELOS 154 
*15678 – WALTER PEREIRA ALVES 125 
*45555 – DIBSON ANTONIO BEZERRA NASSER 103 
*33133 – ANTÔNIO JÁCOME DE LIMA JÚNIOR 83
*12123 – AGNELO ALVES 67
15111 – ANTÔNIO PETRONILO DANTAS FILHO 56 
*33333 – RICARDO JOSÉ MEIRELLES DA MOTTA 43

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