Nova Cruz/RN -

Tributo à Criança de Natal passa a ser comandado por Fátima Lapenda

Fátima Lapenda

A professora Fátima Lapenda, que durante anos assessorou o senador José Agripino, passa a integrar a equipe da Prefeitura de Natal.

Assume o comando do Programa Tributo à Criança da Secretaria Municipal de Educação.

Os principais objetivos do Programa são contribuir para que as crianças e os adolescentes matriculados na rede municipal de ensino tenham melhores condições de aprendizado e evitar a evasão escolar. Com isso, o programa também colabora para combater o trabalho e a exploração infantil.

Lapenda possui anos de atividade em causas sociais no Município de Natal.

Covid-19: Brasil chega a 18,5 milhões de casos e 515,9 mil mortes

Vendedor com protetor facial e máscara de proteção aguarda clientes no Rio de Janeiro, Brasil, 1º de setembro de 2020. REUTERS / Ricardo Moraes

© REUTERS / Ricardo Moraes /Direitos reservados

Em 24 horas as autoridades de saúde registraram 64.903 infectados

Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil – Brasília

A quantidade de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia chegou a 18.513.305 em todo o Brasil. Em 24 horas, as autoridades de saúde registraram 64.903 novos casos da covid-19. 

Até hoje havia 1.218.184 casos em acompanhamento. O nome é dado para pessoas cuja condição de saúde é observada por equipes de saúde e que ainda podem evoluir para diferentes quadros, inclusive graves.

Boletim epidemiológico 29.06.2021
Boletim epidemiológico 29.06.2021 – Ministério da Saúde

O número de vidas perdidas para a pandemia alcançou 515.985. Entre ontem e hoje, foram confirmados 1.893 óbitos em função de complicações associadas à covid-19.

Outros 3.655 falecimentos estão em investigação. O termo designa mortes com suspeitas de que podem ter sido causadas por covid-19 mas com origem ainda sendo analisada por equipes de saúde.

Os dados estão na atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta terça-feira (29). O balanço é elaborado a partir de informações levantadas por secretarias estaduais e municipais de saúde de casos e mortes.

Estados

O balanço diário do Ministério da Saúde também traz os dados por estado. No alto do ranking de mais mortes por covid-19 estão São Paulo (126.937), Rio de Janeiro (55.337), Minas Gerais (45.961), Rio Grande do Sul (31.280) e Paraná (30.510). Na ponta de baixo estão Roraima (1.731), Acre (1.738), Amapá (1.833), Tocantins (3.205) e Alagoas (5.320).

Vacinação

Conforme o painel do Ministério da Saúde sobre a operacionalização da campanha de imunização contra a covid-19, até o momento foram entregues às unidades da federação 129,7 milhões de doses, com 96,9 milhões de doses aplicadas, sendo 71,2 milhões da 1ª dose e 25,6 milhões com a 2ª dose e dose única (o que ocorre no caso da Janssen).

Governo demite diretor de Logística acusado de pedir propina de $1 a cada vacina da AstraZeneca

O governo federal demitiu finalmente Roberto Dias do cargo de diretor de Logística do Ministério da Saúde. O ato de demissão será publicado a pasta na edição do Diário Oficial da União desta quarta-feira (30).

Dias era responsável por todas as compras do Ministério da Saúde e foi acusado pelo representante da empresa Davati Medical Supply de pedir propina de US 1 por dose da vacina AstraZeneca, durante um jantar, em Brasília, como condição para fechar contrato.

Ele ocupava o cargo desde o início do governo de Jair Bolsonaro, nomeado pelo então ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que é filiado ao DEM, por indicação do seu velho amigo e controvertido ex-deputado Abelardo Lupion (DEM-PR), hoje representado na Câmara pelo filho, deputado Pedro Lupion (DEM-PE).

RN aparece em último lugar na distribuição de vacinas recebidas

Segundo o Ministério da Saúde; Governo do Estado se posiciona e apresenta dados do RN+ Vacina

O Rio Grande do Norte distribuiu aos municípios 56,6% das doses de vacinas contra a Covid-19 recebidas do Governo Federal, segundo dados do Ministério da Saúde, que mostram que o RN possui o pior desempenho entres as 27 unidades federativas neste quesito.

À respeito do estado do Rio Grande do Norte aparecer na última colocação na distribuição das vacinas de acordo com os dados do Ministério da Saúde, o Governo do Estado se posicionou através de nota, informando que de acordo com dados do RN+ Vacina foram distribuídas mais de 1,8 milhão de doses, representando 89.18% do quantitativo recebido pela Sesap.

Veja a íntegra da nota abaixo:

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) esclarece que os dados apresentados na postagem do ministro Fábio Faria sobre a distribuição de doses das vacinas contra a Covid-19 aos municípios potiguares não condizem com a realidade. Uma rápida pesquisa no sistema Localiza SUS aponta que há mais registros de doses aplicadas no Rio Grande do Norte do que as que, em tese, teriam sido entregues às gestões locais, o que é impossível de ocorrer por razões óbvias. O sistema RN+ Vacina reforça a informação, ao mostrar que 1.808.566 doses foram distribuídas, representando 89.18% do quantitativo recebido pela Sesap. Outras 210.690 vacinas – 37.100 unidades da Coronavac/Butantan e 173.590 da Astrazeneca/Fiocruz – são para segunda dose que estão guardadas pela Sesap a pedido dos municípios, evitando o uso indevido como primeira dose. As demais vacinas são a reserva técnica, retida por orientação do Ministério da Saúde, e distribuída em tempo oportuno.

Marco Aurélio participa de última sessão da Primeira Turma do STF

Ministro Marco Aurélio durante sessão extraordinária do STF.

© Carlos Moura/SCO/STF

Ministro se aposentará compulsoriamente em julho

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), participou hoje (29) de sua última sessão na Primeira Turma da Corte. O ministro, que foi empossado em 1990, se aposentará compulsoriamente no dia 12 de julho ao completar 75 anos. 

A sessão realizada na tarde desta terça-feira foi a última antes do recesso de julho no tribunal. Durante os trabalhos, Marco Aurélio recebeu homenagens dos colegas. O presidente do colegiado, ministro Dias Toffoli, disse que o magistrado deixará uma obra jurisprudencial “firmemente alicerçada na observância do Estado Democrático de Direito e dos direitos fundamentais e plenamente incorporada ao patrimônio interpretativo da Corte e desta Turma”.

O ministro ainda vai participar das sessões do plenário do STF que serão realizadas amanhã (30) e na quinta-feira (1º).

Com a aposentadoria do ministro, o presidente Jair Bolsonaro poderá indicar mais um integrante para a Corte. Após a indicação, o nome deverá ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e pelo plenário da Casa.

Será a segunda indicação de Bolsonaro. No ano passado, o presidente indicou o ministro Nunes Marques para a cadeira de Celso de Mello, que também se aposentou.

A partir dos 70 anos, mais de 85% dos brasileiros receberam uma vacina

As faixas etárias a partir dos 70 anos, mais atingidas pela pandemia da Covid-19 em todo o mundo, no Brasil são proporcionalmente as que mais receberam ao menos uma dose de vacina, na campanha de imunização. Em média, mais de 85% dos brasileiros nessas faixas etárias receberam uma vacina. Foram imunizados 87,1% dos cidadãos com mais de 80 anos, 87,6% dos que têm de 75 a 79 anos, e 84,9% entre 70 e 74 anos. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Na faixa etária entre 65 e 69 anos, 58,2% dos brasileiros receberam ao menos uma dose do imunizante desde o início da campanha. Brasileiros de 60 a 64 anos são o grupo que mais recebeu vacinas: 20 milhões. Proporcionalmente, 19% receberam uma dose. O restante das faixas etárias, entre 30 e 60 anos, registram em média entre 5% e 6% de pessoas com ao menos uma dose de vacina.

O Brasil atingiu ontem (29) 73 milhões de habitantes que receberam ao menos uma dose. E mais de 26,2 milhões estão totalmente imunizados.

Inmet alerta para chuvas intensas em Natal e mais 45 cidades do RN

Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta para chuvas intensas em 46 cidades do Rio Grande do Norte (RN) a partir das 21h desta terça-feira (29) até 11h da quarta (30).

O órgão aponta que as chuvas podem chegar a 20 a 30 milímetros por hora ou até a 50 milímetros por dia.

De acordo com o Inmet, há um baixo risco de alagamentos e possibilidade de pequenos deslizamentos em locais que contém com esse tipo de área.

As recomendações do instituto são de evitar enfrentar o mau tempo, observar alteração nas encostas e evitar usar aparelhos eletrônicos ligados na tomada.

As chuvas são classificadas como de “perigo potencial”, a segunda numa escala de quatro níveis.

Caso seja necessário, o órgão diz que devem ser acionados a Defesa Civil (telefone 199) e o Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Além do Rio Grande do Norte, as chuvas também atingem cidades de Pernambuco, Paraíba, Ceará, Piauí e Maranhão.

G1 (RN)

Representante de empresa diz que diretor do Ministério da Saúde pediu propina de US$ 1 por dose de vacina

Foto: Getty Images

O representante de uma vendedora de vacinas afirmou em entrevista à Folha que recebeu pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde.

Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply, disse que o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, cobrou a propina em um jantar no restaurante Vasto, no Brasília Shopping, região central da capital federal, no dia 25 de fevereiro.

Roberto Dias foi indicado ao cargo pelo líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Sua nomeação ocorreu em 8 de janeiro de 2019, na gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM). A Folha buscou, sem sucesso, contato com Dias na noite desta terça. Ele não atendeu as ligações.

A empresa Davati buscou a pasta para negociar 400 milhões de doses da vacina Astrazeneca com uma proposta feita de US$ 3,5 por cada (depois disso passou a US$ 15,5). “O caminho do que aconteceu nesses bastidores com o Roberto Dias foi uma coisa muito tenebrosa, muito asquerosa”, disse Dominguetti.

A Folha chegou a Dominguetti por meio de Cristiano Alberto Hossri Carvalho, que se apresenta como procurador da empresa no Brasil e também aparece nas negociações com o ministério. Segundo Cristiano, Dominguetti representa a empresa desde janeiro.

“Eu falei que nós tínhamos a vacina, que a empresa era uma empresa forte, a Davati. E aí ele falou: ‘Olha, para trabalhar dentro do ministério, tem que compor com o grupo’. E eu falei: ‘Mas como compor com o grupo? Que composição que seria essa?’”, contou.

“Aí ele me disse que não avançava dentro do ministério se a gente não composse com o grupo, que existe um grupo que só trabalhava dentro do ministério, se a gente conseguisse algo a mais tinha que majorar o valor da vacina, que a vacina teria que ter um valor diferente do que a proposta que a gente estava propondo”, afirmou à Folha o representante da empresa.

Dominguetti deu mais detalhes: ​”A eu falei que não tinha como, não fazia, mesmo porque a vacina vinha lá de fora e que eles não faziam, não operavam daquela forma. Ele me disse: ‘Pensa direitinho, se você quiser vender vacina no ministério tem que ser dessa forma”.

A Folha perguntou então qual seria essa ‘forma’. “Acrescentar 1 dólar”, respondeu. Segundo ele, US$ 1 por dose. “E, olha, foi uma coisa estranha porque não estava só eu, estavam ele [Dias] e mais dois. Era um militar do Exército e um empresário lá de Brasília”, ressaltou Dominguetti.

Questionado se teria certeza que o encontro foi com o diretor de Logística do ministério, Dominguetti respondeu: “Claro, tenho certeza. Se pegar a telemetria do meu celular, as câmeras do shopping, do restaurante, qualquer coisa, vai ver que eu estava lá com ele e era ele mesmo”.

“Ele [Dias] ainda pegou uma taça de chope e falou: ‘Vamos aos negócios’. Desse jeito. Aí eu olhei aquilo, era surreal, né, o que estava acontecendo.”

“Eu estive no ministério, com Élcio [Franco Filho, ex-secretário-executivo do ministério], com o Roberto, ofertando uma oferta legítima de vacinas, não comprou porque não quis. Eles validaram que a vacina estava disponível.”

Segundo Dominguetti, o jantar ocorreu na noite do dia 25 de fevereiro, na véspera de uma agenda oficial com Roberto Dias no Ministério da Saúde e um dia após o país ter atingido a marca de 250 mil mortos pela pandemia do coronavírus.

“Fui levado com a proposta para o ministério e chegando lá, faltando um dia antes de eu vir embora, recebi o contato de que o Roberto Dias tinha interesse em conversar comigo sobre aquisição de vacinas”, disse.

“Quando foi umas 17h, 18h [do dia 25], meu telefone tocou. Me surpreendi que a gente ia jantar. Fui surpreendido com a ligação de que iríamos encontrar no Vasto, no shopping. Cheguei lá, foi onde conheci pessoalmente o Roberto Dias”, afirmou.

Dominguetti ​disse que recusou o pedido de propina feito pelo diretor da Saúde.

“Aí eu falei que não fazia, que não tinha como, que a vacina teria que ser daquela forma mesmo, pelo preço que estava sendo ofertado, que era aquele e que a gente não fazia, que não tinha como. Aí ele falou que era para pensar direitinho e que ia colocar meu nome na agenda do ministério, que naquela noite que eu pensasse e que no outro dia iria me chamar”.

Dominguetti continuou então o relato daqueles dois dias. “Aí eu cheguei no ministério para encontrar com ele [Dias], ele me pediu as documentações. Eu disse para ele que teriam que colocar uma proposta de compra do ministério para enviar as documentações, as certificações da vacina, mas que algumas documentações da vacina eu conseguiria adiantar”, afirmou.

Segundo ele, o encontro na Saúde não evoluiu. “Aí ele [Dias] me disse: ‘Fica numa sala ali’. E me colocou numa sala do lado ali. Ele me falou que tinha uma reunião. Disso, eu recebi uma ligação perguntando se ia ter o acerto. Aí eu falei que não, que não tinha como.”

“Isso, dentro do ministério. Aí me chamaram, disseram que ia entrar em contato com a Davati para tentar fazer a vacina e depois nunca mais. Aí depois nós tentamos por outras vias, tentamos conversar com o Élcio Franco, explicamos para ele a situação também, não adiantou nada. Ninguém queria vacina”, afirmou.

Segundo ele, Roberto Dias afirmou que “tinha um grupo, que tinha que atender a um grupo, que esse grupo operava dentro do ministério, e que se não agradasse esse grupo a gente não conseguiria vender”.

Questionado pela Folha sobre que “grupo” seria esse, ele respondeu: “Não sei. Não sei quem que eram os personagens. Quando ele começou com essa conversa, eu já não dei mais seguimento porque eu já sabia que o trem não era bom”.

FolhaPress

Maioria dos Tribunais de Contas não é transparente, diz relatório de ONG

Tribunal de Contas do Distrito Federal

Poder 360

Segundo Transparência Brasil, apenas 15% atingiram nota máxima em índice de transparência

A ONG Transparência Brasil divulgou, nesta 2ª feira (28.jun.2021), um relatório que mostra que apenas 15% dos Tribunais de Contas estaduais e municipais atingiram nota máxima em índice de transparência elaborado pela instituição. Eis a íntegra (675 KB).

A análise se concentrou na divulgação de dados sobre compras públicas relacionadas à alimentação escolar em Estados e municípios.

Segundo o documento, a maioria dos tribunais não atende a todas as condições básicas de transparência. Dos 32 avaliados, 15 alcançaram, no máximo, 50% do total de pontos possíveis nos 6 critérios de transparência avaliados:

  1. foi possível realizar o pedido?
  2. o pedido foi respondido (dentro do prazo)?
  3. acesso a informação foi concedido?
  4. os dados estão em transparência ativa?
  5. os dados estão em formato aberto e legível por máquina?
  6. é possível distinguir o que é dado de contratação de alimentação escolar dos demais dados?

Os Tribunais de Contas de Mato Grosso, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Sul e Pará aparecem em 1º lugar no ranking, com o máximo de 100 pontos. O Tribunal de Contas do Distrito Federal aparece em 5º, com 33,3 pontos.

Os Tribunais de Contas de Alagoas e Amapá são os últimos colocados, com 16,7 pontos cada.

Outro índice criado pela ONG mostra a qualidade das informações fornecidas pelos órgãos fiscalizadores. Mais de 80% dos que foram avaliados não chegaram a alcançar 50% do total de pontos possível.

A corrida de Lula para ampliar a frente anti-Bolsonaro

Ex-presidente articula para reunir em torno de si o maior número possível de partidos do centro na provável disputa com Bolsonaro em 2022, mas enfrenta resistências – Divulgação/Ricardo Stuckert

Poder 360

Objetivo é aproximar defensores da democracia, diz PT

A intensa movimentação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos bastidores da política para ampliar as alianças contra Jair Bolsonaro em 2022 já conseguiu aparar algumas arestas, mas o petista, apesar de reconhecido como um exímio articulador político, está longe de se viabilizar como o candidato que consiga agregar um espectro mais amplo do centro político brasileiro.

A desistência do apresentador de televisão Luciano Huck de disputar a presidência em 2022 expôs as dificuldades de partidos de centro-direita para encontrar um nome natural, com alta popularidade e chances reais de concorrer com Lula e o atual presidente, Jair Bolsonaro. Ainda assim, o mais provável é que esse campo político apresente uma ou 2 candidaturas que tentarão ser embaladas como os nomes do centro.

Os próprios dirigentes petistas reconhecem que uma candidatura de Lula em 2022 ainda estaria ancorada basicamente em alianças de centro-esquerda. A novidade seria a atração do PSB, partido que era dirigido por Eduardo Campos, morto na campanha presidencial de 2014 num acidente de avião.

As filiações do deputado federal Marcelo Freixo e do governador do Maranhão, Flavio Dino, ao PSB, nesta semana, já são resultados das costuras de Lula. Freixo disputará o governo do Rio de Janeiro com apoio do PT. Dino, um dos mais aguerridos opositores de Bolsonaro na esquerda, vai conduzir as alianças no Maranhão e é visto tanto como um candidato ao Senado quanto uma carta na manga para a vice-presidência numa chapa com Lula.

O governador tem sido um dos articuladores da frente democrática ampla e foi inclusive procurado, em 2020, para conversas com Luciano Huck, quando ele parecia ser a promessa inovadora do centro. “O movimento que está sendo feito agora não é de costura de alianças eleitorais. É uma costura política para fazermos um enfrentamento a Bolsonaro e ao bolsonarismo”. afirmou a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, à DW Brasil.

“E temos vários setores da sociedade e políticos que, embora não pensem como a gente em termos de desenvolvimento econômico e social, pensam como a gente na defesa da democracia e têm a política como instrumento de construção para a perspectiva futura, e não o ódio, as fake news, a mentira“,

UNIÃO PARA GARANTIR DISPUTA ELEITORAL DEMOCRÁTICA EM 2022

O objetivo de Lula e do partido neste momento, afirma a deputada federal Gleisi Hoffmann, é tentar aproximar esses setores que querem garantir o processo democrático em 2022. Para a presidente do PT, as escaladas autoritárias de Bolsonaro e suas estratégias deixam claro que há, sim, um risco para o processo eleitoral do próximo ano.

Precisamos ter um campo político amplo e unido para assegurar o processo eleitoral e democrático e não permitir nenhuma saída autoritária“, afirma.

Essa articulação, segundo ela, tem como objetivo também desgastar o governo Bolsonaro, o que poderia culminar num processo de impeachment. A deputada admite que nem todos esses setores em defesa da democracia, que têm dialogado, são favoráveis ao processo de afastamento de Bolsonaro. O que une todos, além da defesa da democracia, diz a petista, é a vacinação contra a covid-19, o funcionamento legítimo da CPI da Pandemia e a defesa de uma renda emergencial para os mais vulneráveis do país.

E as conversas do momento podem desaguar em alianças eleitorais? “Sim, podem. Mas não acho que seja o mais provável“, diz Hoffmann, reconhecendo que alguns partidos de centro, como o PSD e o MDB, poderiam se aproximar de Lula. “O espectro de alianças que tentamos construir são alianças com Psol, PSB, PCdoB. É possível ampliar e construir com outros? É possível, desde que fique claro uma pactuação do programa que vamos defender para o Brasil.

A hipótese mais realista, admite a presidente do PT, é que as conversas de Lula com partidos de centro possam desenhar essa frente anti-Bolsonaro ao menos num 2° turno nas eleições presidenciais de 2022.

“NÃO TEM COMO IR TODO MUNDO COM LULA”

Não tem como imaginar uma unidade contra o Bolsonaro, todo mundo com o Lula. Mas pode ter todo mundo com o Lula numa candidatura que unifique todos. Será que isso não seria possível? Será que o país não exige uma posição desse tipo? Enquanto não é possível, estamos discutindo no campo democrático, contra Bolsonaro“, pregou Roberto Freire, presidente nacional do Cidadania.

À DW Brasil, Freire disse que o Brasil deveria pensar numa construção aos moldes da Hungria e de Israel. Ele pontua que a aliança contra o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reuniu da extrema direita à esquerda, ou seja, não se trata de um sonho impossível. No entanto, pensar que o nome de Lula poderia agregar todas as forças de centro, com a desistência das demais candidaturas, é algo improvável. Freire advoga uma frente que tenha a participação de Lula, mas não sendo ele o candidato.

Quero dizer para Lula que as pessoas que querem derrotar Bolsonaro querem grandeza, e não exclusivismo. É isso. E eu quero dizer que, com ele, não sei se derrotamos Bolsonaro. Porque incentiva a polarização, e eu não sei se isso vai ter um resultado positivo“, acrescentou.

Presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira afirmou à DW Brasil estar convencido de que o campo da centro-direita – DEM, PSDB e MDB – terá seu próprio candidato à presidência, e que, obviamente, não será Lula.

Esse agrupamento deverá ter um nome no 1° turno. Lula, pelo que se está percebendo, como ele fez em 2002, deve fazer uma candidatura que alcance parte do centro no primeiro turno, mas visando ter o apoio da centro-direita num eventual segundo turno contra Bolsonaro“, analisa Siqueira. Ele diz não alimentar nenhuma expectativa de o centro político se acerte de forma ampla no 1° turno. “Não vejo essa possibilidade, embora até agora não tenham encontrado um nome [de centro] capaz de catalisar parte da opinião pública. Mas eles terão candidato próprio.

O PSB, que em 2020 se aproximou de Ciro Gomes (PDT) e adotou um distanciamento intencional do PT, agora amoleceu. O partido, segundo Siqueira, está num processo interno de reformas e só se decidirá sobre a candidatura presidencial em 2022. Mas o presidente do PSB já foi procurado por Lula. Antes com um discurso mais duro contra o petista, Siqueira agora abaixou as armas.

Sim, temos tido diálogos. Lula me convidou, e organizei uma reunião com ele há 2 meses. Há muito tempo não nos falávamos. Ele foi muito respeitoso, e inclusive reconheceu que não é hora de decidir candidato, que a hora é da luta comum contra Bolsonaro.

O CANTO DA SEREIA DO EX-PRESIDENTE

Lula também já iniciou o processo de sedução do PSD, partido criado e presidido pelo ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. Além das candidaturas de Lula e Bolsonaro, Kassab dá como certas outras 2: a de Ciro Gomes, pelo PDT, e a de seu próprio partido. O ex-ministro tem trabalhado o nome do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ainda filiado ao DEM, mas de malas prontas para o PSD.

O partido está unido, gosta muito da ideia do Rodrigo Pacheco. Nós entendemos que não é o momento de discutir eleição. Ainda estamos numa fase em que é fundamental fazer o combate à pandemia. Mas o perfil que mais agrada, até agora, é o do Rodrigo Pacheco“, disse Kassab à DW Brasil.

A grande dúvida – e para onde Lula concentra suas atenções – é se o PSD de Kassab poderia apoiar o petista num eventual 2° turno, como declarou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Aprendi, nesses 20 anos de vida pública, que quando você tem candidatura, e nós vamos ter, falar em não estar no 2° turno é suicídio. Só trabalhamos com a hipótese de o nosso candidato estar no 2° turno.

Apoiar a reeleição de Bolsonaro não está no radar de Kassab. “Se vamos ter candidato próprio, como vamos assumir compromisso com a reeleição dele? Chance zero. Descarto apoio a Bolsonaro ou ao Lula porque nós vamos estar no 2° turno. Mas só definimos no início de 2022“, afirma.

Kassab, que é apontado como um dos melhores analistas dos bastidores da política brasileira, vê Lula candidato com o apoio oficial de PT, PSB, PSOL, PCdoB e Solidariedade, de um lado, e Bolsonaro com PP, PL, Republicanos, PTB e o Patriotas, ao qual o presidente deve se filiar, do outro.

Pelo centro, o caminho do MDB é uma incógnita, mas o ex-ministro acha mais provável a legenda fazer pactos regionais com Lula, nos estados, do que fechar uma aliança nacional. “Dificilmente o MDB estaria numa aliança nacional conosco. Acho que não tem uma liga aí“, admite Gleisi Hoffmann.

Anvisa alerta estados sobre adulteração de frasco da CoronaVac

Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Anvisa investiga possível fraude no frasco da vacina

Por Agência Brasil  – Brasília

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) enviou às secretarias estaduais um alerta sobre a possibilidade de adulteração de frascos da vacina CoronaVac, usada na imunização contra a covid-19. 

Desde maio, a Anvisa investiga um possível caso de falsificação ocorrido no Maranhão. De acordo com a apuração, um frasco vazio de vacina foi reaproveitado para introdução de um líquido desconhecido. Um lacre adulterado também foi utilizado.

Como medida de segurança, a agência recomendou que profissionais de saúde designados para aplicação de vacinas verifiquem se os frascos recebidos pelo Instituto Butantan estão intactos. Além disso, os frascos vazios devem ser inutilizados. Possíveis irregularidades encontradas deverão ser comunicadas por meio do Sistema de Notificações para a Vigilância Sanitária (Notivisa).

Covid-19: Brasil tem 618 mortes e 27.804 casos nas últimas 24 horas

Pessoas com máscaras em shopping de São Paulo (SP) em meio à pandemia de coronavírus

© REUTERS/Amanda Perobelli/Direitos Reservados

Total de casos confirmados é de 18,45 milhões

Por Agência Brasil – Brasília

O Brasil chegou a 514.092 mortes por covid-19. Nas últimas 24 horas, foram 618 óbitos e 27.804 novos casos. No total, 18.448.402 casos foram confirmados no país. Existem 3.640 mortes em investigação por equipes de saúde, dados relativos a ontem. Isso porque há casos em que o diagnóstico sobre a causa só sai após o óbito do paciente. O número de pessoas recuperadas totalizou 16.673.329.

Os dados estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado na noite de hoje (28). O balanço é elaborado a partir dos dados sobre casos e mortes levantados pelas autoridades locais de saúde.

Em geral, os registros de casos e mortes são menores nos feriados, aos domingos e segundas-feiras em razão da dificuldade de alimentação dos dados pelas secretarias de Saúde aos fins de semana. Já às terças-feiras, os totais tendem a ser maiores pelo acúmulo das informações de fim de semana que são enviadas ao ministério.

ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (126.112), Rio de Janeiro (55.195) e Minas Gerais (45.924). As unidades da Federação com menos óbitos são Roraima (1.731), Acre (1.736) e Amapá (1.832).

Em relação aos casos confirmados, São Paulo também lidera, com 3,7 milhões de casos. Minas Gerais, com 1,7 milhão, e Paraná, com 1,2 milhão de casos, aparecem na sequência. O estado com menos casos de covid-19 é o Acre, com 85,4 mil, seguido por Roraima (111,8 mil) e Amapá (116,8 mil).

Situação epidemiológica da covid-19 no Brasil
Situação epidemiológica da covid-19 no Brasil – 28/06/2021/Divulgação/Ministério da Saúde

Vacinação

Até o momento, foram distribuídas a estados e municípios 129,7 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Desse total, foram aplicadas 96,9 milhões de doses, sendo 71,2 milhões da primeira dose e 25,6 milhões da segunda dose.

Relatório da PEC do Voto Impresso é lido na CCJ, mas não é votado

Deputados do governo e da oposição se mostraram divididos sobre o tema

Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil* – Brasília

O deputado Filipe Barros (PSL-PR) apresentou hoje (28) seu relatório para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/19, que recomenda a adoção de uma urna eletrônica que permita a impressão do registro do voto, que depois será depositado em uma urna indevassável, sem contato manual do eleitor. A votação da proposta na comissão, no entanto, foi adiada. 

Deputados do governo e da oposição se mostraram divididos sobre o tema. Durante leitura do relatório, Barros alegou que há “falsa sensação de segurança generalizada”, promovido pelo que ele chamou de “suspensão de descrença” pelo qual a urna eletrônica funcionaria desde seu desenvolvimento.

Para defender a PEC, ele disse que não existem provas de que não houve fraude na urna eletrônica até hoje. “Se é verdade que nunca houve provas contundentes de fraude, também não há provas contundentes de que não houve fraude”.

Além de acrescentar dois parágrafos à Constituição para tornar obrigatória a impressão do registro do voto conferível pelo eleitor, Filipe Barros apresentou dispositivos para que o TSE emita normas infralegais para garantir o sigilo do voto e cria regras transitórias para detalhar o sistema de votação e apuração por registro impresso de voto.

* Com informações da Agência Câmara

MEC publica editais com datas do Sisu, Prouni e Fies do 2º semestre, e candidato poderá usar notas do último Enem

Candidatos interessados devem ficar atentos às datas de inscrição para programas de acesso ao ensino superior. — Foto: Nikolay Frolochkin/Creative Commons

O Ministério da Educação (MEC) publicou nesta segunda-feira (28) no Diário Oficial da União os editais com datas e regras para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e Financiamento Estudantil (Fies).

Os candidatos que fizeram o Enem 2020, em janeiro último, poderão usar as notas pela primeira vez. Isso porque, na seleção do 1º semestre desses processos, foram aceitas notas de edições anteriores.

Os desempenhos dos candidatos no Enem 2020 foram divulgados em março, após a abertura dos editais dos programas de acesso ao ensino superior. O atraso ocorreu devido ao adiamento do Enem, por causa da pandemia.

O Prouni e o Sisu só aceitarão as notas do Enem 2020. A edição teve alto índice de abstenção, mais da metade dos candidatos não foram fazer as provas. O edital do Fies prevê o uso das notas do Enem de 2010 a 2020.

Em maio, a pasta já havia divulgado as datas de previsão de abertura das inscrições. Os editais, agora, confirmam a informação.

Confira abaixo as datas:

Prouni: de 13 a 16 de julho

Fies: de 27 a 30 de julho

Sisu: de 3 a 6 de agosto

Embora em maio o MEC tenha informado o prazo de abertura das vagas remanescentes do Fies, o Diário Oficial desta segunda não traz informações sobre este processo específico. A previsão do ministério é que o processo ocorra de 8 a 10 de setembro e de 27 a 29 de outubro.

Prouni

O Prouni oferece bolsas de estudos para que estudantes possam arcar com o custo das mensalidades em universidades particulares. Há bolsas integrais, com o valor total, e parciais, de 50%.

As inscrições para o segundo semestre abrirão em 13 de julho e se encerram às 23h59 de 16 de julho. Serão aceitas somente as notas do Enem 2020.

Poderá concorrer à bolsa do Prouni quem:

Fez ensino médio em escola pública ou foi bolsista integral em escola particular

É estudante com deficiência, de escolas públicas e privadas

Não tem diploma de graduação

Fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020

Tirou 450 pontos na média das notas do exame

Não zerou na redação

Tem renda familiar mensal bruta por pessoa de até 1,5 salário mínimo, para bolsa integral

Tem renda familiar mensal bruta, por pessoa, de até 3 salários mínimos para bolsas parciais (50%)

Ser professor da rede pública trabalhando na educação básica – independente da renda

Após o resultado da primeira chamada, os candidatos precisarão apresentar, junto às instituições de ensino, os documentos que comprovem que se enquadram nos requisitos para concorrer ao benefício. Confira abaixo as datas anunciadas pelo MEC:

Prouni do 2º semestre de 2021:

Inscrições: 13 a 16 de julho

1ª chamada: 20 de julho

Comprovação das informações: 20 a 28 de julho

2ª chamada: 3 de agosto

Comprovação das informações: 3 a 11 de agosto

Inscrição na lista de espera: 17 e 18 de agosto no site http://siteprouni.mec.gov.br

Divulgação da lista de espera para as instituições de ensino: 20 de agosto

Comprovação das informações: 23 a 27 de agosto

Fies

O programa de Financiamento Estudantil (Fies) oferece crédito para estudantes pagarem as mensalidades em instituições privadas com juros zero ou variados, conforme a renda do candidato. As inscrições abrem em 27 de julho e se encerram às 23h59 de 30 de julho. O programa oferece financiamento com:

Juro zero: voltado a estudantes com renda mensal familiar de um a três salários mínimos;

Juros variados (P-Fies): direcionado a alunos com renda mensal familiar de até cinco salários mínimos.

O candidato poderá usar a nota do Enem desde a edição de 2010 até a de 2020. Confira abaixo as datas confirmadas pelo edital:

Fies do 2º semestre de 2021

Inscrições: de 27 a 30 de julho

Resultados (pré-selecionados): 3 de agosto

Complementar inscrição: 4 a 6 de agosto, no site http://fies.mec.gov.br

Convocação da lista de espera: 4 a 31 de agosto (quem não foi pré-selecionado na chamada única é automaticamente incluído na lista de espera).

Sisu

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) usa a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para selecionar estudantes para vagas em universidades públicas. Mas, por causa da pandemia, o Sisu do primeiro semestre abriu antes da realização do Enem 2020 (que foi feito em março). Os candidatos puderam usar as notas de outras edições do exame.

No segundo semestre, a seleção abrirá em agosto. Nesta etapa, os candidatos só poderão usar as notas do Enem 2020. Para isso, o candidato não poderá ter zerado na redação nem ter participado da edição como “treineiro”.

Confira abaixo o calendário previsto:

Sisu do 2º semestre de 2021

Inscrição: 3 a 6 de agosto por meio do site http://sisu.mec.gov.br

Resultado: 10 de agosto

Período de matrícula: 11 a 16 de agosto

Inscrição na lista de espera: 10 a 16 de agosto

A divulgação da lista de espera por turno, curso e modalidade de concorrência deverá ser feita pelas instituições de ensino. O edital prevê que é responsabilidade do candidato acompanhar as páginas eletrônicas das instituições para não perder os prazos.

Natal inicia vacinação para pessoas com 46 anos e trabalhadores do Ensino Superior

Natal inicia vacinação para pessoas com 46 anos e trabalhadores do Ensino Superior

Nesta segunda-feira (28), Natal inicia a vacinação das pessoas com 46 anos sem comorbidade. Para receber o imunizante basta se dirigir a um dos 40 pontos de vacinação levando o cartão de vacina, documento com foto e comprovante de residência de Natal.

Os trabalhadores da educação do Ensino Superior também estão contemplados a partir dessa segunda-feira. Esse grupo também pode procurar todos os pontos de vacinação da Prefeitura.  A SMS Natal firmou parceria com a UFRN e IFRN e vai colocar à disposição dessa categoria pontos extras nos campi do IFRN, da Salgado Filho e da Zona Norte, com funcionamento das 8h às 16h, com drive e sala de pedestre, assim como na UFRN, no Departamento de Atenção à Saúde.
A documentação necessária, lista com endereços de UBS e drives podem ser acessadas através do site https://vacina.natal.rn.gov.br/ .

EDUCAÇÃO 

A SMS Natal destaca os pontos extras e exclusivos localizados no Ginásio do Colégio Expansivo e no Sagrada da Família, que funcionarão somente até o dia 30 de Julho. Os trabalhadores da Educação do Ensino Infantil, Fundamental I e II, Ensino Profissionalizante e Educação de Jovens e Adultos (EJA) que, por algum motivo, não se vacinaram podem optar pelos pontos extras ou qualquer sala da vacina da Prefeitura.

D2 OXFORD

As pessoas que tomaram a primeira dose do imunizante da Oxford há 85 dias, devem procurar um dos pontos de vacinação para receber a segunda dose e completar seu esquema vacinal.

Dívida Pública Federal sobe 1,82% em maio e vai para R$ 5,17 trilhões

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© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Vencimento de títulos vinculados à inflação segurou alta

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Depois de uma queda expressiva em abril, a Dívida Pública Federal (DPF) voltou a subir em maio. Segundo números divulgados hoje (28) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 5,089 trilhões em abril para R$ 5,171 trilhões em maio, com alta de 1,61%.

O Tesouro prevê que a DPF continuará subindo nos próximos meses. Segundo a nova versão do Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentada no fim de maio, o estoque da DPF deve encerrar 2021 entre R$ 5,5 trilhões e R$ 5,8 trilhões.

A dívida pública mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) subiu 1,82%, passando de R$ 4,852 trilhões em abril para R$ 4,940 trilhões em maio. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 58,3 bilhões em títulos a mais do que emitiu. Também houve a apropriação de R$ 29,88 bilhões em juros. Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública.

Em maio, o Tesouro emitiu R$ 156,8 bilhões, acima de R$ 150 bilhões pelo nono mês consecutivo. Os resgates somaram R$ 98,8 bilhões, impulsionados principalmente pela concentração de vencimentos de títulos vinculados à inflação. Esses vencimentos contribuíram para segurar temporariamente a alta da dívida pública.

A dívida pública federal externa (DPFe) caiu 2,64%, passando de R$ 237 bilhões em abril para R$ 230,75 bilhões em maio. Além da queda de 3,17% do dólar no mês passado, houve o vencimento de R$ 567 milhões de títulos em dólar que circulavam no mercado internacional.

Colchão

Nos últimos meses, o Tesouro tinha intensificado a emissão de títulos públicos para recompor o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos). Depois de cair para R$ 969,3 bilhões em abril, essa reserva subiu para R$ 1,036 trilhão em maio.

Atualmente, o colchão cobre cerca de 9,6 meses de vencimentos da dívida pública. Até o fim de 2021, está previsto o vencimento de R$ 640,9 bilhões em títulos federais.

Nos primeiros meses da pandemia da covid-19, o governo queimou parte desse colchão para compensar a instabilidade no mercado financeiro. Em agosto do ano passado, o Banco Central teve de repassar ao Tesouro R$ 325 bilhões para ajudar a recompor essa reserva. O restante está sendo feito com o aumento das emissões.

Em abril, a proposta de emenda à Constituição (PEC) emergencial reforçou o colchão com mais R$ 140 bilhões da desvinculação de fundos públicos.

Composição

Com a concentração de vencimentos de títulos corrigidos pela inflação, a proporção desses papéis na DPF caiu de 27,69% em abril para 26,95% em maio. A nova versão do PAF prevê que a fatia da inflação na dívida pública encerre o ano numa faixa entre 26% e 30%.

A proporção de títulos corrigidos pela Taxa Selic (juros básicos da economia) na DPF ficou estável, caindo levemente, de 35,5% para 35,39%. O PAF prevê que o indicador feche 2021 entre 33% e 37%. O aumento da demanda por esses papéis após as recentes elevações da Selic pelo Banco Central ajudou a elevar a proporção.

A fatia de títulos prefixados (corrigidos com antecedência) também subiu, passando de 31,9% para 32,95%. Composto por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa, o peso do câmbio na dívida pública caiu de 4,91% para 4,7%. Os dois tipos de indexadores estão dentro dos limites estabelecidos pelo PAF para o fim de 2021, entre 31% e 35% para os prefixados e entre 3% e 7% para o câmbio.

Detentores

As instituições financeiras seguem como principais detentores da Dívida Pública Federal interna, com 30% de participação no estoque. Os fundos de investimento, com 23,9%, e os fundos de pensão, com 23,2%, aparecem em seguida na lista de detentores da dívida.

Após a retirada de recursos de investidores internacionais do Brasil, decorrente da crise econômica, a participação dos não residentes (estrangeiros) continua se recuperando, atingindo 9,9% em maio. Mesmo assim, o percentual está inferior ao observado antes da pandemia da covid-19. Os demais grupos somam 13,1% de participação, segundo os dados apurados no mês.

Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).

Crea-RN e Ministério do Desenvolvimento Regional assinam acordo de Cooperação Técnica

Acordo para redução do valor da ART para obras ou serviços de Regularização Fundiária

Nesta segunda-feira (27), às 10h, a presidente do Crea-RN, a engª civil Ana Adalgisa Dias Paulino, o Ministro do Desenvolvimento Regional (MDR), Rogério Marinho, e o Secretário Nacional de Habitação do Ministério do Desenvolvimento Regional, Alfredo Eduardo dos Santos, assinam acordo de cooperação técnica no sentido de possibilitar a redução do valor do registro de Anotação de Responsabilidade Técnica(ART), para obras ou serviços decorrentes de programas ou ações sob gestão da SNH/MDR.

De acordo com o convênio, o conselho passará a adotar o valor de R$ 5,00 (cinco reais) para as ARTs voltadas para regularização fundiária do Programa Casa Verde e Amarela. Esse valor correspondente à faixa 3, da Tabela B, da Resolução nº 1.067, de 2015, e do PL nº 1.542, de 2019, do Conselho Federal Engenharia e Agronomia (CONFEA), atualizados anualmente por meio de plenária.

“O Crea-RN é o primeiro conselho a assinar esse acordo de cooperação técnica com o Ministério do Desenvolvimento Regional. É a contribuição do Sistema Confea/Crea e Mútua para diminuir um problema social, ajudando no resgate da cidadania e da qualidade de vida da população que será beneficiada”, comemora a presidente Ana Adalgisa.

O prazo de vigência do acordo cooperação técnica será de 60 (sessenta) meses a partir da assinatura, podendo ser prorrogado mediante a celebração de aditivo. A assinatura do acordo acontecerá, às 10h da manhã, na Avenida Hilda Dias de Carvalho, 50-106 – Lagoa Azul, Zona Norte, em Natal-RN.

Fonte: Política em Foco

A ivermectina, a realidade não-mediada e os estudos bem projetados, escreve Paula Schmitt

Caso da ivermectina nos permite ver as distorções operadas pelos ‘guardiões da verdade’ – jarmoluk/Pixabay

A mediação da verdade é aquela brincadeira de telefone sem fio: o que você recebe é diferente do que foi enviado

Lembra a Merck, aquela empresa farmacêutica que não detém a patente da ivermectina e disse que a ivermectina não funciona no tratamento da covid? E lembra como quase todos os fact-checkers no Brasil citavam isso como evidência, porque a Merck foi fabricante da ivermectina, coincidentemente ignoravam a declaração oposta vinda do inventor da ivermectina, o vencedor do Nobel Satoshi Omura?

Pois é. Este mês a Merck recebeu uma notícia excelente. O governo norte-americano anunciou que vai pegar o dinheiro dos pagadores de impostos e comprar 1,7 milhão de doses do antiviral molnupiravir por 1,2 bilhão de dólares para usar no tratamento da covid. Isso equivale a mais ou menos 700 dólares por dose. Para mim, que paguei 18 reais na caixinha de ivermectina com 4 comprimidos, é uma bela diferença. Mas a covid urge, senhores. Não urgia, mas agora urge demais. “Remédios de uso oral que poderiam ser tomados em casa durante a progressão da doença seriam ferramentas poderosas para enfrentar a pandemia e salvar vidas”, disse Anthony Fauci, diretor do NIAID (Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas) desde 1984.

Para quem não entendeu a ironia, vai aqui um empurrãozinho: depois de um ano e meio sendo bombardeado com as frases “não existe tratamento precoce para a covid” e “só a vacina salva”, você está sendo chacoalhado daquele soninho gostoso com a notícia de que até os EUA, o país que criou as vacinas supostamente mais eficazes contra a covid-19, está financiando remédios de uso precoce, e quer distribuí-los para a mesma população que está sendo vacinada. No artigo “Uma pílula para tratar a covid-19? Os EUA estão apostando nisso”. o New York Times diz o que o mundo científico já sabe há tempos, mas que por um ano e meio foi banido pelo Ministério da Verdade e transformado num anátema científico: doenças virais precisam ser tratadas o mais cedo possível, a partir dos primeiros sintomas.

“No começo da pandemia”, diz o New York Times“pesquisadores começaram a testar antivirais antigos em pessoas hospitalizadas com covid severa. Mas muitos destes testes fracassaram em demonstrar qualquer benefício dos antivirais”. Fracassaram? Por quê? O próprio jornal dá a dica. “Em retrospecto, a escolha de trabalhar [com pacientes] hospitalizados foi um erro. Os cientistas agora sabem que o melhor momento para bloquear o coronavírus é nos primeiros dias da doença, quando o vírus está se replicando rapidamente e o sistema imune ainda não montou sua defesa”.

Excuse me? Os cientistas agora sabem disso?

Vou repetir a frase pra que ela não passe sem a atenção que merece: “Os cientistas agora sabem que o melhor momento para bloquear o coronavírus é nos primeiros dias da doença.” Essa declaração é absurda, porque cientistas honestos sempre souberam disso, e isso sempre esteve no cerne da defesa do tratamento precoce. Mesmo assim, essa premissa óbvia infelizmente só é admitida por aqueles que ainda hoje correm o risco de receber uma visita inesperada da polícia por fazerem ciência, ou arriscam ser execrados no triste Coliseu Parlamentar de Inquérito que zomba da pandemia.

Quem passou essa pandemia assistindo televisão deve estar muito confuso. Num momento em que tantos ainda praticam o isolamento, a imprensa e as redes sociais que impõem a censura se tornaram os grandes mediadores de informação, os guardiões que decidem o que você deve ou não ficar sabendo. Você está perdoado, portanto, se não souber o que se passa na esquina da sua casa, porque, até quando feita de boa-fé, a mediação da verdade é como aquela brincadeira de telefone sem fio: o que você recebe é bem diferente do que foi enviado. E isso me leva a perguntar: o que pode estar acontecendo na esquina que nem a vizinhança fica sabendo? Se formos nos guiar pelo New York Times, a resposta é: muita coisa. Em 22 de junho, o jornal progressista mais lido do mundo publicou uma reportagem com um título desanimador: “Eles confiaram nas vacinas chinesas. Agora eles estão lutando contra surtos de contágio”.

“Nas Ilhas Seychelles, Chile, Bahrein e Mongólia, de 50% a 68% das populações foram completamente inoculadas, ultrapassando os Estados Unidos […]. Os 4 estão entre os 10 países com os piores surtos de covid. […] Todos esses 4 estão usando na sua maior parte as vacinas feitas por duas fabricantes chinesas de vacina, a Sinopharm e a Sinovac Biotech [fabricante da Coronavac]. Aproveitando o ensejo, notem aqui o que certamente vai passar desapercebido por grande parte dos jornalistas e influencers pagos para defender mercadorias e interesses políticos: o New York Times usa o termo “inoculadas”, não “imunizadas”. Outra coisa que vale notar no texto é essa parte, de interesse especial para aqueles que querem impor a vacinação obrigatória sob a justificativa da imunização do rebanho: “A China também enfatizou que suas vacinas têm como alvo a doença severa, não a transmissão”.

Voltando ao que está acontecendo na nossa rua, depois que esta humilde coluna divulgou que Lula foi tratado da covid em Cuba, e que Cuba usa um protocolo de tratamento precoce que inclui a cloroquina, o UOL fez uma reportagem com um título estranho pra quem entende de jornalismo: “Senador diz que Lula tomou cloroquina em Cuba; assessoria do petista nega”. Digo que esse título é estranho porque a grande notícia nesse artigo está na seguinte frase: “A assessoria do petista também afirmou que a cloroquina não está no protocolo de tratamento para covid em Cuba —o que é mentira”. Sim, senhores: industriosa e acertadamente, o UOL Confere foi atrás do que eu publiquei e conferiu: Cuba, China e Venezuela “usam cloroquina em procedimentos oficiais”. Notem que os 3 países têm uma coisa comum a nações que encaram a saúde como obrigação do Estado: precisam otimizar custo e eficácia.

Lula mentiu, então. Ou melhor: sua assessoria mentiu. E sobre uma coisa crucial numa pandemia, um medicamento que pode significar a vida ou a morte de uma população inteira. O bom de assessoria é isso: você sempre tem em quem colocar a culpa. Mas numa época em que ainda temos acesso a informação não oficial, queria dizer uma coisa. Se você se fia em “autoridades” para entender o que está acontecendo, deixo aqui meu conselho mais peremptório: pare. Falo isso não porque as autoridades que temos hoje sejam piores do que as que já tivemos. O que está pior agora é o contrapeso às autoridades: a imprensa tradicional, nunca dantes tão corrompida pelo comprometimento político –o que não dá nem para confundir com comprometimento ideológico porque esse tende a ser fiel a alguma coisa mais transcendente. A grande imprensa tradicional morreu, e agora trabalha como relações públicas, e gradualmente tanto os elogios quanto as críticas que vêm dela vão valer exatamente a mesma coisa: nada. O vigia deixou de vigiar, e o ladrão trabalha sem medo.

Só isso explica o fato de João Doria, governador de São Paulo, manter até hoje no ar um tweet em que ele mente descaradamente (e eu sei que mente, porque conheço várias pessoas cujo “desfecho” da coronavac desmentem o governador). Eu não deveria precisar ter morte na minha família pra saber disso. Bastaria que tivéssemos uma mídia que quisesse vender notícia, e não apoio político, para que meu querido A. ainda estivesse vivo, e nossa querida N. não tivesse passado quase duas semanas em coma induzido e mais de um mês na UTI depois de tomar a coronavac (aguarde os fuck-checkers virem dar seu veredito: “N não ficou um mês na UTI, mas 32 dias, e não existem meses de 32 dias. A notícia é falsa”). No tweet em questão, até hoje no ar, João Doria diz que a coronavac garante ao vacinado “100% de chances de não precisar ser hospitalizado ou ir para a UTI” e “chance zero de morrer”. Ao final, ele pede a seus seguidores: “Compartilhe a verdade”.

Antes que o leitor coloque a vassoura atrás da porta, agora vem a minha 2ª boa notícia para a Merck. Só pra relembrar: A Merck é aquela empresa que anunciou parceria com a Ridgeback Biotherapeutics em maio de 2020 para a fabricação e venda do molnupiravir, esse que deve ser comprado a 700 dólares a dose pelo governo americano. Mas olha que detalhe interessante: o whistleblower Rick Bright, ex-diretor da agência americana de pesquisa em biomedicina, Barda (Biomedical Advanced Research and Deve-lopment Authority), denunciou a NGO, controlada pela Emory University, que desenvolveu o molnupiravir com dinheiro público concedido por Anthony Fauci (e que seria depois propriedade da Merck). Segundo Bright, ele sofreu pressão enorme em novembro de 2019 –um mês antes do começo oficial da Pandemiapalooza– para aprovar o medicamento sem os estudos necessários.

Segundo artigo da Science“apesar de o remédio ter mostrado potencial contra o coronavírus que causa a doença, Bright foi contra um aumento da ajuda financeira. Ele argumentava que o remédio já tinha recebido ajuda governamental vultosa, e que alguns estudos anteriores sugeriam que o [molnupiravir] poderia causar perigosas mutações genéticas”.

O monupiravir falhou em várias etapas, mas o New York Times tenta explicar por que ele falhou. Segundo Tim Sheahan, virologista entrevistado pelo jornal, o medicamento não funcionou porque não foi usado nos primeiros dias após o contágio. O jornal chega a reproduzir o “duh” dito pelo virologista, uma interjeição usada pra sugerir que uma ideia é boba demais. “Não me surpreende que todos aqueles medicamentos não tenham causado melhora significativa, quando o paciente já está doente por vários dias”. Entendeu, leitor? Mais uma vez fica claro: o tratamento medicamentoso para a covid tem que ser precoce. E é essa a boa notícia que tenho para a Merck. A Universidade de Oxford anunciou que vai estudar a eficácia da ivermectina, possível concorrente do novo medicamento da Merck, porque o uso da ivermectina resultou na redução de replicação do vírus em estudos de laboratório. Isso deveria ser motivo de comemoração para os defensores de um tratamento barato, democrático, eficiente e extre-mamente seguro. Mas não comemorem.

Assim como o estudo da Merck com o antiviral tem tudo para dar certo, o estudo da Oxford com a ivermectina tem tudo para dar errado. Sabe por quê? Porque ao contrário dos médicos no Brasil e no resto do mundo, que usam a ivermectina ao sinal dos primeiros sintomas, e, ao contrário do que “agora” os cientistas acreditam, de acordo com o New York Times, o teste da Oxford busca voluntários até o 14º dia do contágio.

52% avaliam negativamente o trabalho de Bolsonaro no combate à pandemia

A atuação do presidente no combate à pandemia é considerada ruim ou péssima principalmente entre quem avalia negativamente seu trabalho em geral. Na foto, o presidente Jair Bolsonaro durante anúncio do Ministério do Turismo – Sérgio Lima/Poder360 – 10.jun.2021

A atuação do presidente na pandemia agrada 70% dos que avaliam o seu trabalho como “ótimo” ou “bom”

Pesquisa PoderData mostra que 52% avaliam como “ruim” ou “péssimo” o trabalho do presidente Jair Bolsonaro no combate à pandemia. São 25% os que classificam sua atuação como “ótima” ou “boa”, enquanto 20% a acham “regular”.

Recentemente, o Brasil ultrapassou a marca de 500 mil óbitos pela covid-19. No sábado (19.jun.2021), o Ministério da Saúde confirmou 500.800 mortes em decorrência do coronavírus. Alguns dias depois, na 5ª feira (24.jun), Bolsonaro tirou a máscara de uma criança durante um evento no Rio Grande do Norte.

A pesquisa revela ainda que o Nordeste é a região com maior desaprovação ao seu trabalho durante a pandemia. Dos que consideram sua atuação “ruim” ou “péssima”, 63% são moradores de Estados nordestinos.

Esta pesquisa foi realizada no período de 21 a 23 de junho de 2021 pelo PoderData, a divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Foram 2.500 entrevistas em 445 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

DESTAQUES DEMOGRÁFICOS

O PoderData analisou os recortes por sexo, idade, região, escolaridade e renda. Eis os grupos que mais desaprovam a atuação do chefe do Executivo no combate à crise sanitária:

  • quem concluiu o ensino superior (64%);
  • quem recebe de 5 a 10 salários mínimos (64%);
  • moradores da região Nordeste (63%);
  • jovens de 16 a 24 anos (60%);
  • mulheres (60%).

APOIO BOLSONARISTA

A atuação de Bolsonaro na pandemia é positiva principalmente para aqueles que avaliam o seu trabalho como “ótimo” ou “bom”. Essa parcela representa 70% daqueles que aprovam seu trabalho durante a crise.

Do outro lado, os que avaliam negativamente seu trabalho como presidente em geral também desaprovam sua condução do combate à pandemia. Entre quem acha que sua atuação é “ruim” ou “péssima”, 92% também acreditam que ele faz uma má gestão do enfrentamento à crise.

PoderData já mostrou que os picos de rejeição a Bolsonaro acompanham os piores momentos da pandemia. Quando os números diários de mortes por covid-19 começam a subir, a rejeição ao presidente também aumenta. Quando as mortes começam a diminuir, sua aprovação sobe, e a desaprovação, desce.

Para o coordenador das pesquisas do PoderDataRodolfo Costa Pinto, a relação entre a situação epidemiológica da covid no Brasil e a popularidade de Bolsonaro é “direta”.

“A pandemia tomou uma proporção que afeta todos os aspectos das vidas das pessoas. Então, a percepção sobre melhora ou piora da situação serve como uma régua para que as mesmas avaliem o desempenho do governo de maneira geral”, afirma o estatístico.

PODERDATA

O conteúdo do PoderData pode ser lido nas redes sociais, onde são compartilhados os infográficos e as notícias. Siga os perfis da divisão de pesquisas do Poder360 no Twitter, no Facebook, no Instagram e no LinkedIn.

PESQUISAS MAIS FREQUENTES

PoderData é a única empresa de pesquisas no Brasil que vai a campo a cada 15 dias desde abril de 2020. Tem coletado um minucioso acervo de dados sobre como o brasileiro está reagindo à pandemia de coronavírus.

Num ambiente em que a política vive em tempo real por causa da força da internet e das redes sociais, a conjuntura muda com muita velocidade. No passado, na era analógica, já era recomendado fazer pesquisas com frequência para analisar a aprovação ou desaprovação de algum governo. Agora, no século 21, passou a ser vital a repetição regular de estudos de opinião.

Partidos políticos têm até 30 de junho para prestar contas à Justiça Eleitoral Fonte: Blog do Gustavo Negreiros

Os partidos políticos têm até o dia 30 de junho para enviar as suas prestações de contas do exercício financeiro de 2020 à Justiça Eleitoral. O prazo vale para todos os níveis de direção partidária, ou seja, diretórios nacionais, estaduais e municipais, ainda que constituídos de comissões provisórias/interventoras, mesmo para aqueles que não tenham tido movimentação financeira ou de bens estimáveis durante o período.

A entrega da prestação de contas anual pelos partidos é determinada pela Constituição Federal (artigo 17) e regulamentado pela Lei nº 9.096/1995 e pela Resolução nº 23.604/2019 do TSE.

Fonte: Blog do Gustavo Negreiros